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Abstract
Este relato de caso descreve um paciente jovem, sem diagnóstico de glaucoma, portador de neurofibromatose e com história prévia de glioma de nervo óptico em um olho, que desenvolveu múltiplos defeitos localizados na camada de fibras nervosas próximos a uma cicatriz coriorretiniana no olho contralateral. Depois de discutir as diferentes etiologias possíveis para os defeitos localizados, a desorganização da camada de fibras nervosas secundária à lesão coriorretiniana foi considerada a causa mais plausível. Contudo, futuro acompanhamento com campo visual, documentação da cabeça do nervo óptico e neuroimagem é mandatório neste caso e pode fornecer informações adicionais para melhor entendê-lo.
Keywords: Fibras nervosas; Cicatriz; Doenças da retina; Glioma de nervo óptico
Abstract
OBJETIVO: Determinar os fatores associados à variabilidade (teste-reteste) das medidas topográficas da cabeça do nervo óptico (CNO) utilizando a oftalmoscopia confocal de varredura a laser (CSLO) em pacientes com glaucoma recém-diagnosticados. MÉTODOS: Neste estudo, pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto recém-diagnosticados foram prospectivamente incluídos. Aqueles que apresentassem outras doenças oculares (exceto glaucoma) foram excluídos. Todos os pacientes incluídos no estudo foram submetidos à CSLO usando o aparelho Heidelberg Retina Tomograph III (HRT-III) em um olho aleatoriamente selecionado (três exames consecutivos realizados pelo mesmo examinador). Para cada parâmetro do Heidelberg Retina Tomograph III, a repetibilidade foi avaliada através dos seguintes indicadores: desvio padrão (DP) e coeficiente de variação (CV) individual, coeficiente de repetibilidade (CR) e coeficiente de correlação intraclasse (CCI). Diagramas de dispersão e linhas de regressão foram construídos para identificar quais fatores poderiam influenciar a variabilidade das medidas. RESULTADOS: Trinta e dois pacientes foram incluídos no estudo (idade média, 65,4 ± 13,8 anos). A maior parte era composta por mulheres (65%) e pacientes brancos (50%). Dentre os parâmetros de Heidelberg Retina Tomograph III avaliados, a área da rima e a profundidade média da escavação apresentaram os melhores valores de repetibilidade. A relação escavação/disco (E/D) vertical (baseada na análise de estereofotografia do disco óptico), foi significativamente associada (R²=0.21, p<0.01) com a variabilidade teste-reteste. Pacientes com relação E/D maiores apresentaram medidas menos variáveis. Outros fatores como idade, área do disco, espessura corneana central e pressão intraocular não foram significativas (p>0,14). CONCLUSÃO: O Heidelberg Retina Tomograph III mostrou boa repetibilidade (teste-reteste) para todos os parâmetros topográficos da CNO avaliados, principalmente em relação à área da rima e à profundidade média da escavação. A repetibilidade teste-reteste apresentou melhores resultados com o aumento da relação E/D. Esses achados sugerem que as medidas topográficas do Heidelberg Retina Tomograph III devem ser interpretadas com cautela quando avaliarmos longitudinalmente pacientes glaucomatosos com dano estrutural inicial (relação E/D menor).
Keywords: Glaucoma; Glaucoma de ângulo fechado; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Disco óptico; Doenças do nervo óptico; Tomografia; Oftalmoscopia; Interpretação de imagem assistida por computador; Acuidade visual; Campos visuais
Abstract
OBJETIVO: Avaliar achados demográficos, de exame ocular, alterações vasculares e estruturais por meio de angiografias com fluoresceína e indocianina verde e de tomografia de coerência óptica em retina e coroide em pacientes com doença de Behçet com controle clínico. MÉTODO: Revisão de prontuários de 16 pacientes com doença de Behçet em fase inativa da doença. Foram submetidos a exame oftalmológico, angiografias com fluoresceína e indocianina e tomografia de coerência óptica e divididos em dois grupos de acordo com o tempo de doença. RESULTADOS: Avaliou-se 13 pacientes do sexo feminino e 3 do sexo masculino. Os principais achados de exame ocular foram estreitamento vascular, catarata, atrofia do disco óptico e membrana epirretiniana macular. Sessenta e dois e meio por cento dos pacientes estavam com acuidade visual igual ou melhor que 0,1. Os principais achados na angiografia com fluoresceína foram vazamento capilar e impregnação da parede vascular, na angiografia com indocianina verde foram lesões hipofluorescentes bem definidas e na tomografia de coerência óptica foram membrana epirretiniana e atrofia retiniana. Analisando a acuidade visual, não se encontrou diferença estatística entre os parâmetros de sexo, tempo de doença, presença de edema retiniano na tomografia de coerência óptica ou na angiografia com fluoresceína. O aumento da espessura macular não se correlacionou positivamente com a idade, tempo de doença ou com a acuidade visual. O encontro de afinamento vascular na angiografia com fluoresceína correlacionou-se com maior duração da doença (p=0,033). Os demais achados dos exames não se correlacionaram com o tempo de doença. CONCLUSÃO: Os exames de angiografias com fluoresceína e indocianina verde e tomografia de coerência óptica fornecem dados importantes do acometimento do polo posterior na doença de Behçet. Apesar do aparente controle clínico, esses exames podem evidenciar atividade inflamatória persistente, a qual ocasiona progressão da perda visual e significante número de pacientes com cegueira legal.
Keywords: Síndrome de Behçet; Uveíte; Coroide; Retina; Angiofluoresceinografia; Verde de indocianina; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Relatamos caso de um paciente de 14 anos, sexo masculino, que foi admitido com queixa de embaçamento visual bilateral há dois anos. Ao exame oftalmológico observou-se leve hiperemia e edema de disco óptico bilateral, exsudação retiniana, poucas hemorragias retinianas, múltiplos aneurismas, assim como sinais de vasculite. A angiofluoresceinografia demonstrou isquemia periférica extensa, dilatações e hiperfluorescência das paredes dos vasos, e vazamento tardio do disco óptico nas fases finais do exame em ambos os olhos. Este caso representa uma rara entidade caracterizada por oclusão retiniana vascular periférica, vasculite retiniana, múltiplos aneurismas retinianos e neurorretinite (IRVAN). Avaliação sistêmica e laboratorial não revelaram nenhuma anormalidade. O paciente foi submetido à panfotocoagulação de retina com laser de argônio em ambos os olhos, e iniciado tratamento com prednisona via oral, com manutenção da acuidade visual de 20/25 depois de um ano de acompanhamento. O tratamento com laser deve ser considerado quando houver qualquer evidência angiográfica de má perfusão retiniana, e antes do desenvolvimento de qualquer sinal de neovascularização de retina.
Keywords: Uveíte; Retinite; Aneurisma; Vasculite retiniana; Angiofluoresceinografia; Glucocorticoides; Síndrome; Humanos; Masculino; Adolescente; Relato de casos
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