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Search for: Horner's syndrome; Blepharoptosis; Miosis; Hypohidrosis; Sympathetic nervous system
Abstract
Objetivo: A síndrome de Alport caracteriza-se por nefropatia hereditária, geralmente associada à surdez neurossensorial (Alport, 1927) e alterações oculares (Sohar, 1954). Estudaram-se as manifestações da síndrome em membros de uma mesma família, considerando aspectos clínicos e genéticos. Pacientes e Método: Foram submetidos a exame oftalmológico quinze indivíduos de uma família, dos quais quatro apresentavam síndrome de Alport. Os exames foram realizados na Clínica Oftalmológica do Hospital Getúlio Vargas - Universidade Federal do Piauí (HGV/UFPI). Resultados: Revelaram-se quatro indivíduos afetados pela síndrome de Alport, dos quais três apresentavam surdez moderada, lenticone anterior bilateral e nefropatia crônica, e um tinha manifestação renal isolada. Todos os pacientes eram brancos, do sexo masculino, com idade entre 12 e 25 anos. A acuidade visual dos olhos com lenticone variou de 20/50 a 20/100. Conclusões: A análise da família identificou três casos confirmados e um suspeito, sugerindo padrão de herança recessiva ligada ao X, não sendo possível afastar a herança autossômica dominante com penetrância incompleta.
Keywords: Síndrome de Alport; Lenticone
Abstract
Objetivo: Avaliar e comparar a variação do diâmetro pupilar antes e após a cirurgia de catarata por facoemulsificação convencional versus cirurgia de catarata assistida por laser de femtossegundo, usando o LDV Z8 (Ziemer Ophtalmic). Também avaliamos a relação entre o diâmetro pupilar com o tempo da cirurgia e o tempo de ultrassom.
Métodos: Estudo comparativo prospectivo, realizado no Centro de Excelência em Oftalmologia, Brasil. Foram incluídos 79 olhos de 67 pacientes com opacidade nuclear. Os mesmos foram divididos em Grupo Controle, que foi submetido a cirurgia de catarata com facoemulsificação manual, e Grupo Estudo, com catarata assistida por laser de femtossegundo. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião experiente. Todos os pacientes receberam antiinflamatório não esteróide tópico no dia anterior à cirurgia e o mesmo colírio midriático no pré-operatório. Para quantificar o tamanho da pupila, as medidas foram realizadas usando um compasso cirúrgico: anterior ao procedimento de facoemulsificação e ao final da cirurgia. No grupo de estudo, medidas após o laser foram adicionadas. O tempo cirúrgico e o tempo de facoemulsificação também foram analisados.
Resultados: Não foi encontrada diferença significativa entre o tamanho da pupila pré-femto x pré-faco (8,69 ± 0,44 mm x 8,63 ± 0,72 mm; p=0,643), bem como o tamanho da pupila no final da cirurgia (7,96 ± 0,98 mm x 7,78 ± 0,95 mm; p=0,480) e o tempo médio de cirurgia (p=0,780). No entanto, no grupo de catarata assistida por laser de femtossegundo, houve um aumento transitório do diâmetro pupilar após o laser, indicando uma tendência para maior variação no grupo femto.
Conclusões: Embora o diâmetro pupilar fosse semelhante ao final da cirurgia, o grupo com catarata assistida por laser de femtossegundo apresentou maior variação intraoperatória da pupila. Portanto, para uma cirurgia de catarata assistida por laser de femtossegundo mais eficiente e segura, o cirurgião deve estar ciente do tamanho do diâmetro pupilar antes do procedimento.
Keywords: Catarata; Miose; Facoemulsificação; Laser; Pupila
Abstract
Objetivo: Avaliar a prática e tratamento da ptose da pálpebra superior por membros das sociedades latino-americanas e espanhola de Cirurgia Plástica Ocular.
Métodos: Os membros das referidas sociedades foram convidados por e-mail para responder a um questionário eletrônico garantindo o anonimato. O questionário constou de dados demográficos do cirurgião e outras quatro seções: avaliação pré-operatória da ptose da pálpebra superior, preferências cirúrgicas, conduta pós-operatória e complicações. Estatística descritiva foi utilizada para análise da frequência e proporções percentuais.
Resultados: Trezentos e cinquenta e quatro experientes cirurgiões oculoplásticos dos quais 47,7% realizam mais de 20 cirurgias de ptose da pálpebra superior por ano responderam ao questionário. Na avaliação pré-operatória, 68,9% realizam testes para olho seco, mas o teste da fenilefrina é feito por menos da metade dos entrevistados (47,4%). A ptose da pálpebra superior leve geralmente é corrigida por conjuntivo-mullerectomia (43,6%), a ptose da pálpebra superior grave por cirurgia do músculo frontal (57%) ou ressecção da aponeurose do levantador via anterior, principalmente usando a supramáxima (17,5%). O principal motivo para operar a ptose congênita grave é o risco de ambliopia (37,3%). A ptose involucional associada à dermatocálase costuma ser corrigida pela via anterior (63,3%). Hipocorreção é complicação comum após a ressecção da aponeurose do levantador (40%) ou suspensão ao frontal (27,5%).
Conclusões: As práticas atuais dos cirurgiões oculoplásticos espanhóis e latino-americanos para diagnóstico e tratamento de ptose da pálpebra superior foram relatadas. Os dados apresentados podem ser usados para comparar a abordagem dos cirurgiões com a de seus pares.
Keywords: Blefaroptose/diagnóstico; Ambliopia; Fenillefrina; Inquéritos e questionários; Demografia; Cirurgiões.
Abstract
PURPOSE: Polycystic ovary syndrome is frequently associated with autonomic nervous system dysfunction, even in the absence of obesity or overt metabolic abnormalities. Alterations in pupillary responses may reflect early autonomic involvement and serve as a potential tool for early diagnosis, risk stratification, and disease monitoring. This study aimed to investigate pupillary reflex parameters using dynamic pupillometry in newly diagnosed non-obese women with polycystic ovary syndrome and to compare the findings with those of healthy controls. Methods: This prospective cross-sectional study included 48 newly diagnosed women with polycystic ovary syndrome and 44 age- and sex-matched healthy controls. Pupillary function parameters were measured using dynamic pupillometry (MonPackOne; Metrovision, France). Results: The mean age did not differ significantly between the groups (p=0.870). Initial pupil diameter, pupil contraction amplitude, and contraction velocity were significantly lower in the PCOS group than in the control group, whereas pupillary dilation duration was significantly longer (p<0.001, p<0.001, p=0.007, and p=0.032, respectively). No significant differences were observed between the groups regarding contraction latency, contraction duration, dilation latency, or dilation velocity (p=0.749, p=0.925, p=0.653, and p=0.310, respectively). Conclusion: Newly diagnosed non-obese women with polycystic ovary syndrome exhibit significant alterations in pupillary dynamics, suggesting a generalized reduction in both sympathetic and parasympathetic activity. Dynamic pupillometry may represent a practical, noninvasive tool for detecting early autonomic hypoactivity and identifying patients at risk for future metabolic or cardiovascular complications.
Keywords: Autonomic nervous system; IPupil/physiology; Reflex, Pupillary/physiology; Polycystic ovary syndrome/diagnosis; Menstruation disturbances; Ideal body weight
Abstract
Objetivo: Avaliar as características clínicas de pacientes pediátricos com blefaroptose adquirida unilateral, transitória e de início agudo.
Métodos: Neste estudo retrospectivo, foram revisados prontuários clínicos entre abril de 2015 e junho de 2020. Os pacientes foram avaliados em termos de características demográficas, manifestações neurológicas e oftalmológicas associadas, duração dos sintomas, etiologia e achados de imagem. Foram excluídos pacientes com blefaroptose congênita e com blefaroptose adquirida de etiologia crônica.
Resultados: Foram incluídos neste estudo 16 pacientes pediátricos (10 masculinos e 6 femininos) com blefaroptose adquirida transitória unilateral de início agudo. A média de idade dos pacientes foi de 6,93 ± 3,16 anos. As causas etiológicas mais comumente identificadas foram trauma em 7 pacientes (43,75%) e infecção (casos parainfecciosos) em 5 pacientes (31,25%). Além disso, a síndrome de Miller-Fisher, a síndrome de Horner secundária a neuroblastoma, a síndrome de Brown adquirida e pseudotumor cerebral foram determinados como causas etiológicas em um paciente cada uma. Achados oculares adicionais estavam associados à blefaroptose em 7 pacientes (58,33%). Foi observada a resolução espontânea da blefaroptose, sem tratamento, em todos os pacientes, exceto nos pacientes com síndrome de Miller-Fisher, neuroblastoma e pseudotumor cerebral. Nenhum paciente precisou de tratamento cirúrgico. Morbidades oculares, como ambliopia, não foram encontradas em nenhum paciente.
Conclusão: Este estudo demonstrou que a blefaroptose transitória unilateral de início agudo, rara na infância, pode regredir sem a necessidade de tratamento cirúrgico na população pediátrica. No entanto, também não deve ser esquecido que patologias graves que requerem tratamento podem se apresentar com blefaroptose.
Keywords: Blefaroptose; Trauma craniocerebral; Síndrome de Miller Fisher; Síndrome de Horner; Criança
Abstract
Objetivo: O sistema renina-angiotensina está envolvido na patogênese das condições isquêmicas retinianas e no glaucoma. Nosso objetivo foi avaliar a atividade da renina, enzima conversora de angiotensina 1 e 2 no humor aquoso, e amostras de sangue de pacientes com e sem glaucoma primário de ângulo aberto.
Métodos: Foram analisadas amostras de 56 participantes submetidos à cirurgia ocular. Os pacientes foram divididos em dois grupos: pacientes com catarata apenas (n=28), e pacientes com catarata e glaucoma primário de ângulo aberto (n=28). Amostras de sangue venoso (2ml) e humor aquoso (150 µl, via paracentese) foram coletadas durante a facoemulsificação (apenas catarata) ou cirurgia de glaucoma (catarata e glaucoma primário de ângulo aberto). As atividades sérica do humor aquoso de renina, enzima conversora de angiotensina 1 e enzima conversora de angiotensina 2 de todos os pacientes foram avaliadas por ensaios fluorimétricos, e os resultados foram analisados por regressão multivariada.
Resultados: Tanto a atividade da renina no humor aquoso quanto à razão humor aquoso/soro da atividade da renina foram significativamente menores nos pacientes com catarata e glaucoma primário de ângulo aberto do que em pacientes com catarata apenas [(média ± DP): 0,018 ± 0,006 ng/ml/h vs 0,045 ± 0,009 ng/ml/h; p<0,001 e 0,05 ± 0,02 vs 0,13 ± 0,05; p=0,025]. Análises multivariadas mostraram uma releção significativa entre menor atividade de renina no humor aquoso e glaucoma primário de ângulo aberto [coeficiente (±erro padrão): -0,029 ± 0,013; p=0,026].
Conclusões: Como a maioria dos pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto usavam o colírio de timolol, estudos futuros envolvendo um maior número de pacientes e retirada prévia do tratamento são necessários para se discriminar o envolvimento do uso de betabloqueadores na atividade da renina no humor aquoso.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Catarata; Humor aquoso; Sistema renina-angiotensina
Abstract
Objetivos: Blefaroptose e estrabismo podem ser coexistentes em adultos e ambos afetam a aparência estética e o domínio psicossocial. Ambos também geralmente requerem cirurgia, realizada tradicionalmente em uma abordagem sequencial. O objetivo do presente estudo foi avaliar a eficácia da execução simultânea da ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem cirurgia de tarsectomia, e da cirurgia de estrabismo em pacientes adultos com ptose e estrabismo coexistentes.
Métodos: Foram retrospectivamente avaliados pacientes com ptose e estrabismo coexistentes submetidos simultaneamente à ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem tarsectomia, e à cirurgia de estrabismo horizontal. A análise incluiu a mensuração do ângulo de desvio das dioptrias de prisma, a distância do reflexo à margem, a assimetria da altura palpebral e quaisquer complicações após a cirurgia. A ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem sucesso na tarsectomia, foi considerada bem-sucedida com uma distância reflexo-margem medindo entre 3,5 e 5 mm, e uma diferença entre as duas pálpebras superiores menor que 1 mm. O sucesso da cirurgia de estrabismo foi definido como um alinhamento com ± 10 dioptrias prismáticas de ortotropia.
Resultados: Os pacientes foram 3 mulheres e 5 homens, com média de idade de 37,12 anos (faixa de 22 a 62 anos). A parte de estrabismo da cirurgia foi realizada primeiro em todos os pacientes. Os resultados da simetria palpebral superior foram avaliados como perfeitos (<0,5 mm) em 4 pacientes, bons (≥0,5 mm, <1 mm) em 4 pacientes e regulares (≥1 mm) em nenhum. A ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem sucesso na tarsectomia, teve sucesso em 6 dos 8 pacientes (75%) e a intervenção para o estrabismo foi bem-sucedida em todos os pacientes. Não foi necessária cirurgia de revisão da pálpebra ou do estrabismo após a cirurgia simultânea em nenhum paciente.
Conclusões: A ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem tarsectomia, pode ser combinada com a cirurgia de estrabismo em uma abordagem alternativa para pacientes com ptose e estrabismo coexistentes.
Keywords: Blefaroptose/cirurgia; Ambliopia; Estrabismo/cirurgia; Músculos oculomotores/cirurgia; Pálpebras; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos/métodos
Abstract
Objetivos: Avaliar a eficácia do uso de toxina botulínica tipo A no tratamento do estrabismo em pacientes com comprometimento neurológico e avaliar os fatores associados ao sucesso do tratamento.
Métodos: Cinquenta pacientes com estrabismo e comprometimento neurológico foram incluídos no estudo. Em todas as crianças, a toxina botulínica tipo A foi injetada no músculo extraocular apropriado. A relação entre características demográficas, características clínicas e o sucesso do tratamento foram analisadas.
Resultados: No grupo de estudo, 34 pacientes tiveram esotropia e 16 pacientes tiveram exotropia, sendo trinta e seis pacientes com paralisia cerebral e 14 pacientes com hidrocefalia. O tempo médio de acompanhamento foi de 15,3 ± 7,3 meses. O número médio de aplicações foi de 1,4 ± 0,6. O ângulo de desvio médio foi de 42,5 ± 13,2 DP antes do tratamento e diminuiu para 12,8 ± 11,9 DP após o tratamento. Alinhamento motor bem sucedido (ortotropia dentro de 10 DP) foi alcançado em 60% dos pacientes. A análise de regressão logística binária revelou que o desalinhamento esotrópico e uma menor duração do estrabismo foram significativamente associados ao sucesso do tratamento no grupo de estudo. Pacientes esotrópicos com ângulos de desalinhamento menores são mais propensos a serem tratados com uma única aplicação.
Conclusão: O uso da toxina botulínica tipo A para o tratamento de estrabismo em crianças com comprometimento neurológico é uma boa alternativa para a terapia cirúrgica convencional com menor risco de hipercorreção. O resultado do tratamento é melhor em exodesvios e em pacientes com estrabismo de menor duração, implicando em vantagem para o tratamento precoce.
Keywords: Estrabismo; Toxinas botulínicas; Manifestações neurológicas; Doenças do sistema nervoso; Paralisia cerebral; Hodrocefalia; Criança
Abstract
Objetivo: Comparar longitudinalmente os parâmetros estruturais isolados obtidos através da tomografia de coerência óptica RTVue em pacientes glaucomatosos e suspeitos de glaucoma com campos visuais estáveis.
Métodos: Todos os incluídos deveriam ter Campimetria Computadorizada Humphrey Sita Standard 24-2 confiáveis. A estabilidade campimétrica foi definida se apresentassem menos de cinco pontos com p<5% e/ou nenhum ponto com p<1% e/ou p<0,05% no gráfico de comparação do Glaucoma Progression Analysis. Para a tomografia de coerência óptica, foi utilizado a estratégia de avaliação para glaucoma.
Resultados: Foram incluídos 75 olhos de 75 pacientes: 43 com glaucoma e 32 suspeitos. A média dos intervalos do campo visual entre o 1o e 3o exame, foi de 29,57 ± 9,65 meses. Não houve variação para os parâmetros do campo visual (desvio médio, desvio padrão e índice da função visual) entre o primeiro e o último exame (p>0,05 para todos). Não houve variação dos parâmetros da camada de fibras nervosas da retina ao longo do estudo, enquanto que para os parâmetros do disco óptico, apenas cup volume apresentou mudança (p=0,004). Em relação à camada de células ganglionares da retina, notou-se uma redução progressiva na espessura média da Ganglionar Complex Cells com uma variabilidade entre o primeiro e último exame de -0,98 ± 3,71% (p=0,04). Quanto ao Global loss volume, houve um aumento progressivo ao longo do estudo com uma variabilidade entre o primeiro e último exame de 14,71 ± 44,52% (p=0,04). O parâmetro inferior do Ganglionar Complex Cells também reduziu significativamente entre o 1o e 3o exames (p=0,02). Os demais parâmetros da tomografia de coerência óptica RTVue se mantiveram estáveis entre o 1o e 3o exames.
Conclusão: Os presentes achados sugerem que pacientes glaucomatosos ou com suspeita de glaucoma e com campos visuais estáveis, podem apresentar progressão estrutural na camada de células ganglionares da retina avaliada por meio da tomografia de coerência óptica RTVue.
Keywords: Diagnóstico por imagem/métodos; Disco óptico/patologia; Fibras nervosas/patologia; Glaucoma/diagnóstico; Tomografia de coerência óptica
Abstract
PURPOSE: To evaluate the effect of upper eyelid ptosis repair with Muller muscle-conjunctival resection on meibomian gland function and ocular surface parameters.
METHODS: Thirty-eight patients who underwent ptosis repair with Muller muscle-conjunctival resection were retrospectively reviewed. Meibomian gland loss, Ocular Surface Disease Index OXFORD score, meiboscore, and noninvasive keratograph break-up time were measured preoperatively and at 1st, 3rd, and 6th months postoperatively.
RESULTS: Noninvasive keratograph break-up time values decreased significantly at 1st and 3rd months postoperatively compared to the preoperative level, but were similar to the preoperative level at 6th months postoperatively (p<0.001 and p=0.628, respectively). Ocular surface disease index, OXFORD score, meibomian gland loss, and meiboscore values increased significantly in the 1st and 3rd postoperative months compared to the preoperative period, but these values decreased to preoperative levels in the 6th postoperative month (p<0.001 and p>0.05, respectively).
CONCLUSION: There is a transient deterioration in meibography findings and OSDI score in the early postoperative period after Muller muscle-conjunctival resection. Patients undergoing Muller muscle-conjunctival resection may require topical lubricants, especially in the first 3 postoperative months.
Keywords: Meibomian glands; Blepharoptosis; Preoperative period; Conjunctiva; Muscles; Eyelid diseases; Diagnostic techniques, ophthalmological
Abstract
PURPOSE: Evaluation of lid contour and marginal peak point changes to compare outcomes of external levator advancement and Müller’s muscle conjunctival resection surgery in unilateral ptosis.
METHODS: We reviewed the charts of unilateral ptosis patients who underwent external levator advancement or Müller’s muscle conjunctival resection. Eyelid contour analysis was conducted on preoperative and 6-month postoperative digital images. This was performed with the multiple margin reflex distances technique, measuring the vertical distance from a line intersecting the center of the pupil to the eyelid margin at 10 positions at 2 mm intervals. The marginal peak point changes were analyzed digitally using the coordinates of the peak point according to the pupil center. Each position’s mean distance was compared preoperatively, postoperatively, and with the fellow eyelid.
RESULTS: Sixteen patients underwent external levator advancement and 16 patients had Müller’s muscle conjunctival resection. The mean margin reflex distance was improved by both techniques (1.46 vs. 2.43 mm and 1.12 vs. 2.25 mm, p=0.008 and p=0.0001 respectively) and approached that of the fellow eyelid (2.43 vs. 2.88 and 2.25 vs. 2.58 mm, p=0.23 and p=0.19, respectively). However, statistically significant lid margin elevation was limited to between the N6 and T6 points in the external levator advancement group. Whereas, significant elevation was achieved along the whole lid margin in the Müller’s muscle conjunctival resection group. The marginal peak point was shifted slightly laterally in the external levator advancement group (p=0.11).
CONCLUSIONS: Both techniques provide effective lid elevation, however, the external levator advancement’s effect lessens toward the canthi while Müller’s muscle conjunctival resection provides more uniform elevation across the lid margin. The margin reflex distance alone is not sufficient to reflect contour changes.
Keywords: Blepharoptosis; Eyelids; Conjunctiva; Oculomotor muscles; Image processing, computer-assisted; Treatment outcome
Abstract
Apesar dos recentes avanços na cirurgia moderna de catarata e da aplicação de uma ampla gama de novos dispositivos, o deslocamento tardio de uma lente intraocular dentro do saco capsular continua a ser uma complicação devastadora, ainda que rara. Várias técnicas cirúrgicas e não cirúrgicas têm sido usadas para tratar esta complicação. Este é o relato de um caso de reposicionamento espontâneo de uma lente intraocular sub-luxada anteriormente dentro do saco capsular do olho esquerdo. Este reposicionamento pode ter sido causado pelos efeitos opostos da aplicação tópica simultânea de brimonidina e prednisolona. O deslocamento foi tratado sem manipulação agressiva ou intervenção cirúrgica.
Keywords: Midríase; Miose; Lentes intraoculares; Subluxação do cristalino/induzido quimicamente; Subluxação do cristalino/cirurgia; Complicações pós-operatórias
Abstract
Apresentamos um caso incomum de paciente pediátrico com diagnóstico de mucocele de seio esfenoidal, que apresentou perda progressiva da acuidade visual ao longo de três meses, resultando em recuperação total da acuidade visual após a cirurgia. Paciente do sexo masculino, 13 anos, procurou o pronto-socorro, queixando-se de perda progressiva da acuidade visual do olho esquerdo nos últimos três meses. Exames de imagem revelaram uma massa cística sugestiva de mucocele de seio esfenoidal, causando neuropatia óptica compressiva e proptose. O paciente foi agendado para esfenoidectomia e ressecção da massa. Três dias após a cirurgia, a acuidade visual do paciente no olho esquerdo era de 20/20, apresentando recuperação completa dos sintomas. Diante dos resultados de nosso paciente, sugerimos que a idade do paciente pode ser decisiva na recuperação da acuidade visual de uma neuropatia óptica compressiva secundária à mucocele de seio esfenoidal. Mais pesquisas são necessárias para verificação desses dados.
Keywords: Seio esfenoidal; Mucocele; Doenças orbitárias; Doenças do nervo óptico; Doenças do sistema nervoso; Neuroimagem; Acuidade visual; Criança
Abstract
A oftalmia simpática consiste em uma panuveíte granulomatosa bilateral rara e potencialmente devastadora, ocorrendo geralmente após trauma ocular cirúrgico ou não cirúrgico. O diagnóstico é baseado em aspectos clínicos e apoiado por exames de imagem, como ultrassonografia ocular e tomografia de coerência óptica. O tratamento consiste em terapia imunossupressora com esteróides e, eventualmente, drogas poupadoras de esteróides, como ciclosporina, azatioprina, ciclofosfamida e micofonato de mofetila. O manejo rápido e eficaz com agentes imunossupressores sistêmicos permite o controle da doença e a obtenção de boa acuidade visual no olho simpatizante. A enucleação, por outro lado, poderia ser considerada apenas em situações em que o olho lesado não tem percepção luminosa ou há trauma grave. Além de uma revisão bibliográfica sobre o tema, foi relatada uma série de 6 casos com diferentes modalidades de tratamento imunossupressor e cirúrgico.
Keywords: Oftalmia simpática; Autoimunidade, Terapia de imunossupressão; Imunossupressores/uso terapêutico; Enucleação ocular; Evisceração do olho; Humanos; Relato de casos
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