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Search for: Uveitis; Uveitis; Retrospective studies; Community health services
Abstract
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de evisceração e enucleação no pronto-socorro oftalmológico de um hospital terciário brasileiro.
Métodos: Análise retrospectiva dos casos tratados no pronto-socorro oftalmológico do Hospital São Paulo (Universidade Federal de São Paulo) entre os anos de 2013 a 2018. Os casos urgentes de evisceração e enucleação foram incluídos e os casos eletivos foram excluídos. A análise dos prontuários médicos foi baseada em: dados demográficos, causas imediatas e associadas ao procedimento, acuidade visual informada, duração dos sintomas antes do atendimento oftalmológico, complicações, distância da residência até o hospital e tempo de hospitalização.
Resultados: 61 enucleações e 121 eviscerações foram incluídas no estudo. Os pacientes tinham uma média de idade de 63,27 ± 18,68 anos; 99 eram do sexo masculino (54,50%) e 83 do sexo feminino (45,60%). As indicações de evisceração e enucleação foram: perfuração corneana com (44,50%) e sem (23,63%) sinais infecciosos, endoftalmite (15,38%), trauma ocular (14,29%), neoplasia (0,55%), queimadura (1,10%) e phthisis bulbi (0,55%). A acuidade visual informada foi de ausência de percepção luminosa (87,36%), percepção luminosa (1.10%), ausência de colaboração (3,30%) e sem dados informados (8,24%). A média de tempo até a busca pelo serviço oftalmológico foi de 18,32 dias. Houve 2 casos de oftalmia simpática após evisceração.
Conclusões: Eviscerações foram predominantemente realizadas em comparação a enucleações em todo o período de estudo. As características demográficas mais comuns foram idade >60 anos e sexo masculino. As principais indicações para procedimentos urgentes de evisceração e enucleação foram perfuração corneana com e sem infecção, endoftalmite e trauma ocular. Este estudo poderia guiar medidas preventivas para evitar procedimentos oculares destrutivos.
Keywords: Evisceração do olho; Enucleação ocular; Úlcera da córnea/epidemiologia; Endoftalmite; Traumatismos oculares; Serviços médicos de emergência; Serviços de saúde ocular.
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a morfologia da córnea e da câmara anterior em olhos fácicos com inflamação intraocular não infecciosa.
MÉTODOS: Esse estudo incluiu 59 olhos com uveíte ativa, 62 olhos com uveíte inativa e 95 olhos saudáveis. A densidade de células endoteliais da córnea, a proporção de células hexagonais, o coeficiente de variação, o volume e a espessura da córnea, a ceratometria máxima e o volume e profundidade da câmara anterior foram medidos com um microscópio especular e uma Pentacam HR.
RESULTADOS: A duração média da uveíte foi de 24,6 ± 40,5 (0-180) meses. O número médio de crises de uveíte foi de 2,8 ± 3,0 (1-20). O coeficiente de variação foi significativamente maior no grupo com uveíte ativa do que no grupo com uveíte inativa (p=0,017, Tukey post-hoc). Não houve diferença significativa nos demais parâmetros do segmento anterior entre os grupos com uveíte ativa, com uveíte inativa e controle (p>0,05). A análise de regressão linear múltipla demonstrou que o coeficiente de variação foi maior na uveíte ativa do que na uveíte inativa, após ajustes para a duração e tipo de uveíte e a presença ou não de doença reumática e de tratamento imunossupressor (p=0,003). A duração da uveíte e o número de crises não demonstraram correlação significativa com os parâmetros oculares (p>0,05, correlação de Spearman). A diferença nos parâmetros não demonstrou correlação significativa com o tipo de uveíte (p>0,05).
CONCLUSÕES: O coeficiente de variação foi maior nos olhos com uveíte ativa do que naqueles com uveíte inativa, ao passo que a densidade de células endoteliais e a morfologia da câmara anterior não mostraram diferenças significativas entre os grupos com uveíte ativa, com uveíte inativa e controle.
Keywords: Câmara anterior; Inflamação; Epitélio posterior; Contagem de células; Uveites
Abstract
Objetivos: Relatar a distribuição dos motivos de encaminhamento de crianças para ambulatório de glaucoma infantil em um serviço oftalmológico terciário.
Métodos: Dados médicos de pacientes menores que 18 anos encaminhados para ambulatório de glaucoma infantil na cidade de São Paulo, Brasil, de 2012 a 2018 foram retrospectivamente analisados. Os dados incluíram os motivos de encaminhamento, a idade, a origem e quem detectou a alteração ocular. Para definição diagnóstica, a classificação do Childhood Glaucoma Research Network foi usada.
Resultados: 563 olhos de 328 pacientes foram incluídos no estudo. O diagnóstico de glaucoma foi confirmado em 162 crianças (49%). 83 (25%) pacientes tiveram diagnóstico de glaucoma descartado, e 83 (25%) continuaram em acompanhamento como glaucoma suspeito. Os principais motivos de encaminhamento foram relação escavação-disco >0,5 ou assimetria ≥0,2 (24%), pressão intraocular >21 mmHg (21%) e opacidade corneana (15%). No período neonatal, os motivos de encaminhamento foram opacidade corneana, buftalmo, lacrimejamento e fotofobia. Após o período neonatal, além desses sinais externos, outros sinais foram também motivos de encaminhamento, como escavação-disco >0,5 ou assimetria ≥0,2, pressão intraocular >21 mmHg e miopização. Os encaminhamentos ocorreram por profissionais de saúde em 69% e preocupação dos pais em 30%. Os pais foram os primeiros a identificar as alterações e procurar cuidado médico em 97% dos casos de glaucoma congênito primário.
Conclusões: Os motivos de encaminhamento de crianças para um serviço de glaucoma de glaucoma terciário foram determinados e diferem em diferentes faixas etárias e grupos. Os autores reforçam a necessidade de alertar diferentes grupos para os sinais mais comuns, a fim de evitar, não só o adiamento do diagnóstico, o que impacta no prognóstico, mas também despender recursos importantes direcionados ao enfrentamento dessas doenças, com encaminhamentos imprecisos.
Keywords: Glaucoma/congênito; Glaucoma/fisiopatologia; Opacidade da córnea; Criança; Acuidade visual; Encaminhamento e consulta; Serviços de saúde ocular
Abstract
Objetivo: Avaliar as razões para não comparecimento à clínica oftalmológica da universidade após triagem oftalmológica realizada usando uma unidade móvel oftalmológica que fornece exame oftalmológico para comunidades não assistidas em uma região do Brasil.
Métodos: Foi realizado um estudo observacional prospectivo no ano de 2017/2018 para avaliar as razões que fizeram com que os indivíduos triados usando uma unidade móvel oftalmológica e referenciados para a clínica oftalmológica da universidade não comparecessem à consulta agendada. A triagem foi feita em 10 municípios da região centro-oeste do estado de São Paulo, Brasil. Todos os 1.928 participantes fizeram o exame oftalmológico sem custo e 37,1% deles necessitaram de encaminhamento para a clínica oftalmológica da universidade para exames especializados ou cirurgias. O estudo usou duas ferramentas: (1) análise comparativa entre os dados dos indivíduos encaminhados que compareceram ao agendamento com os que não compareceram; (2) busca ativa dos indivíduos que não compareceram à consulta agendada, aplicando-se um questionário para avaliar os motivos para o não comparecimento.
Resultados: Fatores como idade, sexo, distância entre a cidade de origem e o hospital universitário, número de oftalmologistas na cidade de procedência, renda familiar média e acuidade visual não influenciaram no comparecimento ao encaminhamento. Catarata foi a maior causa para o encaminhamento (350 casos). O não comparecimento foi maior nos portadores de glaucoma/glaucoma suspeitos (54,1%), estrabismo (45%) e afecções do segmento anterior (33,6%). Muitos indivíduos que não compareceram ao serviço de referência procuraram por outro local para o atendimento oftalmológico.
Conclusão: O não comparecimento para tratamento oftalmológico sem custo depende de fatores relacionados ao paciente ou à falta de conhecimento das próprias condições oftalmológicas. Campanhas educativas nas comunidades assistidas devem ser feitas para alcançar maior comparecimento às consultas e melhor prevenir a cegueira evitável.
Keywords: Serviços de saúde ocular; Unidades móveis de saúde; Acesso aos serviços de saúde; Pacientes desistentes do tratamento; Promoção da saúde
Abstract
Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das uveítes atendidas no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ. Identificando o padrão de apresentação da inflamação intraocular a partir de critérios clínicos, anatômicos, etiológicos e demográficos.
Métodos: Estudo retrospectivo, com base em prontuários de 408 pacientes com doença ativa, atendidos no serviço de oftalmologia no período de março a outubro de 2018. Foram descritos a idade, sexo, acuidade visual no momento do diagnóstico, diagnóstico anatômico e etiológico, aspecto clínico, além dos principais sintomas relatados durante a anamnese.
Resultados: Dos 408 pacientes do estudo, 52% eram do sexo masculino e 48% do feminino. A idade média dos pacientes foi de 42 anos, a maioria (84%) entre 19 e 64 anos. Uveíte anterior foi observada em 37,75% dos pacientes, uveíte posterior em 49,75%, panuveíte em 4,66% e uveíte intermediária em 3,43%; apenas 18 pacientes (4,41%) apresentaram diagnóstico de esclerite. Dos 390 pacientes com classificação anatômica, a etiologia foi determinada em 76% deles, com os diagnósticos mais prevalentes sendo Toxoplasmose (35,4%), artrite idiopática juvenil (6,4%), espondilite anquilosante (5,9%) e sífilis (4,9%). ) A uveíte infecciosa correspondeu a 49,7% desses pacientes, enquanto 26,6% eram de origem não infecciosa. A uveíte anterior teve o maior número de casos classificados como idiopáticos (49,4%), enquanto a uveíte posterior teve a etiologia estabelecida em 94% das vezes. Os sintomas mais frequentes foram dor ocular (71,8%) e visão embaçada (56,8%).
Conclusões: O presente estudo confirmou a importância histórica da uveíte infecciosa em nossa população, principalmente a toxoplasmose ocular. As uveítes parecem não ter predileção por sexo, mas afetam principalmente jovens em idade ativa, gerando consequências sociais e econômicas. Apesar da evolução nos métodos diagnósticos, a uveíte idiopática continua sendo uma das principais causas. Estudos epidemiológicos apontam para diferentes padrões de uveíte nas populações, estes podem refletir características particulares de cada instituição.
Keywords: Uveíte/epidemiologia; Uveíte/etiologia; Uveíte/ diagnóstico; Toxoplasmose ocular; Hospital universitário; Brasil/epidemiologia
Abstract
Objetivo: Este estudo avaliou os níveis de calprotectina fecal em uma série de pacientes com uveíte anterior na tentativa de determinar se pacientes com uveíte associada com espondiloartrites apresentam níveis mais elevados desta proteína do que pacientes com uveíte anterior de outras etiologias. Um terceiro grupo com espondiloartrites sem uveíte também foi incluído na avaliação para entendimento do papel da uveíte anterior no aumento da calprotectina fecal.
Métodos: Estudo transversal de 28 pacientes divididos em três grupos: (a) com espondiloartrites e uveíte (n=9); (b) com espondiloartrites sem uveíte (n=10) e (c) com uveíte sem espondiloartrites (n=9). A dosagem de calprotectina fecal foi avaliada.
Resultados: Pacientes com uveíte anterior associada a espondiloartrites apresentaram valores medianos maiores de calprotectina fecal (101 µg/g) que os valores dos pacientes com uveíte sem espondiloartrites (9 µg/g), pacientes com espondiloartrites sem uveíte que também demonstraram valores maiores (93.0 µg/g) que os dos pacientes com uveíte sem espondiloartrites (p=0,02).
Conclusão: Pacientes com espondiloartrites com e sem uveíte anterior aguda demonstraram níveis significativamente elevados de calprotectina fecal. Este teste pode ser útil na diferenciação entre uveítes associadas com espondiloartrites de uveítes de outras etiologias. Entretanto, não foi possível demonstrar associação entre o aumento dos níveis de calprotectina fecal e a presença da uveíte em espondiloartrites.
Keywords: Calprotectin; Uveitis; Spondyloarthritis; Inflammatory bowel diseases; Biomarkers
Abstract
OBJETIVO: Avaliar achados de angiografia por tomografia de coerência óptica em pacientes com doença de Behçet com e sem acometimento ocular.
MÉTODOS: Foram incluídos 40 pacientes com doença de Behçet e 30 controles saudáveis. A densidade vascular retiniana nos plexos capilares superficial e profundo, a zona avascular foveal, o índice de circularidade, a densidade foveal e a área sem fluxo da retina superficial foram medidos automaticamente, através do software AngioVue para angiografia por tomografia de coerência óptica, e comparados entre os grupos.
RESULTADOS: A densidade vascular parafoveal e perifoveal média nos plexos capilares superficial e profundo, bem como a densidade foveal, foram significativamente menores nos olhos com uveíte de Behçet em comparação com os olhos sem uveíte de Behçet e os olhos dos controles saudáveis. Nos olhos com uveíte de Behçet, a acuidade visual logMAR mostrou correlação moderada com a densidade vascular parafoveal e perifoveal e com a densidade foveal (respectivamente, r=-0,43, p=0,006; r=-0,62, p<0,001; e r=-0,42, p = 0,008).
CONCLUSÃO: A doença de Behçet com uveíte posterior foi associada a decréscimos significativos da vascularização perifoveal e parafoveal na retina superficial e profunda.
Keywords: Angiography; Síndrome de Behçet; Fóvea central/ irrigação sanguínea; Tomografia de coerência óptica; Uveites
Abstract
Objetivo: Comparar os benefícios e efeitos colaterais da vitrectomia via pars plana com os da terapia imunomoduladora sistêmica em pacientes com uveíte intermediária complicada.
Métodos: Estudo clínico prospectivo incluiu pacientes com uveíte intermediária recorrente que apresentaram melhora minima da acuidade visual, apesar das injeções perioculares de esteroides. Vinte pacientes foram randomizados para o grupo de vitrectomia via pars plana ou esteróide oral e ciclosporina A (10 olhos de 10 pacientes por grupo). O acompanhamento foi de 24 meses para estudar alterações na acuidade visual, o escore da oftalmoscopia binocular indireta, a angiofluoresceinografia e achados na tomográfica de coerência óptica.
Resultados: A acuidade visual (logaritmo do ângulo mínimo de resolução) melhorou significativamente de 0,71 para 0,42 (p=0,001) no grupo cirúrgico, enquanto melhorou de 0,68 para 0,43 (p=0,001) no grupo da terapia imunomoduladora. Sete pacientes (70%) no grupo cirúrgico ganharam ≥2 linhas e seis pacientes (60%) no grupo da terapia imunomoduladora ganharam ≥2 linhas (p=0,970). Os estudos de angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica mostraram que seis dos sete pacientes da vitrectomia via pars plana que apresentaram edema macular cistóide melhoraram, enquanto dois pacientes com edema macular difuso não apresentaram melhora. No grupo da terapia imunomoduladora, três dos seis pacientes com edema macular cistoide não apresentaram melhora, enquanto dois pacientes com edema macular difuso melhoraram.
Conclusões: A vitrectomia via pars plana e a terapia imunomoduladora resultaram em melhora significative da função visual dos pacientes com inflamação persistente secundária a uveíte intermediária crônica. Apesar desse sucesso, continua sendo necessário determinar as melhores indicações para o uso de cada modalidade. A terapia imunomoduladora foi bem sucedida no tratamento do edema macular difuso associado à uveíte intermediária crônica, enquanto a vitrectomia via pars plana não foi.
Keywords: Uveíte intermediária; Vitrectomia; Imunomodulação; Edema macular
Abstract
Objetivo: A alta prevalência e gravidade da toxoplasmose congênita no Brasil, com muitos indivíduos afetados desenvolvendo baixa visão, reforça a importância da avaliação da sua qualidade de vida. Este estudo tem como objetivo adaptar o Children’s Visual Function Questionnaire (CVFQ) para a realidade sociocultural de crianças brasileiras e investigar suas propriedades psicométricas para avaliação da qualidade de vida relacionada à visão nesses indivíduos.
Métodos: Estudo epidemiológico transversal aninhado de coorte de 142 crianças pré-escolares acompanhadas prospectivamente em hospital universitário de referência em Belo Horizonte, Brasil. Todas foram submetidos a exame oftalmológico completo, incluindo medida da acuidade visual e oftalmoscopia binocular indireta. Questionários foram aplicados aos pais e cuidadores, para avaliar a percepção da qualidade de vida, bem como o nível sócio-econômico das famílias. Análise estatística multivariada foi realizada para avaliar as propriedades psicométricas da escala de qualidade de vida.
Resultados: Adaptações na versão brasileira do Children’s Visual Function Questionnaire-7 originaram o Children’s Visual Function Questionnaire-7-BR-toxo, um questionário para avaliar a percepção de pais/cuidadores sobre a qualidade de vida relacionada à visão de crianças pré-escolares com toxoplasmose congênita. Pela descrição, estrutura de variabilidade, e interpretação do agrupamento dos itens do questionário adaptado, identificaram-se seis subescalas: saúde geral, capacidade visual, desempenho visual/visão funcional, comportamento social e pessoal, impacto na família e tratamento. Crianças com baixa visão associada a toxoplasmose congênita tiveram escores mais baixos nas seguintes subescalas: acuidade visual (p=0,004), desempenho visual/visão funcional (p=0,008), impacto na família (p=0,001) e saúde geral (p=0,001).
Conclusão: As propriedades psicométricas foram adequadas no tocante à validade do construto. O Children’s Visual Function Questionnaire-7-BR-toxo foi capaz de registrar o impacto da deficiência visual nas famílias de crianças com toxoplasmose congênita.
Keywords: Qualidade de vida; Baixa visão; Uveíte; Toxoplasmose congênita; Criança
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate disparities in the distribution of ophthalmologists and the volume of cataract surgeries across Brazil, considering public and private health sectors and the country's federative units.
METHODS: Data on ophthalmologists were obtained from the National Medical Residency Commission and the Associação Múdica Brasileira. Information on cataract surgeries performed through the Unified Health System was collected from the DATASUS database, while data on procedures covered by private health plans were retrieved from the National Supplementary Health Agency. Population estimates from the 2024 Demographic Census of the Brazilian Institute of Geography and Statistics were used to calculate physician density and surgery rates per 100,000 inhabitants. Associations between the number of ophthalmologists and cataract surgery volume were analyzed using Spearman's correlation coefficient.
RESULTS: Brazil has 16,784 ophthalmologists, representing 8.96 specialists per 100,000 inhabitants. Marked disparities were observed: large cities (>500,000 inhabitants) had 18.75 ophthalmologists per 100,000 residents, whereas municipalities with <50,000 inhabitants had fewer than one. Across federative units, physician density ranged from 19.18 per 100,000 in the Federal District to 4.22 in Maranhão. In 2024, cataract surgery rates varied widely, from 1,012.61 per 100,000 inhabitants in the Southeast to 435.00 in the North. Nationally, Unified Health System performed 736.30 surgeries per 100,000 inhabitants, compared with 1,276.79 in the private sector. On average, each ophthalmologist performed 96.92 cataract surgeries annually.
CONCLUSION: Significant inequalities persist in the geographic distribution of ophthalmologists and in cataract surgery provision, with higher surgical volumes concentrated in the private sector. Targeted policies are required to address regional disparities and improve the equity and efficiency of cataract care delivery in Brazil.
Keywords: Ophthalmologists/supply & distribution; Ophthalmologists/statistics & numerical data; Cataract extraction; Health services accessibility/statistics & numerical data; Healthcare disparities; Health policy; Public health systems; Insurance, Heal
Abstract
PURPOSE: This study aimed to identify barriers to diabetic retinopathy screening among a socioeconomically vulnerable urban population in northeast Brazil.
METHODS: A cross-sectional study was conducted during a diabetic retinopathy screening campaign at primary healthcare units. Ninety-five patients with diabetes underwent retinal examinations and completed a structured interview. Clinical, demographic, and socioeconomic data were collected.
RESULTS: The study population consisted predominantly of older adults (mean age: 60.7 ± 10.5 years), with a high prevalence of type 2 diabetes (99.0%) and low educational attainment. Most participants were economically inactive (81.1%) and reported low income (83.2%). Diabetic retinopathy and maculopathy were highly prevalent, affecting 50.0% and 22.9% of participants, respectively. Longer duration of diabetes was significantly associated with greater awareness of diabetic retinopathy (p=0.035), higher HbA1c levels (p<0.001), and increased prevalence of diabetic retinopathy (p=0.013) and maculopathy (p=0.002). Notably, 33.3% of participants reported difficulties attending medical appointments for diabetes management. In addition, 78.1% experienced challenges scheduling ophthalmologic evaluations, and 76.3% reported that no ophthalmologist was available in their city through the public healthcare system. Financial constraints also limited adherence to recommended dietary practices (90.4%) and impaired glycemic control, with more than half of participants reporting difficulty maintaining target glucose levels.
CONCLUSION: Major barriers to diabetic retinopathy screening included limited awareness of the importance of screening, financial hardship, and transportation challenges. Targeted educational initiatives and structural interventions such as expanded screening programs incorporating telemedicine and subsidized transportation—may improve screening adherence among vulnerable populations.
Keywords: Diabetic retinopathy; Mass screening; Health services accessibility; Health knowledge, attitudes, practices; Socioeconomic factors
Abstract
Os autores relatam o caso de paciente do sexo masculino, 8 anos de idade, com história de uveíte crônica anterior unilateral há quatro meses, associada a lesão pigmentada envolvida por material fibrinóide em ângulo camerular inferior e a lesão fibrótica em extrema periferia de retina inferior. Não havia histórico de trauma ou outros sintomas clínicos. A hipótese de toxocaríase foi afastada diante de testes sorológicos negativos. Melhoria sintomática parcial foi alcançada com administração de corticosteróide vias oral e tópica. Ademais, redução na quantidade de material fibrinóide ao redor da lesão camerular a revelou regular e cilíndrica. Foi realizada tomografia computadorizada de órbitas, permitindo a detecção de corpo estranho metálico na topografia de ângulo camerular inferior. O paciente foi submetido a remoção do corpo estranho através de incisão corneana e a fotocoagulação ao redor da tração retiniana inferior. Excelentes resultados visual e anatômico foram obtidos.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Uveíte anterior; Uveíte intermediária; Edema da córnea; Toxocaríase
Abstract
A sífilis é uma doença reemergente e potencialmente grave. Por sua onipresença e pleomorfismo, é denominada “grande imitadora”. Relatamos caso de paciente jovem com sífilis secundária, que se apresentou com coriorretinopatia placóide sifilítica posterior aguda bilateral, simultaneamente a periostite craniana sifilítica. A despeito de realce paquimeníngeo observado na ressonância magnética, acreditamos que este tenha sido uma extensão do processo ósseo e não, uma meningite em si, uma vez que o exame do líquido cefalorraquidiano estava completamente normal. Tratamento com penicilina cristalina intravenosa resultou em completa resolução dos sinais, sintomas e achados de imagem. A sífilis secundária é o estágio de maior bacteremia e maior transmissibilidade da doença, apresentando-se principalmente com quadros mucocutâneos, mas também, menos frequentemente, com envolvimento de outros órgãos. Elevada suspeição e uma abordagem pragmática são necessárias para o diagnóstico, uma vez que essa doença pode afetar vários órgãos, como no caso relatado, em que foram acometidos olhos, ossos e pele.
Keywords: Sífilis/complicações; Neurossífilis; Infecções oculares bacterianas; Uveíte posterior; Coriorretinite; Periostite; Relato de caso
Abstract
Uveíte é um termo amplo utilizado para denominar várias desordens categorizadas como inflamação intraocular, uma causa importante de deficiência visual. Historicamente, o tratamento das uveítes não infecciosas baseou-se no uso de corticosteróides. Devido aos diversos efeitos colaterais do uso de corticosteróides a longo prazo, a terapia imunomoduladora é indicada no tratamento das uveítes não infecciosas crônicas. A introdução dos medicamentos biológicos estabeleceu uma nova era no tratamento das uveítes, com constante desenvolvimento de novas drogas. O objetivo desta revisão é trazer informações atuais sobre tratamento das uveítes não infecciosas para a prática clínica do oftalmologista geral.
Keywords: Uveítes; uveíte não-infecciosa; Terapia imunomodulatória; Biológicos; Inflamação
Abstract
Unvaccinated identical twins developed bilateral anterior uveitis soon after the onset of coronavirus disease 2019 symptoms. During follow-up, both patients developed choroiditis, and one twine developed posterior scleritis and serous retinal detachment. Prompt treatment with oral prednisone ameliorated the lesions, and no recurrence was observed at the 18-month follow-up. Choroiditis may rarely be associated with severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 infection, and it responds well to corticosteroid therapy. Although the exact mechanism is unknown, we hypothesize that the virus may act as an immunological trigger for choroiditis.
Keywords: Choroiditis; Coronavirus; COVID-19; SARS-CoV-2; Uveitis
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