Showing of 1 until 2 from 2 result(s)
Search for: Viviane Mayumi Sakata
Abstract
Objetivo: Realizar um levantamento epidemiológico do glaucoma em população de uma região brasileira tendo como grupo de estudo a população acima de 40 anos do município de Piraquara - PR, analisando a importância dos métodos de triagem. Métodos: Este é um estudo descritivo realizado durante a primeira etapa do Projeto Glaucoma do HC-UFPR no período de junho de 1999 a dezembro de 2000. Neste estudo foram triados 1953 pa-cientes acima de 40 anos, os quais foram submetidos a uma anamnese dirigida, avaliações das câmaras anteriores, medida da pressão intra-ocular (Po) e fundoscopia. Os pacientes suspeitos de glaucoma foram encaminhados para retornar ao ambulatório de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná - HC-UFPR para exame oftalmológico completo. Resultados: Do total de pacientes triados retornaram 184 pa-cientes de 282 suspeitos. Nestes retornos foram confirmados 73 casos de glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA), sendo 35 (1,79%) de glaucoma crônico simples (GCS) e 38 (1,95%) de glaucoma de pressão normal (GPN); além de 6 pacientes com diagnósticos de glaucoma secundário ou glau-coma de ângulo estreito. Do grupo de GCS 22 eram mulheres e 13 eram homens; já no grupo GPN 17 eram mulheres e 22 eram homens. Foi também demonstrada a freqüência de hipertensos e diabéticos nos dois grupos, assim como outras doenças. Foram calculadas as médias dos valores da Po da espessura corneana central (ECC) que demonstraram diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos. Conclusão: Nesta amostra da população, as prevalências de GCS e GPN encontradas foram semelhantes, o que serve como alerta para o fato de que a fundoscopia é exame muito importante na triagem para detecção do glaucoma.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma de ângulo aberto; Glaucoma; Glaucoma de ângulo aberto; Fundo de olho; Triagem
Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia e tolerância do micofenolato de mofetila (MMF) para o tratamento das uveítes não infecciosas refratárias, utilizando os métodos de análises definidos pelo "Standardization of Uveitis Nomenclature Working Group." Método: Estudo retrospectivo de série de casos. Foram incluídos pacientes com uveíte não infecciosa, em tratamento oral com MMF por um período mínimo de seis meses, acompanhados no Serviço de Uveítes, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, no período de 2007 a 2014. Todos os pacientes faziam uso de pelo menos um imunossupressor e apresentavam doença ocular ativa. Os pacientes foram avaliados aos seis meses (T6), 12 meses (T12) e 24 meses (T24) após atingir a dose ótima do MMF. A média da dose ótima foi 2,2g/dia (intervalo 1,0-3,0g/dia). Os principais desfechos analisados foram: 1) Sucesso no controle total da inflamação em ambos os olhos e/ou redução da dose de prednisona oral para ≤10 mg/dia; 2) Intervalo até a redução da prednisona oral para ≤10 mg/dia, controle parcial de inflamação ocular e efeitos adversos. Resultados: Na presente coorte com 16 pacientes com uveíte não infecciosa refratária, observou-se 67% e 83% de probabilidade de alcançar a dose ideal de prednisona em T12 e T24, respectivamente. Controle total ou parcial da inflamação foi observado em 43,7% dos pacientes em T12. Dois pacientes (14%) tiveram remissão da doença após 4,7 anos do início de MMF. Os efeitos adversos foram distúrbios gastrintestinais, infecção, insônia e anormalidade da função hepática com 0,03 eventos paciente-ano (PPY) respectivamente. Conclusões: Esta pequena série retrospectiva de casos ratifica os achados na literatura sobre a alta eficácia e tolerância moderada de MMF em uveítes não infecciosas. Uma importante observação é que, para melhor avaliar a eficácia do MMF, deve se esperar o intervalo mínimo de um ano.
Keywords: Uveíte; Imunossupressores; Micofenolato de mofetila
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000