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Search for: Cornea; Corneal topography; Biomechanics; Tonometry, ocular; Pressure
Abstract
OBJETIVO: Investigar os efeitos da acomodação farmacológica e da cicloplegia nas medições oculares.
MÉTODOS: participaram do estudo 33 voluntários saudáveis (média de idade [± DP], 32,97 anos [± 5,21 anos]). Foram medidos o comprimento axial, a espessura macular e coroidal e o erro refrativo, bem como realizados exames de imagem da topografia corneana e do segmento anterior. Em seguida, foi induzida a acomodação farmacológica aplicando-se colírio de pilocarpina (cloridrato de pilocarpina a 2%) e as medições foram repetidas nos participantes. As mesmas medições foram repetidas depois de induzir a cicloplegia completa com colírio de ciclopentolato (cloridrato de ciclopentolato a 1%) e foram avaliadas as correlações entre as medidas.
RESULTADOS: Identificou-se aumento significativo da espessura coroidal subfoveal com o uso da pilocarpina a 2% (sem colírio, 319,36 ± 90,08 μm; com a instilação de pilocarpina, 341,60 ± 99,19 μm; com a instilação de ciclopentolato, 318,36 ± 103,0 μm; p<0,001). Detectou-se também aumento significativo do comprimento axial (sem colírio, 23,26 ± 0,83 mm; com a instilação de pilocarpina, 23,29 ± 0,84 mm; com a instilação de ciclopentolato, 23,27 ± 0,84 mm; p=0,003). Ao se comparar a acomodação farmacológica e a cicloplegia, houve diferença significativa na espessura macular central (com a instilação de pilocarpina, 262,27 ± 19,34 μm; com a instilação de ciclopentolato, 265,93 ± 17,91 μm; p=0,016). Observou-se que a miose associada à pilocarpina (p<0,001) e o desvio miópico (p<0,001) foram mais severos nos olhos azuis que nos castanhos.
CONCLUSÃO: A acomodação farmacológica pode alterar medidas oculares como a espessura da coroide e o comprimento axial. Essa possibilidade deve ser levada em consideração ao se efetuarem medições oculares, tais como cálculos de potência de lentes intraoculares.
Keywords: Paquimetria corneana; Coroide; Topografia da córnea; Comprimento axial do olho; Midriáticos/farmacologia; Pilocarpina/ farmacologia; Acomodação ocular
Abstract
Objetivo: O comprimento da membrana de Descemet e o tamanho do enxerto doador na ceratoplastia lamelar anterior profunda não coincidem em córneas muito íngremes, o que pode levar às dobras da membrana de Descemet. O objetivo deste estudo é estabelecer um modelo teórico para cálculo do tamanho do enxerto para ceratoplastia lamelar anterior profunda e avaliar a sua eficácia na prevenção de dobras da membrana de Descemet.
Métodos: Calculamos o diâmetro do arco do leito receptor usando a fórmula do cosseno e desenvolvemos uma tabela para auxiliar os cirurgiões na seleção do tamanho da punção no doador. Para testar a utilidade dessa fórmula, avaliamos o desenvolvimento das dobras da membrana de Descemet em pacientes com ceratocone com córneas muito íngremes (K>60D). No grupo 1, foram realizadas cirurgias de ceratoplastia lamelar anterior profunda, utilizando tamanhos de enxerto que foram determinados com base em nosso modelo (n=31). No grupo 2, os tamanhos dos enxertos foram determinados com base no julgamento empírico do cirurgião sem qualquer cálculo formal (n=30).
Resultados: Nossos cálculos teóricos demonstraram que o diâmetro dos tamanhos da punção do doador necessários para evitar as dobras na membrana de Descemet aumenta quando a córnea é mais íngreme ou o tamanho da trefina é maior. Testamos a eficácia deste modelo no resultado clínico da ceratoplastia lamelar anterior profunda. A média de idade (28,9 ± 10,1 anos vs. 32,8 ± 8,3 anos, p=0,11) e K1 pré-operatório (59,2 ± 9,3 D vs. 58,1 ± 9,4 D, p=0,67), K2 (66,2 ± 6,0 D vs. 65,7 ± 7,4) D, p=0,81) e Km (62,1 ± 7,7 D vs. 61,8 ± 8,1 D, p=0,88) foram semelhantes entre os dois grupos. Três pacientes desenvolveram dobras na membrana de Descemet no grupo 2, e nenhum dos pacientes desenvolveu dobras na membrana de Descemet no grupo 1. Estes resultados apoiam nossos cálculos teóricos.
Conclusão: O ajuste do tamanho do enxerto doador com base no diâmetro do arco calculado do leito receptor reduziu o desenvolvimento das dobras na membrana de Descemet após ceratoplastia lamelar anterior profunda em córneas íngremes.
Keywords: Membrana de Descemet; Ceratocone; Ceratoplastia penetrante; Topografia da córnea; Córnea/patologia
Abstract
Objetivo: Identificar parâmetros tomográficos de normalidade em córneas de crianças e adolescentes sem a presença de atopias sistêmicas e alergias oculares.
Métodos: Este estudo descritivo transversal avaliou pacientes com idade entre 8 e 16 anos que foram submetidos a exame biomicroscópico completo por lâmpada de fenda e avaliação tomográfica da córnea por tomógrafo dual Scheimpflug, excluindo pacientes com doença ocular (incluindo conjuntivite alérgica) ou prick test positivo para atopias sistêmicas.
Resultados: Cento e setenta pacientes foram avaliados e após cumpridos os critérios de exclusão, 34 (68 olhos) foram analisados. A média etária da amostra foi 10,76 ± 2,31 anos; 19 (55,9%) eram meninos e 15 (44,1%) meninas. A média da ceratometria em dioptrias (D) no meridiano mais plano (Kflat), mais curvo (Ksteep) e máxima (Kmax) foram 42,37 ± 1,63D, 43,53 ± 1,65D e 43,90 ± 1,73D, respectivamente. Os valores médios da asfericidade corneana (ε2) e do ponto mais fino da córnea foram 0,28 ± 0,11 e 550,20 ± 37,90 micras (μm). A assimetria corneana inferior-superior (I-S) e coma foi em média 0,74 ± 0,59D e 0,28 ± 0,12D, respectivamente.
Conclusão: O conhecimento dos valores médios e sua variação de parâmetros tomográficos da córnea em crianças e adolescentes sem atopias sistêmicas ou alergias oculares pode ser útil para o diagnóstico precoce do ceratocone e o seu tratamento em estágio inicial.
Keywords: Córnea; Topografia corneana; Astigmatismo; Conjuntivite alérgica; Tomografia; Ceratocone/diagnóstico; Humanos; Criança; Adolescente.
Abstract
OBJETIVO: Determinar o efeito da blefaroplastia superior na topografia corneana e no cálculo do poder das lentes intraoculares usando Galilei e IOLMaster.
MÉTODOS: Trinta pacientes submetidos a blefaroplastia superior de maio de 2014 a março de 2017 no Hospital Oftalmológico de Sorocaba, São Paulo, Brasil foram incluídos neste estudo de série de casos observacional. Todos os pacientes foram submetidos a sessões de imagem com Galilei e IOLMaster antes da cirurgia (exame de base) e no 1º e 6º mês pós-operatório. Os resultados primários utilizando os dois aparelhos incluíram ceratometria, astigmatismo corenano e astigmatismo corneano induzido pela blefaroplastia. O comprimento axial e o cálculo do poder da lente intraocular foram realizados unicamente com o IOLMaster (fórmula de Holladay). Teste-t pareado e análise vetorial foram usados na análise estatística.
RESULTADOS: Sessenta olhos de 30 pacientes foram incluídos prospectivamente. A análise vectorial mostrou que após 6 meses da cirurgia, a blefaroplastia superior induziu na média 0,39 D de astigmatismo corneano medido com o Galilei e 0,31 D com IOLMaster. As medidas com o IOLMaster mostraram que a ceratometria média (44,56 vs 44,64 D, p=0,01), ceratometria máxima (45,17 vs 45,31, p=0,01) e o astigmatismo corneano (1,22 vs 1,34, p=0,03) foram maiores após 6 meses da blefaroplastia. As medidas com IOLMaster mostraram que o poder da lente intraocular foi significativamente menor 6 meses após a blefaroplastia (22,07 vs 21,93, p=0,004). Todos os outros parâmetros não mostraram mudanças entre o pré-operatório e o 6º mês da cirurgia (p>0,05 para todas as comparações).
CONCLUSÕES: A blefaroplastia superior influenciou o cálculo da lente intraocular utilizando o IOLMaster. Contudo, a influência não foi clinicamente significativa. Não foram encontradas mudanças topográficas com o Galilei.
Keywords: Blefaroplastia; Lentes intraoculares; Ceratometria; Topografia da córnea; Biometria
Abstract
Objetivo: Avaliar a pressão intraocular e as alterações da amplitude do pulso ocular em crianças e adolescentes obesos, usando tonometria de contorno dinâmico.
Métodos: Um total de 137 casos, sendo 64 crianças obesas e 73 crianças saudáveis, pareadas por idade e sexo, compôs a população estudada neste estudo transversal. Crianças com valores de índice de massa corporal superior ao percentil de 95% para seu sexo e idade foram consideradas obesas. Os participantes foram submetidos a exames oftalmológicos detalhados, incluindo a medição da pressão intraocular com um tonômetro de contorno dinâmico Pascal. As relações entre a pressão intraocular e as medidas da amplitude do pulso ocular com a idade, sexo, obesidade, estado puberal e resistência à insulina foram investigadas.
Resultados: A amplitude do pulso ocular bilateral foi menor no grupo obeso do que no grupo controle saudável (p<0,001), enquanto a pressão intraocular foi maior (p<0,001). Não foi observada nenhuma relação significativa entre a resistência à insulina e a pressão intraocular ou a amplitude de pulso ocular (p>0,005). Não foi determinada nenhuma correlação entre a pressão arterial sistólica e diastólica, a avaliação do modelo de homeostase para resistência à insulina ou os níveis de lipídios sanguíneos e a pressão intraocular e a amplitude de pulso ocular.
Conclusão: Os resultados mostraram que a obesidade causou um aumento da pressão intraocular e uma diminuição da amplitude do pulso ocular em crianças e adolescentes, independentemente da resistência à insulina. São necessários agora estudos prospectivos envolvendo o seguimento de longo prazo dos casos, para avaliar os prováveis efeitos adversos desses achados oculares observados em crianças obesas.
Keywords: Tanometria ocular; Pressão intraocular; Obesidade; Criança; Adolescente.
Abstract
PURPOSE: Although the orthokeratology effects on corneal biomechanics have been proven with clinical trials, reports of stiffness parameter change are scarce. This study investigated the short-term orthokeratology effects in pediatric myopia and compared stiffness parameter changes to those published in recent clinical investigations. This prospective study aimed to investigate corneal biomechanics changes induced by short-term overnight orthokeratology treatment, focusing on stiffness parameter at A1 and stress-strain index
METHODS: Twenty-six children aged 8 to 18 were included in this study using orthokeratology lenses for two different durations: 1 day and 1 week. Corneal biomechanics were assessed using corneal visualization (Corvis) Scheimpflug technology. Measurements were taken at baseline and after each wearing session. Changes in corneal stiffness parameters and corneal curvature were analyzed.
RESULTS: All parameters changed significantly after 1 week of lens wear (p<0.05), except for velocity of corneal apex at the first and second applanation times highest concavity time, radius, stiffness parameter at A1 and stress-strain index. After 1 day, central corneal thickness, first applanation time, second applanation time, deformation amplitude ratio (2 mm), and Corvis biomechanical index (CBI) remained stable (p>0.05). After 1 week, central corneal thickness and first applanation time decreased, whereas second applanation time, deformation amplitude ratio, and Corvis Biomechanical Index significantly increased. With intraocular pressure and central corneal thickness as control variables, no significant correlation was found between stress-strain index and curvature changes (p>0.05). With age as the control variable, no significant correlation was found between stress-strain index and curvature changes (p>0.05).
CONCLUSIONS: Short-term orthokeratology treatment induced notable changes in several corneal biomechanical parameters. Stiffness parameter at A1 and stress-strain index are unaffected by increasing lens wear duration and do not influence the orthokeratology effect.
Keywords: Orthokeratologic procedures; Epithelium, corneal; Corneal topography; Myopia/therapy; Diagnostic techniques, ophthalmological; Biomechanical phenomena; Refraction, ocular; Visual acuity; Humans; Children; Adolescent
Abstract
Objetivo: Desenvolver um aplicativo (TopEye) na plataforma iOS para dispositivos móveis que possibilite a captação e interpretação do mapa de cores gerados por qualquer topógrafo corneano através da inteligência artificial (IA).
Métodos: A execução, acompanhamento e avaliação do projeto foi utilizada a metodologia Scrum, processo de desenvolvimento interativo e incremental para gerenciamento de projetos e desenvolvimento ágil de software. O banco de padrões de diagnóstico gerado consiste em 1172 exemplos, divididos em: 275 padrões esféricos, 302 regulares simétricos, 295 regulares assimétricos e 300 irregulares (ceratocone). Para o desenvolvimento da inteligência artificial do aplicativo, foi estabelecido o treinamento da rede com 240 imagens de cada tipo de padrão, totalizando 960 (81,91%) padrões. O restante das imagens, 212 (18,09%), foram utilizadas para testar o aplicativo e usadas para gerar os resultados. O processo é semiautomático, assim a captação da imagem topográfica é realizada com smartphone, o examinador realiza o contorno do relevo corneano manualmente para em seguida a rede neural realizar o diagnóstico.
Resultados: O aplicativo diagnosticou 201 (94,81%) imagens corretamente. De um total de 212 imagens, o algoritmo errou a classificação de apenas 11 (5,19%). A principal ocorrência de erro foi na distinção das classes simétrica e assimétrica. No rastreio do ceratocone o aplicativo alcançou 95,00% de sensibilidade e 98,68% especificidade.
Conclusão: O trabalho resultou na obtenção de um aplicativo eficiente na captura da imagem topográfica pela câmera do smartphone e na interpretação da mesma através da inteligência artificial aplicada.
Keywords: Dispositivos móveis; Inteligência artificial; Topografia corneana; Astigmatismo
Abstract
Objetivo: Examinar o efeito de infiltrados sub-epiteliais corneanos nas propriedades biomecânicas da córnea após ceratoconjuntivite epidêmica, em comparação com controles saudáveis.
Métodos: Este estudo transversal incluiu pacientes consecutivos com infiltrados sub-epiteliais corneanos bilaterais após ceratoconjuntivite epidêmica e controles saudáveis. Foram medidas a melhor acuidade visual corrigida, uma pontuação do infiltrado sub-epitelial da córnea, a escala de graduação de Fantes e a espessura central da córnea. A histerese da córnea, o fator de resistência da córnea, a pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann e a pressão intraocular compensada da córnea foram avaliados com o Ocular Response Analyzer.
Resultados: Este estudo incluiu 66 olhos de 33 pacientes com infiltrados corneanos sub-epiteliais após ceratoconjuntivite epidêmica e selecionou aleatoriamente 37 olhos de 37 voluntários saudáveis. As pontuações médias da escala de Fantes e dos infiltrados sub-epiteliais corneanos nos primeiros olhos acometidos foram respectivamente de 1,8 ± 0,8 e 2,9 ± 1,3. Nos olhos contralaterais, foram respectivamente de 1,3 ± 1,1 e 1,9 ± 1,7 (p=0,009 e p=0,002, respectivamente). O primeiro e o segundo olhos envolvidos tinham córneas significativamente mais finas (respectivamente 526,1 ± 28,1 µm; p=0,005 e 523,4 ± 38,1 µm; p=0,044) em comparação com os controles saudáveis (557,0 ± 38,1 µm). Embora a acuidade visual melhor corrigida tenha mostrado uma correlação positiva com o fator de resistência da córnea (r=0,363, p=0,045) e com a histerese da córnea (r=0,414, p=0,021), a pontuação dos infiltrados sub-epiteliais corneanos mostrou uma correlação negativa com a pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann (r=-0,479, p=0,006) e com a pressão intraocular compensada da córnea (r=-0,413, p=0,021).
Conclusão: Os olhos com infiltrados corneanos sub-epiteliais tinham córneas significativamente mais finas em comparação com os controles saudáveis. Ao se medirem os valores de pressão intraocular em pacientes com infiltrados sub-epiteliais corneanos, deve-se levar em consideração tanto as correlações positivas do fator de resistência da córnea e da histerese da córnea com a melhor acuidade visual corrigida quanto as correlações negativas da pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann e da pressão intraocular compensada da córnea com a pontuação do infiltrado sub-epitelial da córnea.
Keywords: Ceratoconjuntivite; Pressão intraocular; Epitélio corneano; Corticosteroides; Ciclosporina;Tonometria ocular
Abstract
Objetivo: Investigar a utilidade de quatro algoritmos diferentes para corrigir erros de medição sem contato da pressão intraocular em pacientes saudáveis e com ceratocone.
Métodos: A pressão intraocular não corrigida e as pressões intraoculares corrigidas foram medidas em um olho de 34 pacientes com ceratocone e 34 pacientes do grupo controle saudável pareados por idade e gênero usando a tecnologia Corvis Scheimpflug. Foi calculada a correlação da pressão intraocular não corrigida e das pressões intraoculares corrigidas com idade, comprimento axial e formato, espessura e biomecânica da córnea. As pressões intraoculares corrigidas foram comparadas com a pressão intraocular não corrigida usando o teste t pareado, e gráficos de Bland-Altman (limites de concordância de 95%).
Resultados: A pressão intraocular não corrigida correlacionou-se com a espessura da córnea e com os parâmetros biomecânicos em ambos os grupos (todos p≤0,047) e a ceratometria média frontal e posterior no grupo com ceratocone (r=-0,39, p=0,02, r=0,39, p=0,02, respectivamente). Após o ajuste com diferentes algoritmos de correção da pressão intraocular, a pressão intraocular corrigida biomecanicamente revelou uma correlação mínima com as características da córnea e uma diferença não significativa com a pressão intraocular não corrigida no grupo saudável (-0,1 ± 1,1 mmHg, p=0,58; limites de concordância de 95%: -2,3 a 2,1 mmHg).
Conclusões: A medição da pressão intraocular usando tonometria sem contato e suas formas corrigidas usando fórmulas lineares, simples, baseadas na espessura da córnea em pacientes com ceratocone estão associadas a muitos erros. O uso de fórmulas mais complexas que consideram mais parâmetros de rigidez da córnea além da espessura da córnea, como fórmula de pressão intraocular corrigida biomecanicamente, pode ser mais confiável e benéfico neste grupo de pacientes.
Keywords: Pressão intraocular; Tonometria sem contato; Córnea; Paquimetria corneana; Ceratocone
Abstract
PURPOSE: This study aimed to report the surgical outcomes and success predictors of micropulse transscleral cyclophotocoagulation in eyes with refractory glaucoma.
METHODS: This was a noncomparative, interventional case series. Patients with refractory glaucomas, defined as eyes with prior incisional glaucoma surgery failure and uncontrolled intraocular pressure, who underwent micropulse transscleral cyclophotocoagulation between March 2017 and June 2021 were enrolled. A minimum follow-up period of 6 months was required. Preoperative and postoperative intraocular pressure, number of hypotensive medications, surgical complications, and any subsequent related events were recorded. Success criteria were as follows: 1) intraocular pressure reduction ≥20% and intraocular pressure ≤18 mmHg; 2) intraocular pressure reduction ≥30% and intraocular pressure ≤15 mmHg. The need for topical hypotensive medications was not considered a failure.
RESULTS: Seventy-nine (79) eyes (79 patients; mean age, 57.5 ± 20.6 years) were included. Overall, the median follow-up duration was 12.0 (interquartile interval, 6–24) months, and the mean intraocular pressure was reduced from 22.8 ± 6.8 mmHg to 15.5 ± 5.6 mmHg at the last follow-up visit (p<0.001). The mean number of medications was reduced from 2.8 ± 0.7 to 2.0 ± 1.0 (p<0.01). At 12 months postoperatively, the success rates for criteria 1 and 2 were 54.9% and 49.7%, respectively. Aside from one case of corneal ulcer, which fully resolved with clinical treatment, and two cases of persistent hypotony (with no visual acuity loss during follow-up), no other vision-threatening complications were observed during the postoperative period. The magnitude of intraocular pressure reduction at 1 month (adjusted to preoperative intraocular pressure; HR=1.01; p=0.002).
CONCLUSION: Our findings suggest that micropulse transscleral cyclophotocoagulation is a relatively effective alternative for managing refractory glaucomas, with minor postoperative complications. In addition, the initial intraocular pressure reduction was a statistically significant predictor of 1-year success in patients undergoing micropulse transscleral cyclophotocoagulation.
Keywords: Intraocular pressure/physiology; Glaucoma, open-angle/surgery; Trabeculectomy; Laser coagulation/methods; Tonometry, ocular/methods; Postoperative complications; Antihypertensive agents/therapeutic use.
Abstract
PURPOSE: Using advanced imaging techniques, this study aimed to evaluate corneal stability, epithelial remodeling, and tear film changes over a one-year period in first-time soft-contact lens wearers.
METHODS: A retrospective study was conducted on 100 eyes of 50 first-time daily soft-contact lens users aged 21–65 years with no prior rigid gas-permeable lens wear. The Sirius Scheimpflug imaging system was used to assess corneal topography, epithelial thickness, and non-invasive tear break-up time at baseline, 3, 6, and 12 months. Corneal warpage was evaluated using symmetry indices and Baiocchi Calossi Versaci indices. We performed statistical analysis using repeated-measures analyses of variance with Greenhouse-Geisser correction.
RESULTS: The mean baseline central corneal thickness was 537.83 (±7.92) µm, with no significant thinning after one year. The average simulated keratometry values remained stable, indicating no progressive corneal steepening or flattening. There were no significant changes in warpage indices over time, suggesting corneal shape preservation. Higher-order aberrations (coma, trefoil, and spherical aberrations) and non-invasive tear break-up time remained unchanged throughout the study period.
CONCLUSIONS: Modern silicone hydrogel soft-contact lenses do not induce significant corneal warpage, epithelial remodeling, or optical aberrations over a one-year period. We found that corneal morphology and tear film stability were preserved, supporting the safety of soft-contact lens use. These findings provide clinically relevant insights into the long-term impact of contact lens wear. They may facilitate improved lens fitting strategies and preoperative refractive surgery assessments.
Keywords: Contact lenses, hydrophilic; Cornea/surgery; Corneal diseases; Corneal topography; Adaptation, ocular/physiology; Endothelium, corneal/pathology; Refractive errors; Tears/metabolism.
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the influence of intrastromal corneal ring segment implants on the intraocular pressure measurements using Goldmann applanation tonometry, rebound tonometry, and noncontact tonometry in keratoconic corneas and analyze the intertonometer agreement.
METHODS: We enrolled 74 eyes in this observational and prospective study. Each participant had a complete eye examination, corneal analysis with Scheimpflug Tomography (Pentacam®), and intraocular pressure evaluation with Goldmann applanation tonometry, rebound tonometry, and noncontact tonometry, before and after intrastromal corneal ring segment implantation (on postoperative days 1, 7, 45, and 90). Intertonometer agreement was assessed using Bland-Altman analysis.
RESULTS: The mean age was 29.9 ± 10.2 years, and 47 (63.5%) eyes had keratoconus grade II. Intraocular pressures were higher for noncontact tonometry preoperatively and on 90 postoperative day (mean ± SD: 12.4 ± and 12.1 ± 2.2 mmHg, respectively), followed by Goldmann applanation tonometry (11.1 ± 3.0 and 11.2 ± 2.7 mmHg, respectively), and were lower for rebound tonometry (9.7 ± and 9.4 ± 3.2 mmHg, respectively). The variation from the Goldmann tonometry on 7 postoperative day to the baseline (p=0.022) and that of noncontact tonometry on 90 postoperative day to the baseline (p=0.021) were statistically significant. The rebound tonometry underestimated intraocular pressure when compared with the Goldmann applanation tonometry by a mean of 1.47 ± 5.19 mmHg. Noncontact tonometry, when compared with Goldmann applanation tonometry, overesti-mated intraocular pressure by a mean of 1.23 ± 4.15 mmHg.
CONCLUSION: Despite statistically significant differences between some postoperative periods, the intraocular pressure measurement differences may not be clinically relevant.
Keywords: Keratoconus; Intraocular pressure; Cornea; Corneal stroma; Postoperative period; Tonometry ocular; Prostheses and implants
Abstract
Objetivo: Avaliar a influência das alterações da pressão atmosférica no comportamento da pressão intraocular de indivíduos militares saudáveis-alunos e instrutores da Escola de Mergulho e Resgate da Marinha Nacional na base naval “ARC BOLÍVAR”-durante uma imersão simulada na câmara hiperbárica do Hospital da Marinha de Cartagena.
Métodos: Realizamos um estudo exploratório descritivo. A pressão intraocular foi medida em diferentes pressões atmosféricas durante sessões de 60 minutos na câmara hiperbárica respirando ar comprimido. A profundidade máxima simulada foi de 60 pés. Os participantes eram alunos e instrutores do Departamento de Mergulho e Resgate da Base Naval.
Resultados: Quarenta e oito olhos de 24 mergulhadores foram estudados. Vinte e dois participantes (91,7%) eram do sexo masculino. A média de idade dos participantes foi de 30,6 (DP=5,5) anos, variando de 23 a 40. Nenhum participante tinha histórico de glaucoma ou hipertensão ocular. A média de base da pressão intraocular ao nível do mar foi de 14 mmHg, diminuindo para 13,1 mmHg (queda de 1,2 mmHg) a 60 pés de profundidade (p=0,0012). Entretanto, durante a parada de segurança a 30 pés, a pressão intraocular média continuou diminuindo até atingir 11,9 mmHg (p<0,001). Ao final da sessão, a pressão intraocular média atingiu 13,1 mmHg, valor inferior e estatisticamente significativo quando comparada à média de base da pressão intraocular (p=0,012).
Conclusões: Em indivíduos saudáveis, a pressão intraocular diminui ao atingir uma profundidade de 60 pés (2,8 de pressão atmosférica absoluta) e diminui ainda mais durante a ascensão a 30 pés. As medidas em ambos os pontos foram significativamente diferentes quando comparadas à pressão intraocular de base. A pressão intraocular final foi menor do que a pressão intraocular de base, sugerindo um efeito residual e prolongado da pressão atmosférica sobre a pressão intraocular.
Keywords: Pressão atmosférica; Tanometria; Pressão intraocular; Hipertensão ocular; Glaucoma; Militares
Abstract
Objetivo: Relatar um experimento projetado para determinar alterações anatômicas em córneas porcinas após a colocação de um novo implante depolímero na córnea.
Métodos: Foi utilizado olho de porco ex vivo. Um novo agente modelador biocompatível, de colágeno tipo 1, com 6mm de diâmetro foi moldado com excimer laser em sua face posterior, para criar três formatos planocôncavos. Os implantes foram inseridos dentro de um bolsão, dissecado manualmente, a 200 micrômetros (µm). Foram definidos três grupos de tratamento: grupo A (n=3), teve a profundidade máxima de ablação de70 µm; o grupo B (n=3), profundidade máxima de ablação de 64 µm; e o grupo C (n=3), profundidade máxima de ablação de 104 µm, com buraco central. O grupo controle, D (n=3), foi incluído, com a criação do bolsão estromal, porém sem inserir o material. A avaliação desses olhos foi realizada por tomografia de coerência óptica (OCT) e por tomografia corneana.
Resultados: A tomografia corneana mostrou uma tendência para diminuição da ceratometria média em todos os 4 grupos. A tomografia de coerência óptica mostrou córneas com implantes localizados no estroma anterior e aplanamento visível, enquanto as córneas não mudaram qualitativamente o formato no grupo controle.
Conclusões: O novo implante de biomaterial planocôncavo descrito aqui foi capaz de remodelar a córnea em modelo de animal ex vivo, resultando no aplanamento corneano. Novos estudos são necessários usando modelos animais in vivo para confirmar tais achados.
Keywords: Córnea; Cirurgia da córnea a laser; Substância própria; Proteses e implantes; Lasers de excimer; Materiais biocompatíveis; Animais; Suínos
Abstract
O implante de dispositivos de drenagem para glaucoma (DDGs) é uma opção terapêutica valiosa, principalmente em crianças com glaucoma refratário ao tratamento cirúrgico primário. Os dispositivos de drenagem para glaucoma têm sido utilizados principalmente quando a cicatrização conjuntival dificulta a cirurgia fistulizante ou procedimentos angulares prévios não foram eficazes no controle da pressão intraocular. Apesar das complicações conhecidas, o uso de dispositivos de drenagem para glaucoma em crianças tem aumentado nos últimos anos, inclusive como opção cirúrgica primária. Nesta revisão, atualizamos os resultados de estudos recentes envolvendo o implante de dispositivos de drenagem para glaucoma em crianças, discutindo novos avanços e comparando diferentes dispositivos, taxas de sucesso e complicações.
Keywords: Glaucoma congênito; Implantes para drenagem de glaucoma; Tonometria ocular; Drenagem; Pressão intraocular
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