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Search for: Cataract; Cataract; Child; Health services
Abstract
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de evisceração e enucleação no pronto-socorro oftalmológico de um hospital terciário brasileiro.
Métodos: Análise retrospectiva dos casos tratados no pronto-socorro oftalmológico do Hospital São Paulo (Universidade Federal de São Paulo) entre os anos de 2013 a 2018. Os casos urgentes de evisceração e enucleação foram incluídos e os casos eletivos foram excluídos. A análise dos prontuários médicos foi baseada em: dados demográficos, causas imediatas e associadas ao procedimento, acuidade visual informada, duração dos sintomas antes do atendimento oftalmológico, complicações, distância da residência até o hospital e tempo de hospitalização.
Resultados: 61 enucleações e 121 eviscerações foram incluídas no estudo. Os pacientes tinham uma média de idade de 63,27 ± 18,68 anos; 99 eram do sexo masculino (54,50%) e 83 do sexo feminino (45,60%). As indicações de evisceração e enucleação foram: perfuração corneana com (44,50%) e sem (23,63%) sinais infecciosos, endoftalmite (15,38%), trauma ocular (14,29%), neoplasia (0,55%), queimadura (1,10%) e phthisis bulbi (0,55%). A acuidade visual informada foi de ausência de percepção luminosa (87,36%), percepção luminosa (1.10%), ausência de colaboração (3,30%) e sem dados informados (8,24%). A média de tempo até a busca pelo serviço oftalmológico foi de 18,32 dias. Houve 2 casos de oftalmia simpática após evisceração.
Conclusões: Eviscerações foram predominantemente realizadas em comparação a enucleações em todo o período de estudo. As características demográficas mais comuns foram idade >60 anos e sexo masculino. As principais indicações para procedimentos urgentes de evisceração e enucleação foram perfuração corneana com e sem infecção, endoftalmite e trauma ocular. Este estudo poderia guiar medidas preventivas para evitar procedimentos oculares destrutivos.
Keywords: Evisceração do olho; Enucleação ocular; Úlcera da córnea/epidemiologia; Endoftalmite; Traumatismos oculares; Serviços médicos de emergência; Serviços de saúde ocular.
Abstract
Objetivo: Avaliar o implante de lente intraocular primária para tratamento da afacia pediátrica no Sistema Único de Saúde (SUS) e comparar os resultados em diferentes faixas etárias.
Métodos: Foram incluídas crianças com catarata congênita e do desenvolvimento unilateral ou bilateral de 0-12 anos de idade e submetidas a implante de lente intraocular primária.
Resultados: Cento e oito olhos de 68 crianças divididas em quatro grupos de idade (<7m; 7m-2a; 2-5a e > 5a) foram avaliados. Dezenove olhos (17,59%) apresentaram opacificação do eixo visual como complicação pós-operatória. Essa complicação foi mais frequente na faixa etária <7 meses (37,93%). A diferença foi significativa entre os grupos de idade <7 meses e > 5 anos (p=0,002). A opacificação do eixo visual foi dividida em duas categorias: membrana pupilar e proliferação de células do cristalino. Oito olhos apresentaram membrana pupilar e 14 proliferação de células do cristalino. Dos oito olhos com membrana pupilar, sete ocorreram na faixa etária <7 meses. A diferença entre o grupo de idade <7 meses e os grupos de 2-5 anos e > 5 anos foi significativa (p=0,01). A proliferação de células do cristalino foi mais frequente nos grupos de idade <7 meses e 2-5 anos, mas significativa apenas quando comparados o grupo de idade <7 meses com o grupo> 5 anos de idade (p=0,040). Glaucoma e suspeitos de glaucoma não foram observados durante o acompanhamento.
Conclusões: A principal complicação encontrada no estudo foi a opacificação do eixo visual. Sua incidência foi maior em crianças operadas antes dos 7 meses de idade.
Keywords: Extração de catarata; Lentes intraoculares; Complicações intraoperatórias; Glaucoma; Segmento anterior do olho; Criança.
Abstract
Objetivos: Relatar a distribuição dos motivos de encaminhamento de crianças para ambulatório de glaucoma infantil em um serviço oftalmológico terciário.
Métodos: Dados médicos de pacientes menores que 18 anos encaminhados para ambulatório de glaucoma infantil na cidade de São Paulo, Brasil, de 2012 a 2018 foram retrospectivamente analisados. Os dados incluíram os motivos de encaminhamento, a idade, a origem e quem detectou a alteração ocular. Para definição diagnóstica, a classificação do Childhood Glaucoma Research Network foi usada.
Resultados: 563 olhos de 328 pacientes foram incluídos no estudo. O diagnóstico de glaucoma foi confirmado em 162 crianças (49%). 83 (25%) pacientes tiveram diagnóstico de glaucoma descartado, e 83 (25%) continuaram em acompanhamento como glaucoma suspeito. Os principais motivos de encaminhamento foram relação escavação-disco >0,5 ou assimetria ≥0,2 (24%), pressão intraocular >21 mmHg (21%) e opacidade corneana (15%). No período neonatal, os motivos de encaminhamento foram opacidade corneana, buftalmo, lacrimejamento e fotofobia. Após o período neonatal, além desses sinais externos, outros sinais foram também motivos de encaminhamento, como escavação-disco >0,5 ou assimetria ≥0,2, pressão intraocular >21 mmHg e miopização. Os encaminhamentos ocorreram por profissionais de saúde em 69% e preocupação dos pais em 30%. Os pais foram os primeiros a identificar as alterações e procurar cuidado médico em 97% dos casos de glaucoma congênito primário.
Conclusões: Os motivos de encaminhamento de crianças para um serviço de glaucoma de glaucoma terciário foram determinados e diferem em diferentes faixas etárias e grupos. Os autores reforçam a necessidade de alertar diferentes grupos para os sinais mais comuns, a fim de evitar, não só o adiamento do diagnóstico, o que impacta no prognóstico, mas também despender recursos importantes direcionados ao enfrentamento dessas doenças, com encaminhamentos imprecisos.
Keywords: Glaucoma/congênito; Glaucoma/fisiopatologia; Opacidade da córnea; Criança; Acuidade visual; Encaminhamento e consulta; Serviços de saúde ocular
Abstract
Objetivo: Criar modelos, em catarata pediátrica, para estimar valores futuros de ceratometria e comprimento axial, com base na ceratometria e no comprimento axial medidos na cirurgia, para previsão do poder da lente intraocular para emetropia em idades futuras.
Métodos: Olhos com catarata bilateral, ceratometria e comprimento axial medidos na cirurgia e pelo menos um exame pós-operatório com medidas de ceratometria e comprimento axial foram considerados para este estudo. Os modelos para estimar futuras ceratometrias e comprimentos axiais foram criados considerando (1) ceratometria e comprimento axial medidos na cirurgia, (2) a inclinação média da regressão logarítmica da ceratometria e comprimento axial criada para cada olho e (3) a idade na cirurgia. A lente intraocular para emetropia em idades futuras pode ser estimada usando esses valores em fórmulas de terceira geração. Os erros de estimativa da ceratometria, comprimento axial e poder da lente intraocular, usando os modelos, também foram calculados.
Resultados: 57 olhos de 29 pacientes preencheram os critérios de inclusão. A idade média na cirurgia e acompanhamento foram de 36,96 ± 32,04 meses e 2,39 ± 1,46 anos, respectivamente. A inclinação média da regressão logarítmica criada para cada olho foi de -3.286 para ceratometria e + 3.189 para o comprimento axial. Os erros médios de estimativa absoluta para ceratometria e comprimento axial foram respectivamente: 0,61 ± 0,54 D e 0,49 ± 0,55 mm, e para o poder da lente intraocular usando as fórmulas SRK-T, Hoffer-Q e Holladay I foram: 2,04 ± 1,73 D, 2,49 ± 2,10 D e 2,26 ± 1,87 D, respectivamente.
Conclusões: Os modelos apresentados podem ser utilizados para estimar o poder da lente intraocular que levaria a emetropia em idades futuras e orientar a escolha do poder da lente intraocular a ser implantada na catarata pediátrica.
Keywords: Catarata; Biometria/métodos; Emetropia; Comprimento axial do olho; Lentes intraoculares; Criança
Abstract
Objetivo: Avaliar as razões para não comparecimento à clínica oftalmológica da universidade após triagem oftalmológica realizada usando uma unidade móvel oftalmológica que fornece exame oftalmológico para comunidades não assistidas em uma região do Brasil.
Métodos: Foi realizado um estudo observacional prospectivo no ano de 2017/2018 para avaliar as razões que fizeram com que os indivíduos triados usando uma unidade móvel oftalmológica e referenciados para a clínica oftalmológica da universidade não comparecessem à consulta agendada. A triagem foi feita em 10 municípios da região centro-oeste do estado de São Paulo, Brasil. Todos os 1.928 participantes fizeram o exame oftalmológico sem custo e 37,1% deles necessitaram de encaminhamento para a clínica oftalmológica da universidade para exames especializados ou cirurgias. O estudo usou duas ferramentas: (1) análise comparativa entre os dados dos indivíduos encaminhados que compareceram ao agendamento com os que não compareceram; (2) busca ativa dos indivíduos que não compareceram à consulta agendada, aplicando-se um questionário para avaliar os motivos para o não comparecimento.
Resultados: Fatores como idade, sexo, distância entre a cidade de origem e o hospital universitário, número de oftalmologistas na cidade de procedência, renda familiar média e acuidade visual não influenciaram no comparecimento ao encaminhamento. Catarata foi a maior causa para o encaminhamento (350 casos). O não comparecimento foi maior nos portadores de glaucoma/glaucoma suspeitos (54,1%), estrabismo (45%) e afecções do segmento anterior (33,6%). Muitos indivíduos que não compareceram ao serviço de referência procuraram por outro local para o atendimento oftalmológico.
Conclusão: O não comparecimento para tratamento oftalmológico sem custo depende de fatores relacionados ao paciente ou à falta de conhecimento das próprias condições oftalmológicas. Campanhas educativas nas comunidades assistidas devem ser feitas para alcançar maior comparecimento às consultas e melhor prevenir a cegueira evitável.
Keywords: Serviços de saúde ocular; Unidades móveis de saúde; Acesso aos serviços de saúde; Pacientes desistentes do tratamento; Promoção da saúde
Abstract
Objetivos: Rever características epidemiológicas de crianças submetidas a cirurgia de catarata, em centro de referência no estado de São Paulo, Brasil, e fatos associados a atrasos no tratamento.
Métodos: Um total de 240 olhos submetidos a cirurgia de catarata, em 178 crianças, foram revisados neste estudo transversal observacional. Os seguintes aspectos foram analisados: características clínicas e epidemiológicas, sinais apontados pelos pais, teste do reflexo vermelho, olho operado e idade no diagnóstico e na cirurgia.
Resultados: A média de idades na primeira visita e cirurgia de catarata foi de 48.9 meses (DP=50,0 meses) e 64.5 meses (DP=55.4 meses), respectivamente. O sinal mais importante apontado pelos pais foi a leucocoria. O teste do reflexo vermelho foi realizado em dois terços das crianças com resultados anormais em 28%. Histórico familiar de catarata foi evidente em 30 (20,9%) crianças (n=144). Os achados mais prevalentes em termos de histórico de problemas oculares foram: cirurgias oculares prévias em 37 (16,6%) olhos (n= 223), alterações do segmento anterior em 20 (9,0%) olhos (n=221), estrabismo em 21 (9,5%) olhos (n=220) e nistagmo em 38 (24,4%) crianças (n=156).
Conclusões: Uma das causas para o atraso na admissão pode ter sido a falha em realizar o teste do reflexo vermelho, apesar de não ter sido possível verificar se todas as crianças foram submetidas ao exame. A hereditariedade foi o fator mais importante quanto à causa da catarata nessas crianças. A presença de estrabismo e nistagmo mais uma vez aponta para o diagnóstico tardio. Ausência de programas de referência e centros oftalmológicos especializados em crianças, além do número restrito de profissionais de apoio treinados na área e especialistas em oftalmologia pediátrica, foram as barreiras mais importantes para o tratamento adequado da catarata em crianças.
Keywords: Catarata/ congênito; Extração de catarata; Técnicas de diagnóstico oftalmológico ; Baixa visão; Atenção terciária à saúde; Criança
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o momento apropriado para implante de anel de tensão capsular em casos de fraqueza zonular devida à síndrome pseudoesfoliativa.
MÉTODOS: Este foi um estudo prospectivo e comparativo realizado no Departamento de Oftalmologia da Universidade İnönü. Foram incluídos 43 pacientes, sendo 16 no grupo 1 e 27 no grupo 2. O grupo 1 era composto de pacientes que se submeteram ao implante precoce do anel de tensão capsular, enquanto no grupo 2 os pacientes tiveram implante tardio. Foram incluídos pacientes com síndrome pseudoesfoliativa submetidos à cirurgia de facoemulsificação e ao implante de lente intraocular na câmara posterior e anel de tensão capsular. Em cada olho, foram avaliadas as complicações intraoperatórias e as dificuldades tanto com a implantação do anel de tensão capsular quanto com a remoção do córtex.
RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre os grupos quanto à dificuldade de implante do anel de tensão capsular (p=0,124). Ao se comparar as remoções do córtex, observou-se diferença significativa entre os grupos (p=0,003). Complicações intraoperatórias foram observadas em 3 pacientes do grupo 1 e 11 pacientes do grupo 2; porém, não houve diferença significativa entre os grupos (p=0,18). No grupo 2, observaram-se flutuações da cápsula posterior em 8 pacientes (29,5%), com ruptura da cápsula posterior em dois deles.
CONCLUSÕES: A remoção do córtex é mais difícil no implante precoce do anel de tensão capsular e flutuações da cápsula posterior podem causar problemas no implante tardio do anel de tensão capsular. O cirurgião deve ponderar a relação risco/benefício do implante precoce e tardio ao avaliar o momento ideal para implante de anel de tensão capsular.
Keywords: Catarata; Facoemulsificação; Anel de tensão capsular
Abstract
PURPOSE: This cross-sectional study compared best-corrected visual acuity obtained using Cloudscaper symbols, a novel optotype developed according to ETDRS specifications for children's virtual screening, with that obtained using LEA symbols.
METHODS: A total of 560 children aged 3-16 yr underwent visual acuity test with both Cloudscaper symbols and LS. The test application was standardized using the EyeSpy algorithm. Additionally, 147 participants were tested with the standard Snellen E paper chart. Paired t tests were performed to assess the clinical significance of logMAR visual acuity differences.
RESULTS: The mean logMAR visual acuity with LEA symbols was 0.12 (standard deviation [SD]=0.18; range, -0.10 to 0.80), while with Cloudscaper symbols it was 0.18 (SD=0.19; range, -0.10 to 0.80). The mean difference between Cloudscaper symbols and LEA symbols was 0.099 logMAR (approximately 0.5 optotypes; SD=0.08; range, 0.0-0.14; p<0.0001). Cloudscaper symbols slightly underestimated visual acuity compared to LEA symbols. Visual acuity measured by both methods was highly correlated (Spearman's r=0.74, p<0.0001). The mean visual acuity difference between Cloudscaper symbols and the Snellen E chart was 0.0045 (p=0.805; 95% confidence interval [95% CI]), whereas the difference between LEA symbols and Snellen E was 0.0883 (p<0.001; 95% CI).
CONCLUSIONS: Cloudscaper symbols provide a reliable tool for visual screening in children. Although they slightly underestimate visual acuity compared to LEA symbols – a finding also reported when comparing ETDRS letters with LEA symbols – Cloudscaper symbols show strong agreement with Snellen E chart measurements. This suggests that Cloudscaper symbols allow precise visual acuity assessment comparable to the gold standard.
Keywords: Vision screening; Vision tests; Visual acuity; Mobile applications; Eye health; Child health; Diagnostic techniques, Ophthalmological; Child; Preschool child; Adolescent
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate disparities in the distribution of ophthalmologists and the volume of cataract surgeries across Brazil, considering public and private health sectors and the country's federative units.
METHODS: Data on ophthalmologists were obtained from the National Medical Residency Commission and the Associação Múdica Brasileira. Information on cataract surgeries performed through the Unified Health System was collected from the DATASUS database, while data on procedures covered by private health plans were retrieved from the National Supplementary Health Agency. Population estimates from the 2024 Demographic Census of the Brazilian Institute of Geography and Statistics were used to calculate physician density and surgery rates per 100,000 inhabitants. Associations between the number of ophthalmologists and cataract surgery volume were analyzed using Spearman's correlation coefficient.
RESULTS: Brazil has 16,784 ophthalmologists, representing 8.96 specialists per 100,000 inhabitants. Marked disparities were observed: large cities (>500,000 inhabitants) had 18.75 ophthalmologists per 100,000 residents, whereas municipalities with <50,000 inhabitants had fewer than one. Across federative units, physician density ranged from 19.18 per 100,000 in the Federal District to 4.22 in Maranhão. In 2024, cataract surgery rates varied widely, from 1,012.61 per 100,000 inhabitants in the Southeast to 435.00 in the North. Nationally, Unified Health System performed 736.30 surgeries per 100,000 inhabitants, compared with 1,276.79 in the private sector. On average, each ophthalmologist performed 96.92 cataract surgeries annually.
CONCLUSION: Significant inequalities persist in the geographic distribution of ophthalmologists and in cataract surgery provision, with higher surgical volumes concentrated in the private sector. Targeted policies are required to address regional disparities and improve the equity and efficiency of cataract care delivery in Brazil.
Keywords: Ophthalmologists/supply & distribution; Ophthalmologists/statistics & numerical data; Cataract extraction; Health services accessibility/statistics & numerical data; Healthcare disparities; Health policy; Public health systems; Insurance, Heal
Abstract
PURPOSE: This study aimed to identify barriers to diabetic retinopathy screening among a socioeconomically vulnerable urban population in northeast Brazil.
METHODS: A cross-sectional study was conducted during a diabetic retinopathy screening campaign at primary healthcare units. Ninety-five patients with diabetes underwent retinal examinations and completed a structured interview. Clinical, demographic, and socioeconomic data were collected.
RESULTS: The study population consisted predominantly of older adults (mean age: 60.7 ± 10.5 years), with a high prevalence of type 2 diabetes (99.0%) and low educational attainment. Most participants were economically inactive (81.1%) and reported low income (83.2%). Diabetic retinopathy and maculopathy were highly prevalent, affecting 50.0% and 22.9% of participants, respectively. Longer duration of diabetes was significantly associated with greater awareness of diabetic retinopathy (p=0.035), higher HbA1c levels (p<0.001), and increased prevalence of diabetic retinopathy (p=0.013) and maculopathy (p=0.002). Notably, 33.3% of participants reported difficulties attending medical appointments for diabetes management. In addition, 78.1% experienced challenges scheduling ophthalmologic evaluations, and 76.3% reported that no ophthalmologist was available in their city through the public healthcare system. Financial constraints also limited adherence to recommended dietary practices (90.4%) and impaired glycemic control, with more than half of participants reporting difficulty maintaining target glucose levels.
CONCLUSION: Major barriers to diabetic retinopathy screening included limited awareness of the importance of screening, financial hardship, and transportation challenges. Targeted educational initiatives and structural interventions such as expanded screening programs incorporating telemedicine and subsidized transportation—may improve screening adherence among vulnerable populations.
Keywords: Diabetic retinopathy; Mass screening; Health services accessibility; Health knowledge, attitudes, practices; Socioeconomic factors
Abstract
PURPOSE: This study aimed to identify barriers to diabetic retinopathy screening among a socioeconomically vulnerable urban population in northeast Brazil.
METHODS: A cross-sectional study was conducted during a diabetic retinopathy screening campaign at primary healthcare units. Ninety-five patients with diabetes underwent retinal examinations and completed a structured interview. Clinical, demographic, and socioeconomic data were collected.
RESULTS: The study population consisted predominantly of older adults (mean age: 60.7 ± 10.5 years), with a high prevalence of type 2 diabetes (99.0%) and low educational attainment. Most participants were economically inactive (81.1%) and reported low income (83.2%). Diabetic retinopathy and maculopathy were highly prevalent, affecting 50.0% and 22.9% of participants, respectively. Longer duration of diabetes was significantly associated with greater awareness of diabetic retinopathy (p=0.035), higher HbA1c levels (p<0.001), and increased prevalence of diabetic retinopathy (p=0.013) and maculopathy (p=0.002). Notably, 33.3% of participants reported difficulties attending medical appointments for diabetes management. In addition, 78.1% experienced challenges scheduling ophthalmologic evaluations, and 76.3% reported that no ophthalmologist was available in their city through the public healthcare system. Financial constraints also limited adherence to recommended dietary practices (90.4%) and impaired glycemic control, with more than half of participants reporting difficulty maintaining target glucose levels.
CONCLUSION: Major barriers to diabetic retinopathy screening included limited awareness of the importance of screening, financial hardship, and transportation challenges. Targeted educational initiatives and structural interventions such as expanded screening programs incorporating telemedicine and subsidized transportation—may improve screening adherence among vulnerable populations.
Keywords: Diabetic retinopathy; Mass screening; Health services accessibility; Health knowledge, attitudes, practices; Socioeconomic factors
Abstract
PURPOSE: This study aimed to identify barriers to diabetic retinopathy screening among a socioeconomically vulnerable urban population in northeast Brazil.
METHODS: A cross-sectional study was conducted during a diabetic retinopathy screening campaign at primary healthcare units. Ninety-five patients with diabetes underwent retinal examinations and completed a structured interview. Clinical, demographic, and socioeconomic data were collected.
RESULTS: The study population consisted predominantly of older adults (mean age: 60.7 ± 10.5 years), with a high prevalence of type 2 diabetes (99.0%) and low educational attainment. Most participants were economically inactive (81.1%) and reported low income (83.2%). Diabetic retinopathy and maculopathy were highly prevalent, affecting 50.0% and 22.9% of participants, respectively. Longer duration of diabetes was significantly associated with greater awareness of diabetic retinopathy (p=0.035), higher HbA1c levels (p<0.001), and increased prevalence of diabetic retinopathy (p=0.013) and maculopathy (p=0.002). Notably, 33.3% of participants reported difficulties attending medical appointments for diabetes management. In addition, 78.1% experienced challenges scheduling ophthalmologic evaluations, and 76.3% reported that no ophthalmologist was available in their city through the public healthcare system. Financial constraints also limited adherence to recommended dietary practices (90.4%) and impaired glycemic control, with more than half of participants reporting difficulty maintaining target glucose levels.
CONCLUSION: Major barriers to diabetic retinopathy screening included limited awareness of the importance of screening, financial hardship, and transportation challenges. Targeted educational initiatives and structural interventions such as expanded screening programs incorporating telemedicine and subsidized transportation—may improve screening adherence among vulnerable populations.
Keywords: Diabetic retinopathy; Mass screening; Health services accessibility; Health knowledge, attitudes, practices; Socioeconomic factors
Abstract
Objetivo: Comparar os achados oculares em longo prazo de crianças que se submeteram à cirurgia de catarata congênita antes dos dois anos de idade e receberam uma injeção intracameral de triancinolona no intraoperatório ou usaram prednisolona oral no pós-operatório para modular a inflamação ocular.
Métodos: Neste estudo prospectivo de coorte, todos os pacientes que participaram de um ensaio clínico anterior, que analisou os resultados cirúrgicos de 1 ano da cirurgia de catarata congênita usando triancinolona intracameral (Grupo de Estudo) ou prednisolona oral (Grupo Controle), eram elegíveis para participar. Os prontuários médicos dos pacientes foram revisados e as crianças foram submetidas a um exame oftalmológico completo no acompanhamento final. As principais medidas de desfecho foram: achados biomicroscópicos, pressão intraocular, espessura central da córnea, a necessidade de intervenções cirúrgicas adicionais e achados compatíveis com glaucoma.
Resultados: Vinte e seis olhos (26 pacientes) foram incluídos (Grupo de Estudo = 11 olhos; Grupo de Controle = 15 olhos). O seguimento médio foi de 8,2 ± 1,2 anos e 8,1 ± 1,7 anos nos Grupos de Estudo e Controle, respectivamente (p=0,82). Todos os olhos apresentavam lente intraocular centrada. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos com relação à presença de sinéquia posterior (p=0,56), pressão intraocular (p=0,49) ou espessura central da córnea (p=0,21). Nenhum dos olhos preencheu os critérios diagnósticos para glaucoma, apresentou opacificação secundária do eixo visual ou foi reoperado.
Conclusão: Os achados oculares em longo prazo de crianças que se submeteram à cirurgia de catarata congênita e receberam uma injeção intracameral de triancinolona no intraoperatório foram semelhantes aos que usaram prednisolona oral no pós-operatório para modular a inflamação ocular, sugerindo que a triancinolona intracameral pode substituir a prednisolona oral na cirurgia de catarata congênita, facilitando o tratamento pós-operatório e a adesão ao mesmo.
Keywords: Catarata congênita; Triancinolona; Prednisolona; Esteroides; Complicações pós-operatórias; Criança
Abstract
Objetivo: Avaliar a qualidade de vida e o nível de estresse relacionada à função visual após a cirurgia de catarata pediátrica em um hospital público brasileiro.
Métodos: Estudo prospectivo em crianças de seis a 14 anos submetidas à cirurgia de catarata. A Escala de Stresse Infantil e o Questionário de Função Visual em Crianças foram usados para avaliar o nível de estresse e a qualidade de vida, respectivamente. Ambos os instrumentos foram aplicados por duas psicólogas antes e após a cirurgia. O exame oftalmológico foi realizado por dois oftalmologistas. Os dados coletados no pré e pós-operatório foram comparado.
Resultados: Vinte e três crianças (32 olhos) foram incluídas no estudo, nove delas apresentavam catarata bilateral. A média de idade na cirurgia foi de 9,65±2,26 (6 a 14) anos. Um mês após a cirurgia, o equivalente esférico foi de -0,90 ± 1,66D e a acuidade visual corrigida a distância foi de 0,13 ± 0,10 (0-0,3) LogMAR em casos bilaterais e 0,50 ± 0,39 (0-1,3) LogMAR em casos unilaterais (p<0.01). De acordo com a Escala de Stresse Infantil, 77,7% dos casos de catarata bilaterais, e 57,1% dos casos unilaterais mantiveram o nível de estresse e 34,7% das crianças melhoraram o nível de estresse. A análise do Questionário de Função Visual em Crianças foi baseada em pontuações para saúde geral, saúde geral da visão, competência, personalidade e tratamento. Após a cirurgia de catarata, 78,2% dos pacientes melhoraram ou mantiveram o escore do Questionário de Função Visual em Crianças na saúde geral, 82,6% na saúde geral da visão, 95,6% na competência, 56,5% na personalidade e 78,2% no tratamento.
Conclusão: A cirurgia de catarata pediátrica melhora a função visual e a qualidade de vida em pacientes submetidos a procedimento cirúrgico, sem aumentar o nível de estresse.
Keywords: Catarata; Extração de catarata; Experiências adversas da infância Qualidade de vida; Criança
Abstract
O presente relato de caso identificou a maculopatia média aguda paracentral como a causa de baixa de acuidade visual severa e irreversível após cirurgia de catarata. Existem fatores de risco bem estabelecidos para o desenvolvimento da maculopatia média aguda paracentral que devem ser conhecidos pelos cirurgiões de catarata. Nesse contexto cirúrgico, precauções extras no tocante a procedimentos anestésicos, pressão intraocular e alguns outros aspectos da cirurgia devem ser consideradas. A maculopatia média aguda paracentral é descrita como um sinal clínico observado no exame de tomografia de coerência óptica por domínio espectral e se trata, provavelmente, da evidência de um evento isquêmico no tecido vascular retiniano. Esse diagnóstico deve ser cogitado nos casos de perda de acuidade visual súbita no pós-operatório imediato associada com exame fundoscópico normal, como evidenciado no caso apresentado.
Keywords: Tomografia, coerência óptica; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Complicações pós-operatórias; Fatores de risco; Catarata; Extração de catarata; Baixa visão; Saúde oc
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