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Search for: Cornea; Corneal diseases; Corneal topography; Biomechanics; Keratoconus
Abstract
Objetivo: O comprimento da membrana de Descemet e o tamanho do enxerto doador na ceratoplastia lamelar anterior profunda não coincidem em córneas muito íngremes, o que pode levar às dobras da membrana de Descemet. O objetivo deste estudo é estabelecer um modelo teórico para cálculo do tamanho do enxerto para ceratoplastia lamelar anterior profunda e avaliar a sua eficácia na prevenção de dobras da membrana de Descemet.
Métodos: Calculamos o diâmetro do arco do leito receptor usando a fórmula do cosseno e desenvolvemos uma tabela para auxiliar os cirurgiões na seleção do tamanho da punção no doador. Para testar a utilidade dessa fórmula, avaliamos o desenvolvimento das dobras da membrana de Descemet em pacientes com ceratocone com córneas muito íngremes (K>60D). No grupo 1, foram realizadas cirurgias de ceratoplastia lamelar anterior profunda, utilizando tamanhos de enxerto que foram determinados com base em nosso modelo (n=31). No grupo 2, os tamanhos dos enxertos foram determinados com base no julgamento empírico do cirurgião sem qualquer cálculo formal (n=30).
Resultados: Nossos cálculos teóricos demonstraram que o diâmetro dos tamanhos da punção do doador necessários para evitar as dobras na membrana de Descemet aumenta quando a córnea é mais íngreme ou o tamanho da trefina é maior. Testamos a eficácia deste modelo no resultado clínico da ceratoplastia lamelar anterior profunda. A média de idade (28,9 ± 10,1 anos vs. 32,8 ± 8,3 anos, p=0,11) e K1 pré-operatório (59,2 ± 9,3 D vs. 58,1 ± 9,4 D, p=0,67), K2 (66,2 ± 6,0 D vs. 65,7 ± 7,4) D, p=0,81) e Km (62,1 ± 7,7 D vs. 61,8 ± 8,1 D, p=0,88) foram semelhantes entre os dois grupos. Três pacientes desenvolveram dobras na membrana de Descemet no grupo 2, e nenhum dos pacientes desenvolveu dobras na membrana de Descemet no grupo 1. Estes resultados apoiam nossos cálculos teóricos.
Conclusão: O ajuste do tamanho do enxerto doador com base no diâmetro do arco calculado do leito receptor reduziu o desenvolvimento das dobras na membrana de Descemet após ceratoplastia lamelar anterior profunda em córneas íngremes.
Keywords: Membrana de Descemet; Ceratocone; Ceratoplastia penetrante; Topografia da córnea; Córnea/patologia
Abstract
Objetivo: Identificar parâmetros tomográficos de normalidade em córneas de crianças e adolescentes sem a presença de atopias sistêmicas e alergias oculares.
Métodos: Este estudo descritivo transversal avaliou pacientes com idade entre 8 e 16 anos que foram submetidos a exame biomicroscópico completo por lâmpada de fenda e avaliação tomográfica da córnea por tomógrafo dual Scheimpflug, excluindo pacientes com doença ocular (incluindo conjuntivite alérgica) ou prick test positivo para atopias sistêmicas.
Resultados: Cento e setenta pacientes foram avaliados e após cumpridos os critérios de exclusão, 34 (68 olhos) foram analisados. A média etária da amostra foi 10,76 ± 2,31 anos; 19 (55,9%) eram meninos e 15 (44,1%) meninas. A média da ceratometria em dioptrias (D) no meridiano mais plano (Kflat), mais curvo (Ksteep) e máxima (Kmax) foram 42,37 ± 1,63D, 43,53 ± 1,65D e 43,90 ± 1,73D, respectivamente. Os valores médios da asfericidade corneana (ε2) e do ponto mais fino da córnea foram 0,28 ± 0,11 e 550,20 ± 37,90 micras (μm). A assimetria corneana inferior-superior (I-S) e coma foi em média 0,74 ± 0,59D e 0,28 ± 0,12D, respectivamente.
Conclusão: O conhecimento dos valores médios e sua variação de parâmetros tomográficos da córnea em crianças e adolescentes sem atopias sistêmicas ou alergias oculares pode ser útil para o diagnóstico precoce do ceratocone e o seu tratamento em estágio inicial.
Keywords: Córnea; Topografia corneana; Astigmatismo; Conjuntivite alérgica; Tomografia; Ceratocone/diagnóstico; Humanos; Criança; Adolescente.
Abstract
Objetivo: Desenvolver a versão em Português do Keratoconus Outcomes Research Questionnaire (KORQ). O Keratoconus Outcomes Research Questionnaire é um instrumento psicometricamente válido e robusto para avaliação do impacto do ceratocone na limitação de atividades e sintomas.
Métodos: Foi realizado no estudo a tradução, adaptação transcultural e validação em Português do Keratoconus Outcomes Research Questionnaire. A tradução inicial da versão em inglês para o idioma português foi realizada por dois tradutores de língua nativa inglesa independentes, seguida de uma avaliação interdisciplinar da versão traduzida. Após isso, a versão em Português foi traduzida novamente para o inglês por dois tradutores nativos de língua portuguesa independentes, seguida de avaliação e comparação com a versão original em inglês pelo mesmo painel interdisciplinar. Para a subsequente validação, o questionário traduzido foi aplicado em dois tempos diferentes em uma população de 30 indivíduos, e os resultados foram comparados em uma análise de concordância.
Resultados: O processo de tradução para a língua portuguesa e tradução reversa do questionario Keratoconus Outcomes Research Questionnaire foi conduzido de maneira satisfatória. Trinta participantes foram incluídos no estudo (média idade, 29.23 ± 7.56 anos). Nove questões (31%) com concordância quase perfeita (questões 3, 4, 5, 8, 18, 22, 27, 28 e 29), cinco questões (51.7%) com concordância substancial (questões 1, 2, 6, 7, 9, 12, 14, 15, 16, 17, 20, 21, 23, 25 e 26), quatro questões (13.8%) com concordância moderada (questões 10, 11, 19 e 24) e uma questão (3.5%) com concordância razoável (questão 13). Os altos coeficientes de correlação obtidos ao comparar os resultados da aplicação inicial com a re-aplicação do questionário em uma amostra de 30 indivíduos indicam a excelente concordância em relação aos resultados, repetibilidade e confiabilidade.
Conclusão: Esse questionário traduzido e validado pode ser aplicado em populações maiores com o objetivo de avaliar a qualidade de vida em pacientes com ceratocone na população brasileira em geral, assim como em regiões distintas do país.
Keywords: Ceratocone; Cornea; Qualidade de vida; Questionário; Ectasia corneana
Abstract
OBJETIVO: O ceratocone na população pediátrica apresenta algumas particularidades em relação à população adulta. O maior desafio é devido à doença ser geralmente mais severa e rapidamente progressiva em crianças.
MÉTODOS: Este artigo utiliza uma análise retrospectiva para relatar o uso do crosslinking em jovens menores de 18 anos e sua evolução pelo menos 24 meses após o procedimento. Foram estudados 12 olhos de 10 pacientes, e dados como acuidade visual com e sem correção, ceratometria máxima, espessura corneana, espessura foveal e microscopia endotelial avaliados no pré e pós-operatórios. O crosslinking corneano foi realizado em todos os pacientes pelo mesmo cirurgião.
RESULTADOS: Observou-se uma tendência de redução do valor do Kmax e melhora da acuidade visual corrigida em todos os momentos de pós operatório. Com relação à paquimetria, observou-se afinamento corneano do ponto mais fino, nos primeiros quatro meses de pós-operatório.
CONCLUSÃO: Resultados encorajadores foram obtidos com relação à estabilização da doença, progressão e segurança do procedimento, corroborando com as conclusões de outros autores. A importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento a curto prazo do paciente deve ser destacada.
Keywords: Ceratocone/diagnóstico; Ceratocone/tratamento farmacológico; Córnea; Doenças da córnea; Topografia da córnea; Colágeno/metabolismo; Raios ultravioleta; Reagentes para ligações cruzadas/uso terapêutico; Riboflavina/uso terapêutico; Acuidade visual; Adolesc
Abstract
Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar os resultados clínicos após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante nos olhos contralaterais dos mesmos pacientes.
Métodos: Nesta série de casos comparativa e retrospectiva, avaliaram-se os seguintes dados de resultados clínicos: melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo, densidade de células endoteliais, perda de células endoteliais, espessura central da córnea e pressão intraocular. Esses dados foram avaliados aos 6, 12, 24 e 36 meses após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante. Também foram avaliadas as complicações.
Resultados: Foram incluídos 52 olhos (26 pacientes), sendo que 19 pacientes apresentavam ceratocone, 6 apresentavam distrofia estromal e 1 apresentava ectasia após ceratomileuse in situ assistida por laser. O tempo médio de acompanhamento foi de 44,1 ± 10,5 meses no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda e 47,9 ± 11,9 meses no grupo da ceratoplastia penetrante. Nenhuma diferença significativa foi observada nas médias da melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo e espessura central da córnea entre os grupos da ceratoplastia lamelar anterior profunda e da ceratoplastia penetrante durante o acompanhamento. A densidade de células endoteliais foi significativamente maior no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,022 e 0,013, respectivamente). A perda de células endoteliais foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,025 e 0,001, respectivamente). A pressão intraocular foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 6 meses de pós-operatório (p=0,015). Ocorreu microperfuração em 4 olhos (15%) durante a cirurgia de ceratoplastia lamelar anterior profunda; entretanto, a ceratoplastia penetrante não foi necessária. Não ocorreu nenhuma rejeição endotelial no grupo da ceratoplastia penetrante durante o período de acompanhamento.
Conclusões: Durante o acompanhamento de 3 anos, a perda de células endoteliais e a pressão intraocular foram significativamente menores no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante, mas os resultados visuais e refrativos foram semelhantes.
Keywords: Doenças da córnea/cirurgia; Ceratocone/cirurgia; Ceratoplastia penetrante/métodos; Transplante de córnea/métodos; Pressão intraocular; Estudo comparativo.
Abstract
Objetivo: Investigar a utilidade de quatro algoritmos diferentes para corrigir erros de medição sem contato da pressão intraocular em pacientes saudáveis e com ceratocone.
Métodos: A pressão intraocular não corrigida e as pressões intraoculares corrigidas foram medidas em um olho de 34 pacientes com ceratocone e 34 pacientes do grupo controle saudável pareados por idade e gênero usando a tecnologia Corvis Scheimpflug. Foi calculada a correlação da pressão intraocular não corrigida e das pressões intraoculares corrigidas com idade, comprimento axial e formato, espessura e biomecânica da córnea. As pressões intraoculares corrigidas foram comparadas com a pressão intraocular não corrigida usando o teste t pareado, e gráficos de Bland-Altman (limites de concordância de 95%).
Resultados: A pressão intraocular não corrigida correlacionou-se com a espessura da córnea e com os parâmetros biomecânicos em ambos os grupos (todos p≤0,047) e a ceratometria média frontal e posterior no grupo com ceratocone (r=-0,39, p=0,02, r=0,39, p=0,02, respectivamente). Após o ajuste com diferentes algoritmos de correção da pressão intraocular, a pressão intraocular corrigida biomecanicamente revelou uma correlação mínima com as características da córnea e uma diferença não significativa com a pressão intraocular não corrigida no grupo saudável (-0,1 ± 1,1 mmHg, p=0,58; limites de concordância de 95%: -2,3 a 2,1 mmHg).
Conclusões: A medição da pressão intraocular usando tonometria sem contato e suas formas corrigidas usando fórmulas lineares, simples, baseadas na espessura da córnea em pacientes com ceratocone estão associadas a muitos erros. O uso de fórmulas mais complexas que consideram mais parâmetros de rigidez da córnea além da espessura da córnea, como fórmula de pressão intraocular corrigida biomecanicamente, pode ser mais confiável e benéfico neste grupo de pacientes.
Keywords: Pressão intraocular; Tonometria sem contato; Córnea; Paquimetria corneana; Ceratocone
Abstract
PURPOSE: This study aimed to analyze variations in intraoperative corneal thickness during corneal cross-linking in patients with keratoconus and to investigate its possible correlation with presurgical maximal keratometry (Kmax) and pachymetry.
METHODS: This was a prospective case series. We used a method similar to the Dresden protocol, with the application of hydroxypropyl methylcellulose 0.1% hypo-osmolar riboflavin in corneas between 330 and 400 µm after epithelium removal. Corneal thickness was measured using portable calipers before and immediately after epithelium removal, and 30 and 60 min after the procedure.
RESULTS: The 30 patients in this study were followed up for one year. A statistically significant difference was observed in pachymetry values during the intraoperative period (p<0.0001) and an increase of 3.05 µm (95%CI: 0.56–5.54) for each diopter was seen after epithelium removal (p0.019). We found an average Kmax difference of −2.12 D between men and women (p0.013). One year after treatment, there was a statistically significant reduction in pachymetry (p<0.0001) and Kmax (p0.0170) values.
CONCLUSIONS: A significant increase in pachymetry measurements was seen during the procedure, and most patients showed a regression in Kmax and pachymetry values one year after surgery.
Keywords: Corneal pachymetry; corneal topography; cross-linking reagents/therapeutic use; hypromellose derivatives; keratoconus/surgery; riboflavin/therapeutic use
Abstract
PURPOSE: Using advanced imaging techniques, this study aimed to evaluate corneal stability, epithelial remodeling, and tear film changes over a one-year period in first-time soft-contact lens wearers.
METHODS: A retrospective study was conducted on 100 eyes of 50 first-time daily soft-contact lens users aged 21–65 years with no prior rigid gas-permeable lens wear. The Sirius Scheimpflug imaging system was used to assess corneal topography, epithelial thickness, and non-invasive tear break-up time at baseline, 3, 6, and 12 months. Corneal warpage was evaluated using symmetry indices and Baiocchi Calossi Versaci indices. We performed statistical analysis using repeated-measures analyses of variance with Greenhouse-Geisser correction.
RESULTS: The mean baseline central corneal thickness was 537.83 (±7.92) µm, with no significant thinning after one year. The average simulated keratometry values remained stable, indicating no progressive corneal steepening or flattening. There were no significant changes in warpage indices over time, suggesting corneal shape preservation. Higher-order aberrations (coma, trefoil, and spherical aberrations) and non-invasive tear break-up time remained unchanged throughout the study period.
CONCLUSIONS: Modern silicone hydrogel soft-contact lenses do not induce significant corneal warpage, epithelial remodeling, or optical aberrations over a one-year period. We found that corneal morphology and tear film stability were preserved, supporting the safety of soft-contact lens use. These findings provide clinically relevant insights into the long-term impact of contact lens wear. They may facilitate improved lens fitting strategies and preoperative refractive surgery assessments.
Keywords: Contact lenses, hydrophilic; Cornea/surgery; Corneal diseases; Corneal topography; Adaptation, ocular/physiology; Endothelium, corneal/pathology; Refractive errors; Tears/metabolism.
Abstract
PURPOSE: To describe the technique and outcomes of intrastromal autologous blood injection in patients with severe corneal hydrops.
METHODS: Nineteen patients with corneal hydrops underwent intrastromal autologous blood injection. Postoperative assessments included best-corrected visual acuity and time to resolution of corneal edema
RESULTS: Corneal edema resolved within 1 week in 5 patients, within 1 month in 11, and within 3 months in 3. The mean duration of edema persistence was 37.94 ± 33.05 days (range, 6–124). Corneal thickness decreased from 2.06 ± 0.71-mm preoperatively to 1.34 ± 0.65-mm at day 7, 0.85 ± 0.56-mm at day 30, and 0.57 ± 0.13-mm at day 90 (p<0.001). Descemet’s membrane (DM) detachment decreased from 1.01 ± 0.75-mm to 0.44 ± 0.57-mm, 0.24 ± 0.36-mm, and 0.08 ± 0.11-mm on postoperative days 7, 30, and 90, respectively (p<0.001). DM break size decreased from 1.12 ± 1.19-mm to 0.62 ± 0.84-mm at 3 months (p<0.005). Three patients developed hematocornea; no other major complications were observed. At 3 months, mean best-corrected visual acuity improved from 2.37 ± 0.66 to 0.41 ± 0.17 logMAR with hard contact lenses (p<0.001).
CONCLUSIONS: Intrastromal autologous blood injection is an effective treatment for severe corneal hydrops, promoting faster edema resolution and visual improvement with minimal complications.
Keywords: Corneal edema; Corneal diseases; Edema; Visual acuity; keratoconus.
Abstract
PURPOSE: Keratoconus presents certain peculiarities in pediatric patients when compared with adults. The greatest challenge in children is that the disease is more severe and faster in progression. In this retrospective study, we aimed to compare the accelerated and Dresden protocols for corneal crosslinking in patients aged <18 years who were followed-up for at least 12 months.
METHODS: A total of 36 eyes from 27 patients were included in the study. The best corrected and uncorrected visual acuity, maximal keratometry, corneal thickness, foveal thickness, and endothelial microscopy findings were evaluated at baseline and during the postoperative period at one, three, and six months. Thereafter, the patients were evaluated at one, three, six and twelve months postoperative. Corneal crosslinking was performed in all patients via the Dresden protocol (n=21 eyes) or the accelerated protocol (n=15 eyes). Data between the two groups were compared and XY statistical analysis was used.
RESULTS: Both protocols were effective in halting keratoconus progression. No patient had progression at the 12-month follow-up. A significant reduction in Kmax and improvement in the corrected distance visual acuity were observed only in the Dresden protocol group. Although the Dresden protocol was superior to the accelerated protocol in reducing Kmax (p=0.002), there was no significant difference in corrected distance visual acuity between the two groups.
CONCLUSION: The accelerated protocol is as efficient as the Dresden protocol in stabilizing keratoconus progression. Although the Dresden protocol was superior to the accelerated protocol in reducing the Kmax, it did not produce better clinical results. Thus, the accelerated protocol is an efficient option. Furthermore, considering the advantages of reduced surgical time, the accelerated protocol is effective in halting keratoconus progression in the pediatric age group.
Keywords: Keratoconus; Corneal diseases; Ultraviolet rays; Cross-linking reagents; Visual acuity
Abstract
OBJETIVO: Examinar os efeitos do tratamento de reticulação unilateral do colágeno corneano na acuidade visual e os achados topográficos em olhos não tratados de pacientes com ceratocone progressivo bilateral.
MÉTODOS: Foram rastreados retrospectivamente pacientes com ceratocone progressivo submetidos a tratamento de reticulação. Foram incluídos no estudo 188 olhos não tratados de 188 pacientes tratado unilateralmente com reticulação padrão ou acelerada e que recusaram o procedimento de reticulação no outro olho. A acuidade visual e os achados topográficos dos olhos não tratados foram obtidos no pré- e pós-operatório no 1o, 3o, 6o, 12o, 24o, 30o e 36o mês.
RESULTADOS: As alterações ao longo do tempo foram semelhantes para as variáveis examinadas nos olhos não tratados de pacientes tratados com métodos de reticulação padrão e acelerado (p>0,05). No 12º mês, 136 olhos não tratados (95,8%) estavam estáveis, de acordo com os critérios de progressão. Apenas quatro olhos (8%) mostraram progressão no 24o mês. Nenhuma progressão foi observada nos 16 pacientes que tiveram um acompanhamento de 36 meses.
CONCLUSÕES: O estudo mostrou que os olhos não tratados de pacientes com ceratocone progressivo bilateral não apresentaram taxas de progressão significativas após o tratamento unilateral com reticulação.
Keywords: Topografia da córnea; Reagentes de ligações cruzadas; Ceratocone; Fármacos fotossensibilizantes; Colágeno/uso terapêutico; Fotoquimioterapia/métodos; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Relatar um experimento projetado para determinar alterações anatômicas em córneas porcinas após a colocação de um novo implante depolímero na córnea.
Métodos: Foi utilizado olho de porco ex vivo. Um novo agente modelador biocompatível, de colágeno tipo 1, com 6mm de diâmetro foi moldado com excimer laser em sua face posterior, para criar três formatos planocôncavos. Os implantes foram inseridos dentro de um bolsão, dissecado manualmente, a 200 micrômetros (µm). Foram definidos três grupos de tratamento: grupo A (n=3), teve a profundidade máxima de ablação de70 µm; o grupo B (n=3), profundidade máxima de ablação de 64 µm; e o grupo C (n=3), profundidade máxima de ablação de 104 µm, com buraco central. O grupo controle, D (n=3), foi incluído, com a criação do bolsão estromal, porém sem inserir o material. A avaliação desses olhos foi realizada por tomografia de coerência óptica (OCT) e por tomografia corneana.
Resultados: A tomografia corneana mostrou uma tendência para diminuição da ceratometria média em todos os 4 grupos. A tomografia de coerência óptica mostrou córneas com implantes localizados no estroma anterior e aplanamento visível, enquanto as córneas não mudaram qualitativamente o formato no grupo controle.
Conclusões: O novo implante de biomaterial planocôncavo descrito aqui foi capaz de remodelar a córnea em modelo de animal ex vivo, resultando no aplanamento corneano. Novos estudos são necessários usando modelos animais in vivo para confirmar tais achados.
Keywords: Córnea; Cirurgia da córnea a laser; Substância própria; Proteses e implantes; Lasers de excimer; Materiais biocompatíveis; Animais; Suínos
Abstract
Este é o relato de um caso de hidropisia aguda seguida de perfuração corneana cinco anos após reticulação corneana para ceratocone. Uma paciente saudável de 24 anos foi submetida a reticulação corneana no olho esquerdo pelo protocolo de Dresden, devido a um ceratocone avançado. Após cinco anos com a córnea estável, a paciente retornou com epífora, visão turva e amolecimento do olho esquerdo. Foram diagnosticadas hidropisia aguda e perfuração corneana. A paciente não tinha história de gravidez, atopia, fricção ocular, trauma ou uso de lentes de contato. Foram aplicados um antibiótico local e um tampão oftalmológico. Três meses após a resolução do episódio agudo, ela manteve uma acuidade visual útil, sem necessidade de novas cirurgias. Embora a reticulação interrompa de forma eficiente o ceratocone, pode ocorrer progressão, levando a hidropisia e perfuração da córnea, mesmo na ausência de fatores de risco.
Keywords: Lesão da córnea; Perfuração da córnea; Ceratocone; Hidropsia.
Abstract
O ceratocone é uma doença progressiva que se manifesta como uma elevação semelhante a um cone da córnea central ou paracentral inferior e é associada a uma redução irregular da espessura do estroma. Há uma diminuição gradual da acuidade visual devido à assimetria da córnea, ao astigmatismo irregular e a um aumento das aberrações ópticas, o que prejudica a qualidade de vida. Foram desenvolvidos vários procedimentos para tentar interromper ou mesmo reverter a evolução da doença. Um deles é o chamado procedimento de Bader, que inclui um padrão de incisões em volta da circunferência da córnea e na base do cone protuberante. Essas incisões penetram até 70%-90% da profundidade da córnea e têm o objetivo de achatar a topografia e diminuir a assimetria da córnea e o astigmatismo irregular. Embora essa técnica seja muito promissora, segundo um estudo anterior, aqui se apresenta o caso de um paciente no qual esses objetivos não foram atingidos. Esse paciente recebeu lentes de contato para restaurar e manter sua visão, enquanto sua ectasia corneana e a redução da espessura progrediram ao longo da década seguinte.
Keywords: Ceratocone; Astigmatismo; Córnea; Topografia da córnea; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Lentes de contato; Dilatação patológica; Acuidade visua; Qualidade de vida.
Abstract
O ceratocone é uma doença progressiva que se manifesta como uma elevação semelhante a um cone da córnea central ou paracentral inferior e é associada a uma redução irregular da espessura do estroma. Há uma diminuição gradual da acuidade visual devido à assimetria da córnea, ao astigmatismo irregular e a um aumento das aberrações ópticas, o que prejudica a qualidade de vida. Foram desenvolvidos vários procedimentos para tentar interromper ou mesmo reverter a evolução da doença. Um deles é o chamado procedimento de Bader, que inclui um padrão de incisões em volta da circunferência da córnea e na base do cone protuberante. Essas incisões penetram até 70%-90% da profundidade da córnea e têm o objetivo de achatar a topografia e diminuir a assimetria da córnea e o astigmatismo irregular. Embora essa técnica seja muito promissora, segundo um estudo anterior, aqui se apresenta o caso de um paciente no qual esses objetivos não foram atingidos. Esse paciente recebeu lentes de contato para restaurar e manter sua visão, enquanto sua ectasia corneana e a redução da espessura progrediram ao longo da década seguinte.
Keywords: Ceratocone; Astigmatismo; Córnea; Topografia da córnea; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Lentes de contato; Dilatação patológica; Acuidade visua; Qualidade de vida
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