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Search for: Photorefractive keratectomy; Mitomycin; Keratotomy, radial; Hyperopia; Astigmatism; Visual acuity; Refractive surgical procedures
Abstract
Objetivo: Descrever os resultados clínicos do tratamento do crescimento epitelial através da técnica de remoção manual seguido da utilização de um compressor de ar comprimido aquecido após a cirurgia de laser in situ keratomileusis (LASIK).
Métodos: Vinte olhos de 17 pacientes foram incluídos no estudo. Cada paciente havia sido submetido a cirurgia de LASIK com presença de crescimento epitelial e foi submetido a tratamento cirúrgico para sua retirada. O objetivo primário foi identificar a presença de crescimento epitelial recorrente ao final de 3 meses de seguimento. Os objetivos secundários foram as medidas de acuidade visual sem correção, acuidade visual com correção, e complicações pós-operatórias.
Resultados: Dez pacientes (58,8%) eram homens e 7 mulheres. Oito olhos de sete (41,2%) pacientes apresentavam cirurgia de LASIK primária e 12 olhos de 10 pacientes tinham cirurgia de LASIK com retratamento; dezesseis olhos (80%) utilizaram microcerátomo manual e quatro (20%) laser de femtosegundo. A média de idade no momento da cirurgia de remoção do epitélio era de 37,0 anos ± 9,3 (DP) (variando de 24 a 55 anos). Ocorreu recidiva do crescimento epithelial em dois olhos (10%) após 3 meses de seguimento. A acuidade visual sem correção antes da cirurgia era de 0,07 ± 0,09 logMAR, e após a cirurgia passou para 0,02 ± 0,04 logMAR (p=0,06). A chance (odds ration) de aparecimento do crescimento epithelial após uma reoperação de LASIK é 29,41 vezes maior do que no LASIK primário.
Conclusão: A técnica de remoção epitelial manual seguida da utilização de ar comprimido aquecido é segura e efetiva no tratamento do crescimento epitelial após LASIK. Ao final do último acompanhamento, nenhum olho apresentou perda de linhas de visão.
Keywords: Epitélio/crescimento & desenvolvimento; Endotélio corneano; Doenças da córnea; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Ceratectomia fotorrefrativa; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Avaliar o processo de adaptação de uma lente escleral que permite vários ajustes de parâmetros durante os testes e após o período inicial do seu uso; verificar quais os ajustes foram necessários, quais foram os mais utilizados, as suas indicações, a frequência com que estes recursos foram utilizados, e avaliar os resultados das mudanças realizadas.
Métodos: A adaptação da lente de contato escleral foi analisada prospectivamente, de forma sequencial, não aleatória e não comparativa. Todos os pacientes foram submetidos a um exame oftalmológico completo e tinham indicação para o uso de lentes esclerais. Foi utilizada a lente Zenlens (Alden Optical).
Resultados: Foi analisada a adaptação de lentes de contato esclerais em 80 olhos de 45 pacientes. Quanto ao diagnóstico, 72% tinham ceratocone, 12% tinham sido submetidos a ceratotomia radial, 5% tinham ectasia pós-cirurgia refrativa, 5% tinham olho seco, e 3%, alta miopia. Em 66 dos 80 olhos estudados (82,5%), os parâmetros foram modificados quando as lentes foram encomendadas. As razões foram: toque apical ou diminuição da altura sagital, aumento da altura sagital, sobre-refração cilíndrica, baixa acuidade visual, flexão da lente, toque periférico, compressão da borda em 360° e compressão da borda horizontal e/ou vertical.
Conclusão: O uso de lentes esclerais Zenlens demonstrou ser uma forma de correção muito promissora para os pacientes que requerem o uso de lentes esclerais. Embora o estudo sugira uma curva de aprendizagem, é possível personalizar as lentes de acordo com as necessidades de cada pacientes. Este fato melhora a adaptação e aumenta a chance de sucesso do uso.
Keywords: Lentes de contato; Adaptação; Ceratocone; Ceratotomia radial; Lente escleral, adaptação de lente escleral; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Reabilitação; Curva de aprendizado
Abstract
Objetivo: Determinar se codeína (30 mg) mais paracetamol (500 mg) após ceratectomia fotorrefrativa fornece efeitos benéficos sobre a qualidade do sono, níveis de atividade e ingestão de alimentos além de seu efeito analgésico.
Métodos: Quarenta pacientes (80 olhos) foram incluídos neste estudo randomizado, duplo-cego, pareado, placebo-controlado, add-on. Cada olho foi tratado com 2 semanas de intervalo, sendo aleatoriamente alocado para placebo ou intervenção (4x/dia durante 4 dias). Os resultados incluíram a qualidade do sono, atividade diária e ingestão de alimentos dentro de 24-72 horas de pós-operatório, conforme medido pelo McGill Pain Questionnaire.
Resultados: A qualidade do sono e os níveis de atividade foram inversamente associados aos escores de dor nas primeiras 48 horas após o ceratectomia fotorrefrativa. Durante a intervenção, os pacientes foram significativamente mais propensos a classificar seu sono como bom em 24 horas (risco relativo=2,5, intervalo de confiança de 95%: 1,48-4,21, p<0,001) e 48 horas comparado ao placebo (risco relativo=1,37, intervalo de confiança de 95%: 1,03-1,84, p=0,023). A probabilidade de relatar bons níveis de atividade em 24 e 72 horas após ceratectomia fotorrefrativa também foi significativamente maior durante a intervenção em comparação com placebo (risco relativo=3,0, intervalo de confiança de 95%: 1,49-6,15, p=0,006 e risco relativo=1,31, intervalo de confiança de 95%: 1,02 -1,67, p=0,021, respectivamente). Nenhuma diferença foi observada entre a intervenção e placebo em relação à alimentação oral.
Conclusão: A combinação de codeína e paracetamol melhorou significativamente a qualidade do sono e atividades diárias nas primeiras 24-72 horas após o ceratectomia fotorrefrativa em comparação com placebo.
Keywords: Codeina; Ceratectomia fotorrefrativa; McGill Pain Questionnaire; Dor; Acetaminofen; Sono; Atividades cotidianas
Abstract
Objetivo: Comparar a dor e o desconforto da ceratectomia fotorefrativa mecânica vs transepitelial.
Métodos: Este estudo comparativo prospectivo incluiu 190 olhos de 95 pacientes com hipermetropia, astigmatismo e miopia que foram submetidos a ceratectomia fotorefrativa mecânica em um olho e ceratectomia fotorefrativa transepithelial no olho contralateral usando o laser excimer wavelight Allegretto EX500.O intervalo entre as operações no mesmo paciente foi de 15 a 30 dias. Ambos os olhos tiveram a refração similar antes da cirurgia, com uma diferença máxima de 15-µm na ablação. Os questionários pós-operatórios foram aplicados nos dias 1 e 7 para avaliar o nível de desconforto dos pacientes (0= sem desconforto para 5= desconforto extremo) com os seguintes sintomas: dor, sensação de queimação, coceira, lacrimejamento, fotofobia, vermelhidão dos olhos, sensação corpo estranho e inchaço das pálpebras. Os pacientes também foram questionados sobre qual método eles preferiram.
Resultados: A amostra foi composta por 61 (64,21%) mulheres e 34 (35,79%) Homens. A idade média (SD) do paciente era 31.66 (6.69) anos. No primeiro dia pós-operatório, os pacientes relataram menos desconforto no olho que recebeu ceratectomia fotorefrativa mecânica do que ceratectomia fotorefrativa transepithelial (1,9 ± 1,74 vs 2,5 ± 1,83; p=0,017), sensação de queimação (1,8 ± 1,56 vs 2,5 ± 1,68; p=0,004), lacrimejamento (2,3 ± 1,71 vs 3,1 ± 1,69; p=0,001), e sensação corpo estranho (1,9 ± 1,77 vs 2,5 ± 1,86; p=0,024). Não foram encontradas diferenças significativas entre ceratectomia fotorefrativa mecânica e ceratectomia fotorefrativa transepithelial no dia 7 pós-operatório. Cinquenta e nove pacientes (62,10%) preferiram ceratectomia fotorefrativa mecânica, enquanto 32 (33,68%) preferiram ceratectomia fotorefrativa transepithelial. Quatro pacientes (4,22%) não expressaram nenhuma preferência.
Conclusões: Nossos resultados mostraram que os escores de dor foram significativamente menores nos olhos tratados pelo ceratectomia fotorefrativa mecânica do que nos olhos tratados com ceratectomia fotorefrativa transepithelial no primeiro dia pós-operatório, o que pode ter proporcionado maior conforto do paciente após a cirurgia e os levou a ter uma preferência pela técnica ceratectomia fotorefrativa mecânica.
Keywords: Dor pós-operatoria; Astigmatismo; Miopia; Hiperopia; Ceratectomia fotorrefrativa; Laser de excimer/uso terapêutico
Abstract
Objetivo: Examinar a eficácia da ceratectomia fototerapêutica para o tratamento de patologias variáveis que apresentarem opacidades anteriores da córnea, e avaliar a distribuição das indicações de ceratectomia fototerapêutica nos últimos 10 anos.
Métodos: Foram revisados retrospectivamente os prontuários de 276 pacientes, com 334 olhos tratados com ceratectomia fototerapêutica entre março de 2010 e o ano de 2020. As etiologias dos pacientes submetidos à ceratectomia fototerapêutica foram anotadas e suas alterações foram examinadas. Os resultados refrativos e de acuidade visual antes e após a operação foram registrados e analisados de acordo com a etiologia.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 40,7 ± 16,2 anos (faixa: 19-84). O tempo médio de acompanhamento foi de 25,5 ± 19,1 meses (faixa: 3-96). A ceratectomia fototerapêutica foi aplicada com mais frequência para distrofias estromais corneanas (44%, 151 olhos de 111 pacientes); entre as distrofias corneanas como um todo, a distrofia granular foi a indicação terapêutica mais comum desse procedimento. Ao contrário de outras indicações, nos últimos 10 anos houve um aumento na aplicação de ceratectomia fototerapêutica em casos de opacidade subepitelial persistente causada por conjuntivite adenoviral. Houve um aumento significativo na acuidade visual em todos os grupos, exceto para o grupo com defeito epitelial recorrente (p<0,05). A maior melhora na acuidade visual foi detectada em casos de distrofia estromal, no subgrupo das distrofias granulares.
Conclusão: Apesar das mudanças nas tendências de indicação, a ceratectomia fototerapêutica continua sendo uma abordagem terapêutica eficaz e confiável para tratar lesões da córnea anterior.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Opacidade da córnea; Lesões da córnea; Distrofias da córnea; Fototerapia.
Abstract
PURPOSE: To evaluate the reliability and comparability of a Scheimpflug-based tomographer relative to a Placido-based topographer and specular microscopy in healthy eyes.
METHODS: This cross-sectional study included 40 patients (80 eyes). Each eye underwent randomized imaging with a Scheimpflug-based tomographer, a Placido-based topographer, and Tomey EM-4000 specular microscopy. Three acquisitions per device were obtained. For interdevice comparisons, the best-quality scan per eye/device was selected, whereas all three scans were used for intradevice repeatability analyses. Unreliable scans were repeated (up to five attempts) and excluded if acceptable quality was not achieved, resulting in variable denominators. Between-device comparisons were performed using generalized estimating equations
with participant-level clustering and robust standard errors and were supplemented by Bland–Altman analysis.
RESULTS: The effective sample size varied by parameter (independent summaries: 59–67 eyes; paired comparisons: 48–51 eyes). In paired-eye analyses, the Scheimpflug-based tomographer measured slightly higher keratometry values than the Placido-based topographer (K1: 43.95 vs. 43.78 D, p=0.003; K2: 44.91 vs 44.73 D, p=0.002), more negative Q-values (p=0.001), smaller photopic pupil diameter (p<0.001), and shorter kappa distance (p<0.001). Mean absolute differences were 0.32 D for K1 and 0.30 D for K2, with high dispersion for angular metrics (kappa angle coefficient of variation: 195%).
CONCLUSIONS: The Scheimpflug-based tomographer provides reproducible corneal measurements in healthy eyes. However, systematic differences relative to the Placido-based topographer—particularly for keratometry, asphericity, and pupil and kappa metrics—suggest limited interchangeability. Consistent device use is recommended when these parameters inform clinical decision-making.
Keywords: Scheimpflug tomography; Placido topography; Specular microscopy; keratometry; Corneal imaging; Refractive surgical procedures; Lenses, intraocular
Abstract
PURPOSE: To assess whether low-concentration brimonidine (0.025%) improves early postoperative signs and symptoms following femtosecond laser-assisted in situ keratomileusis and photorefractive keratectomy without affecting pupil diameter or flap safety.
METHODS: This prospective, randomized, double-masked, contralateral-eye, single-center study was conducted between January and September 2024. In each patient, one eye received 0.025% brimonidine 15–30 min before surgery (mean: 21.3 ± 2.4 min), whereas the fellow eye received 0.15% sodium hyaluronate (control). Primary outcomes on postoperative Day 1 included subconjunctival hemorrhage laser-assisted in situ keratomileusis and patient-reported symptoms (0–10 scale; composite score). Pupil diameter was measured pre-ablation. Statistical analyses included McNemar and paired t tests, with a significant threshold of α=0.05.
RESULTS: A total of 124 patients were included (54 laser-assisted in situ keratomileusis and 70 photorefractive keratectomy). Pupil diameter did not differ significantly between brimonidine-treated and control eyes (laser-assisted in situ keratomileusis: 2.63 ± 0.47 vs. 2.69 ± 0.42 mm, p=0.273; photorefractive keratectomy: 2.56 ± 0.44 vs. 2.61 ± 0.39 mm, p=0.116). In laser-assisted in situ keratomileusis, subconjunctival hemorrhage occurred less frequently in brimonidine-treated eyes both intraoperatively (9.3% vs. 46.3%, p<0.001) and on postoperative Day 1 (9.3% vs. 50.0%, p<0.001). Composite symptom scores were significantly lower in brimonidine-treated eyes in both laser-assisted in situ keratomileusis and photorefractive keratectomy groups (p=0.001 for both).
CONCLUSIONS: Preoperative administration of low-concentration brimonidine (0.025%) significantly reduced subconjunctival hemorrhage in laser-assisted in situ keratomileusis without comprising flap integrity. It also improved early postoperative symptoms in laser-assisted in situ keratomileusis and photorefractive keratectomy, without affecting pupil diameter. These findings support the use of dilute brimonidine as a safe and effective adjunct to enhance the immediate postoperative experience in refractive surgery.
Keywords: Brimonidine tartrate; Postoperative pain; Subconjunctival hemorrhage; Refractive surgery; Hemorrhage; Keratomileusis, laser in situ; Photorefractive keratectomy
Abstract
PURPOSE: To investigate the association of pre-photorefractive keratectomy Schirmer-1 test value with post-photorefractive keratectomy central corneal epithelial thickness, ocular surface disease index score, and uncorrected distance visual acuity.
METHODS: Patients were categorized according to preoperative Schirmer-1 value: the normal Schirmer Group (n=54; Schirmer-1 test value, >10 mm) and the low Schirmer Group (n=52; Schirmer-1 test value, between 6 and 10 mm). We analyzed ablation depth, visual acuity, result of Schirmer-1 test (with anesthesia), tear film break-up time, ocular surface disease index score, central corneal epithelial thickness, and spherical equivalent refraction.
RESULTS: We found significant differences between the groups in Schirmer-1 test value, tear film break-up time, and ocular surface disease index score, both preoperatively and postoperatively (p<0.001). The preoperative central corneal epithelial thicknesses of the two groups were similar (p>0.05). After photorefractive keratectomy, the Schirmer-1 test value and spherical equivalent refraction decreased in both groups (p<0.05), and ocular surface disease index scores and central corneal epithelial thickness values increased in the low Schirmer Group (p<0.001) but not in the normal Schirmer Group (p>0.05). The postoperative central corneal epithelial thicknesses of the low Schirmer Group were significantly higher than those of the normal Schirmer Group (p<0.001). Postoperative uncorrected distance visual acuity did not differ significantly between the two groups (p>0.05).
CONCLUSIONS: In patients with low Schirmer-1 test values before photorefractive keratectomy, the corneal epithelium thickened and ocular surface complaints increased during the postoperative period. However, changes in the corneal epithelium did not affect the postoperative uncorrected distance visual acuity. To reduce postoperative problems on the ocular surface in these patients, we recommend that dry eye be treated before photorefractive keratectomy.
Keywords: Epithelium, corneal; Cornea; Photorefractive keratectomy; Schirmer test; Visual acuity
Abstract
PURPOSE: This study aimed to compare the effects of three different daily disposable contact lens materials on contrast sensitivity.
METHODS: The participants were aged 18–45 years, with spherical equivalent refraction between -0.50 D and -6.00 D, astigmatism below 0.75 D, and best contact lens-corrected visual acuity of 0.0 logMAR or better. Each patient was fitted binocularly with three daily disposable contact lenses made of different materials on three separate examination days. These materials were kalifilcon A, senofilcon A, and verofilcon A. The contrast sensitivity of each patient was recorded at spatial frequencies of 3, 6, 12, and 18 cycles per degree (cpd) under photopic (85 cd/m2) and mesopic (3 cd/m2) conditions.
RESULTS: The current study comprised 72 eyes of 34 female and two male patients. The mean age of the participants was 25.63 (± 0.80) years. Under photopic conditions, the participants’ contrast sensitivity was significantly better with senofilcon A than with kalifilcon A at a frequency of 12 cpd (p=0.008). Under mesopic conditions, participants’ contrast sensitivity was significantly higher with kalifilcon A than verofilcon A at 3 cpd (p=0.001), and with senofilcon A than verofilcon A at 12 cpd (p=0.004). The pre-lens non-invasive break-up times did not differ significantly between the three daily disposable contact lenses (p>0.05).
CONCLUSION: In both photopic and mesopic lighting conditions, the participants in this study exhibited differences in contrast sensitivity when wearing three different daily disposable contact lens types, despite similar visual acuity and pre-lens tear film stability results in their clinical evaluations. These findings demonstrate the potential for subjective visual complaints arising from variations in the contrast sensitivity achieved by different daily disposable contact lenses.
Keywords: Contact lenses; Contrast sensitivity; Astigmatism; Lighting; Visual acuity
Abstract
O ceratocone é uma doença progressiva que se manifesta como uma elevação semelhante a um cone da córnea central ou paracentral inferior e é associada a uma redução irregular da espessura do estroma. Há uma diminuição gradual da acuidade visual devido à assimetria da córnea, ao astigmatismo irregular e a um aumento das aberrações ópticas, o que prejudica a qualidade de vida. Foram desenvolvidos vários procedimentos para tentar interromper ou mesmo reverter a evolução da doença. Um deles é o chamado procedimento de Bader, que inclui um padrão de incisões em volta da circunferência da córnea e na base do cone protuberante. Essas incisões penetram até 70%-90% da profundidade da córnea e têm o objetivo de achatar a topografia e diminuir a assimetria da córnea e o astigmatismo irregular. Embora essa técnica seja muito promissora, segundo um estudo anterior, aqui se apresenta o caso de um paciente no qual esses objetivos não foram atingidos. Esse paciente recebeu lentes de contato para restaurar e manter sua visão, enquanto sua ectasia corneana e a redução da espessura progrediram ao longo da década seguinte.
Keywords: Ceratocone; Astigmatismo; Córnea; Topografia da córnea; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Lentes de contato; Dilatação patológica; Acuidade visua; Qualidade de vida.
Abstract
A ocorrência de ectasia corneana após ceratectomia fotorrefrativa é uma complicação rara, porém grave, em cirurgia refrativa. Os possíveis fatores de risco não são bem avaliados, mas a opinião atual é que a falha na detecção de ceratocone pré-operatório possa ser o principal motivo. Neste relato, descrevemos um caso de ectasia corneana após ceratectomia fotorrefrativa em paciente apresentando padrão tomográfico suspeito no pré-operatório, mas sem alterações degenerativas associadas a ceratocone patológico, conforme revelado por microscopia confocal in vivo da córnea. Além disso, revisamos, na literatura, relatos de casos elegíveis de ectasia pós-ceratectomia fotorrefrativa para encontrar características semelhantes.
Keywords: Córnea/patologia; Dilatação patológica; Ceratoconus; Ceratectomia fotorrefrativa; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Microscopia confocal; Humanos; Relato de casos
Abstract
We present a case of a patient complaining of monocular diplopia due to a decentered ablation after LASIK. The patient underwent a wavefront-guided retreatment, which resulted in an epithelial ingrowth complication. Additionally, the patient developed cataract, with cataract surgery requiring reliable biometric measurements. Therefore, we opted for corneal treatment and corneal surface regularization. Although we attempted to lift the flap and wash the interface initially, the procedure proved unsuccessful, thereby necessitating immediate flap amputation. Once the corneal surface was regularized in the seventh postoperative month, transepithelial photorefractive keratectomy was successfully performed to homogenize the ocular surface, thereby significantly improving the patient's corrected visual acuity and resolving monocular diplopia. The surface and corneal curvature stabilized by the fifth month after the procedure. Phacoemulsification was then performed along with the implantation of a toric monofocal lens, which was selected using an appropriate formula, resulting in an excellent uncorrected visual acuity.
Keywords: Refractive surgical procedures; Surgical flap/surgery; Keratomileusis laser In situ/methods; Biometry; Corneal topography; Lasers, Excimer/adverse effects; Dipoplia/etiologia; Visual acuity; Humans; Case reports
Abstract
O ceratocone é uma doença progressiva que se manifesta como uma elevação semelhante a um cone da córnea central ou paracentral inferior e é associada a uma redução irregular da espessura do estroma. Há uma diminuição gradual da acuidade visual devido à assimetria da córnea, ao astigmatismo irregular e a um aumento das aberrações ópticas, o que prejudica a qualidade de vida. Foram desenvolvidos vários procedimentos para tentar interromper ou mesmo reverter a evolução da doença. Um deles é o chamado procedimento de Bader, que inclui um padrão de incisões em volta da circunferência da córnea e na base do cone protuberante. Essas incisões penetram até 70%-90% da profundidade da córnea e têm o objetivo de achatar a topografia e diminuir a assimetria da córnea e o astigmatismo irregular. Embora essa técnica seja muito promissora, segundo um estudo anterior, aqui se apresenta o caso de um paciente no qual esses objetivos não foram atingidos. Esse paciente recebeu lentes de contato para restaurar e manter sua visão, enquanto sua ectasia corneana e a redução da espessura progrediram ao longo da década seguinte.
Keywords: Ceratocone; Astigmatismo; Córnea; Topografia da córnea; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Lentes de contato; Dilatação patológica; Acuidade visua; Qualidade de vida
Abstract
A abordagem de qualquer condição refrativa do olho com astigmatismo regular é mais complicada do que a da miopia ou hipermetropia isoladamente. Requer familiaridade com as imagens complexas coletivamente identificadas como o conóide de Sturm. Felizmente, apenas três deles desempenham um papel crítico na interpretação da ametropia com astigmatismo. Este manuscrito mostra como uma estratégia de prescrição para as ametropias associadas ao astigmatismo regular pode evoluir a partir dessas três imagens principais.
Keywords: Astigmatismo; Erros de refração
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