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Search for: Arthritis; juvenile rheumatoid; Keratoconjunctivitis sicca; Diagnosis techniques; ophthalmological; Tears; Rose bengal; Children; Comparative study
Abstract
Objetivo: Investigar picos de pressão intraocular em pacientes fácicos e pseudofácicos com glaucoma primário de ângulo aberto no teste de sobrecarga hídrica.
Método: Quarenta pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto foram avaliados; vinte eram fácicos e vinte eram pseudofácicos. Um olho (selecionado aleatoriamente) foi incluído no estudo, todos os pacientes foram submetidos às curvas da pressão intraocular imediatamente após o teste de sobrecarga hídrica.
Resultados: Observou-se uma diferença estatisticamente significante na média dos picos nas curvas da pressão intraocular para os pacientes fácicos e pseudofácicos (p=0,045). Houve diferença estatisticamente significante nos picos da pressão intraocular no teste de sobrecarga hídrica entre os grupos, sendo observados valores mais altos nos pacientes fácicos (p=0,004).
Conclusão: Os picos da pressão intraocular no teste de sobrecarga hídrica foram maiores no grupo fácico que no grupo pseudofácico.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Água potável; Pressão intraocular
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo é comparar as medições de diâmetro corneano de dois dispositivos normalmente utilizados na prática clínica (IOL Master 500 e Atlas topógrafo corneal) para ver se são permutáveis. O fornecimento de informações sobre a permutabilidade de instrumentos poderia eliminar vários testes desnecessários e, consequentemente, reduzir a carga econômica para o paciente e para a sociedade.
Métodos: Nesta série de casos prospectivos e comparativos, a distância do diâmetro corneano foi medida por examinadores independentes utilizando o Topógrafo Atlas (Carl Zeiss Meditec) e o IOL Master 500 (Carl Zeiss Meditec), em um olho de 184 pacientes. A análise estatística foi realizada utilizando o teste t pareado, a correlação Pearson e a análise Bland-Altman para comparar os métodos de medição.
Resultados: As medições médias da distância do diâmetro corneano com o topógrafo Atlas e o IOL Master 500 foram de 12,20 ± 0,44 mm e 12,12 ± 0,41 mm, respectivamente (p<0,001). A diferença média de WTW entre os dois dispositivos foi de 0,07 mm (intervalo de confiança de 95% da diferença média: 0,04 - 0,11 mm). O coeficiente de correlação Pearson entre os dois dispositivos foi de 0,85, p<0,0001. Os limites de concordância de 95% entre os dois dispositivos foram de -0,38 mm a 0,53 mm.
Conclusões: O Atlas topographer e o IOL Master 500 podem ser utilizados permutavelmente em relação à medição do diâmetro corneano, uma vez que a gama de diferenças encontradas é pouco susceptível de afetar a prática clínica e a tomada de decisões.
Keywords: Topografia da córnea; Comprimento axial do olho; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos.
Abstract
Objetivo: Descrever as manifestações oftalmológicas observadas em pacientes com artrite psoriásica atendidos no Serviço de Reumatologia da Universidade do Estado do Pará.
Métodos: Estudo transversal. A amostra foi composta por 23 pacientes com artrite psoriásica, segundo os critérios de Caspar, atendidos no ambulatório de reumatologia da Universidade do Estado do Pará. Para avaliação da atividade de doença foi aplicado o Clinical Disease Activity index for Psoriatic Arthritis e, posteriormente, foi realizado o exame oftalmológico (acuidade visual com correção para distância, biomicroscopia, tonometria de aplanação de Goldmann, fundoscopia, teste de Schirmer I, tempo de ruptura do filme lacrimal, lissamina verde e questionário The Ocular Surface Disease Index).
Resultados: Nesta pesquisa não houve predomínio entre os sexos e a população tinha uma mediana de idade de 47,78 anos. As manifestações mais comuns foram olho seco (60,9%), catarata (56,5%), blefarite (47,8%), ceratite (43,5%), meibomite (30,4%) e pterígio (26,1%).
Conclusão: As manifestações oculares encontradas em pacientes com artrite psoriásica são variadas e afetam sobretudo a superfície ocular; no entanto, são clinicamente subestimadas; por isso recomenda-se o acompanhamento oftalmológico regular e periódico para pacientes com artrite psoriásica.
Keywords: Artrite psoriásica; Manifestação ocular; Ceratoconjuntivite seca; Síndrome do olho seco; Blefarite
Abstract
Objetivo: Comparar o teste de meniscometria em tira com o teste lacrimal de Schirmer 1 e o tempo de ruptura do filme lacrimal, em cães com olhos normais e cães com diagnóstico de ceratoconjuntivite seca.
Métodos: Cento e cinquenta e seis olhos de 78 cães, 88 olhos normais e 68 olhos com diagnóstico de ceratoconjuntivite seca. Os testes foram realizados na seguinte sequência: o teste lacrimal de Schirmer 1 foi utilizado para alocar os cães no grupo normal ou no grupo ceratoconjuntivite seca, seguido pelo teste de meniscometria em tira e tempo de ruptura do filme lacrimal.
Resultados: As médias e desvios-padrão para os olhos normais foram: teste lacrimal de Schirmer 1 = 22,75 ± 3,88 mm / min; teste de meniscometria em tira = 10,01 ± 2,35 mm / 5 seg; tempo de ruptura do filme lacrimal = 25,82 ± 5,47 seg; e para os olhos do grupo ceratoconjuntivite seca foram: teste lacrimal de Schirmer 1 = 6,10 ± 4,44 mm / min; teste de meniscometria em tira = 3,03 ± 2,62 mm / 5 seg; tempo de ruptura do filme lacrimal = 10,78 ± 4,23 seg. O teste de correlação de Spearman no grupo ceratoconjuntivite seca foi muito alto, com diferença significativa entre teste de meniscometria em tira e teste lacrimal de Schirmer 1 (r=0,848, p<0,001), moderada e significativa entre teste de meniscometria em tira e tempo de ruptura do filme lacrimal (r=0,773, p<0,001). O cut-off para teste de meniscometria em tira para ceratoconjuntivite seca foi identificado em 7,0 mm / 5 seg, valores abaixo de 10 mm / 5 seg podem ser considerados suspeitos para KCS.
Conclusões: Este estudo forneceu valores de teste de meniscometria em tira em olhos normais e com ceratoconjuntivite seca em cães, revelando alta sensibilidade e especificidade em comparação com o teste lacrimal de Schirmer 1. No futuro, o teste de meniscometria em tira pode ser outro teste quantitativo importante e pode complementar o teste lacrimal de Schirmer padrão ouro para o diagnóstico de ceratoconjuntivite seca em cães, um excelente modelo animal para o estudo de ceratoconjuntivite seca.
Keywords: Ceratoconjuntivite seca; Teste lacrimal de Schirmer; Teste de meniscometria de tira; Tempo de ruptura do filme lacrimal; Cães.
Abstract
PURPOSE: Although the orthokeratology effects on corneal biomechanics have been proven with clinical trials, reports of stiffness parameter change are scarce. This study investigated the short-term orthokeratology effects in pediatric myopia and compared stiffness parameter changes to those published in recent clinical investigations. This prospective study aimed to investigate corneal biomechanics changes induced by short-term overnight orthokeratology treatment, focusing on stiffness parameter at A1 and stress-strain index
METHODS: Twenty-six children aged 8 to 18 were included in this study using orthokeratology lenses for two different durations: 1 day and 1 week. Corneal biomechanics were assessed using corneal visualization (Corvis) Scheimpflug technology. Measurements were taken at baseline and after each wearing session. Changes in corneal stiffness parameters and corneal curvature were analyzed.
RESULTS: All parameters changed significantly after 1 week of lens wear (p<0.05), except for velocity of corneal apex at the first and second applanation times highest concavity time, radius, stiffness parameter at A1 and stress-strain index. After 1 day, central corneal thickness, first applanation time, second applanation time, deformation amplitude ratio (2 mm), and Corvis biomechanical index (CBI) remained stable (p>0.05). After 1 week, central corneal thickness and first applanation time decreased, whereas second applanation time, deformation amplitude ratio, and Corvis Biomechanical Index significantly increased. With intraocular pressure and central corneal thickness as control variables, no significant correlation was found between stress-strain index and curvature changes (p>0.05). With age as the control variable, no significant correlation was found between stress-strain index and curvature changes (p>0.05).
CONCLUSIONS: Short-term orthokeratology treatment induced notable changes in several corneal biomechanical parameters. Stiffness parameter at A1 and stress-strain index are unaffected by increasing lens wear duration and do not influence the orthokeratology effect.
Keywords: Orthokeratologic procedures; Epithelium, corneal; Corneal topography; Myopia/therapy; Diagnostic techniques, ophthalmological; Biomechanical phenomena; Refraction, ocular; Visual acuity; Humans; Children; Adolescent
Abstract
Objetivo: Avaliar a superfície ocular e a morfologia da glândula meibomiana em usuários de cigarros eletrônicos.
Métodos: Foram avaliadas através de meibografia Sirius as pálpebras superiores e inferiores de 25 usuários de cigarros eletrônicos do sexo masculino e 25 pacientes não usuários saudáveis, também do sexo masculino. A perda nas glândulas meibomianas foi calculada automaticamente com o módulo de software de imagem de meibografia Phoenix. O resultado foi obtido como perda percentual. O questionário Ocular Surface Disease Index (OSDI), o teste do tempo de ruptura lacrimal e o teste de Schirmer II foram administrados em todos os casos.
Resultados: A duração média do uso de cigarros eletrônicos foi de 4,9 ± 0,9 anos (intervalo de 3,4-7 anos). O valor médio do teste de Schirmer II foi de 9,16 ± 2,09 mm no grupo de usuários de cigarros eletrônicos e de 11,20 ± 2,14 mm no grupo controle (p=0,003). O valor médio do teste do tempo de ruptura lacrimal foi de 6,96 ± 2,31 segundos no grupo de usuários de cigarros eletrônicos e 9,84 ± 2,13 segundos no grupo controle (p=0,002). O valor médio do Ocular Surface Disease Index foi de 28,60 ± 6,54 e 15,16 ± 7,23 para os grupos de usuários de cigarros eletrônicos e controle, respectivamente (p<0,001). Na meibografia de Sirius, a perda média para a pálpebra superior foi de 23,08 ± 6,55% para o grupo de usuários de cigarros eletrônicos e 17,60 ± 4,94% para o grupo controle (p=0,002), e a perda média para a pálpebra inferior foi de 27,84 ± 5,98% e 18,44 ± 5,91%, respectivamente (p<0,001). Além disso, foi observada uma correlação positiva significativa entre a taxa de perda na meibografia palpebral superior e inferior com a duração do tabagismo eletrônico, respectivamente de (r=0,348, p<0,013) e (r=0,550, p<0,001).
Conclusão: O uso prolongado de cigarros eletrônicos causa danos às glândulas meibomianas. Portanto, esses danos devem ser considerados em distúrbios da superfície ocular devidos ao uso desses dispositivos.
Keywords: Sistemas eletrônicos de liberação de nicotina; Glândulas tarsais; Disfunção da glândula tarsal/diagnostico; Fumar/efeitos adversos; Vaping/efeitos adversos; Técnicas de diagnóstico oftalmológico.
Abstract
Objetivos: Procuramos avaliar o uso da pupilometria estática e dinâmica quantitativa automatizada na triagem de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e em diferentes estágios de retinopatia diabética.
Métodos: Cento e cinquenta e cinco pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (grupo com diabetes mellitus) foram incluídos neste estudo e outros 145 controles saudáveis pareados por idade e sexo para server como grupo controle. O grupo com diabetes mellitus foi dividido em três subgrupos: diabetes mellitus sem retinopatia diabética (retinopatia não diabética), retinopatia diabética não proliferativa e retinopatia diabética proliferativa. A pupilometria estática e dinâmica foi realizada utilizando uma camera rotative Scheimpflug com um sistema baseado em topografia.
Resultados: Em termos de diâmetro da pupila, tanto na pupilometria estática quanto na dinâmica (p<0,05), foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos diabetes mellitus e controle e também entre os subgrupos retinopatia não diabética, retinopatia diabética não proliferativa e retinopatia diabética proliferativa. Mas foi observado que os grupos de retinopatia não diabética e retinopatia diabética não proliferativa mostraram semelhanças nos achados derivados da pupilometria estática em condições mesópicas e fotópicas. Os dois grupos também pareciam semelhantes em todos os pontos durante a pupilometria dinâmica (p>0,05). No entanto, pode-se concluir que o grupo de retinopatia diabética proliferative foi sugnificativamente diferente do restante dos subgrupos, retinopatia não diabética e retinopatia diabética não proliferativa, em termos de todas as medidas de pupilometris estática (p<0,05). A velocidade média de dilatação também foi significativamente diferente entre os grupos diabetes mellitus e controle, e entre os subgrupos diabetes mellitus (p<0,001). Enquanto correlações significativas fracas a moderadas foram encontradas entre todos os diâmetros da pupila na pupilometria estática e dinâmica com a duração do diabetes mellitus (p<0,05 para todos), os valores de HbA1c não mostraram correlações estatisticamente significantes com nenhum dos diâmetros da pupila estática e dinâmica investigados (p>0,05 para todos).
Conclusão: Este estudo revelou que as medidas derivadas da pupilometria automatizada estão alteradas em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. A presença de retinopatia diabética não proliferativa não afeta negativamente os achados pupilométricos, mas com a retinopatia diabética proliferative, alterações significativas foram observadas. Estes resultados sugerem que o uso da pupilometria quantitativa automatizada pode ser útil na verificação gravidade da retinopatia diabética.
Keywords: Retinopatia diabética; Diabetes Mellitus; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Pupila; Reflexo pupilar
Abstract
Objetivo: Fornecer orientações sobre a frequência e os componentes dos exames oftalmológicos para crianças saudáveis de 0 a 5 anos.
Métodos: Essas diretrizes foram desenvolvidas com base em revisão bibliográfica e experiência clínica de um comitê de especialistas. Foram realizadas buscas PubMed/Medline; documentos selecionados não se restringiram a revisões sistemáticas, ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais. Quando adequado, o perfil GRADE foi aplicado para graduá-los e o consenso de especialistas foi usado nos tópicos sem evidência científica. Também foram revisadas as recomendações pela Academia Americana de Pediatria, Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, Academia Americana de Oftalmologia, Royal College of Ophthalmologist e Sociedade Canadense de Oftalmologia. O documento final foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e Sociedade Brasileira de Pediatria.
Resultados: Os recém-nascidos devem ser submetidos ao teste do reflexo vermelho e inspeção dos olhos e anexos pelo pediatra dentro de 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. O teste do reflexo vermelho deve ser repetido pelo pediatra durante as consultas de puericultura pelo menos três vezes ao ano durante os primeiros 3 anos de vida. Se factível, um exame oftalmológico completo pode ser feito entre 6 a 12 meses de vida. Até os 36 meses de idade, os marcos visuais, função visual apropriada para a idade, fixação e alinhamento ocular também devem ser avaliados pelo pediatra ou médico da família. Pelo menos um exame oftalmológico completo deve ser realizados entre 3 e 5 anos de idade. O exame deve conter pelo menos inspeção dos olhos e anexos, avaliação da função visual apropriada para a idade, avaliação da motilidade e alinhamento ocular (testes de cobertura), refração sob cicloplegia e avaliação do fundo de olho dilatado.
Conclusões: As diretrizes sobre a frequência da avaliação oftalmológica são ferramentas importantes para orientar os médicos sobre a melhor prática a fim de evitar problemas visuais tratáveis na infância, que poderiam comprometer seu desenvolvimento social, escolar e global, além de causar perda permanente da visão.
Keywords: Técnicas de diagnóstico oftalmológico, Triagem visual; Testes visuais; Criança, Lactente
Abstract
Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar os resultados clínicos após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante nos olhos contralaterais dos mesmos pacientes.
Métodos: Nesta série de casos comparativa e retrospectiva, avaliaram-se os seguintes dados de resultados clínicos: melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo, densidade de células endoteliais, perda de células endoteliais, espessura central da córnea e pressão intraocular. Esses dados foram avaliados aos 6, 12, 24 e 36 meses após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante. Também foram avaliadas as complicações.
Resultados: Foram incluídos 52 olhos (26 pacientes), sendo que 19 pacientes apresentavam ceratocone, 6 apresentavam distrofia estromal e 1 apresentava ectasia após ceratomileuse in situ assistida por laser. O tempo médio de acompanhamento foi de 44,1 ± 10,5 meses no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda e 47,9 ± 11,9 meses no grupo da ceratoplastia penetrante. Nenhuma diferença significativa foi observada nas médias da melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo e espessura central da córnea entre os grupos da ceratoplastia lamelar anterior profunda e da ceratoplastia penetrante durante o acompanhamento. A densidade de células endoteliais foi significativamente maior no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,022 e 0,013, respectivamente). A perda de células endoteliais foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,025 e 0,001, respectivamente). A pressão intraocular foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 6 meses de pós-operatório (p=0,015). Ocorreu microperfuração em 4 olhos (15%) durante a cirurgia de ceratoplastia lamelar anterior profunda; entretanto, a ceratoplastia penetrante não foi necessária. Não ocorreu nenhuma rejeição endotelial no grupo da ceratoplastia penetrante durante o período de acompanhamento.
Conclusões: Durante o acompanhamento de 3 anos, a perda de células endoteliais e a pressão intraocular foram significativamente menores no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante, mas os resultados visuais e refrativos foram semelhantes.
Keywords: Doenças da córnea/cirurgia; Ceratocone/cirurgia; Ceratoplastia penetrante/métodos; Transplante de córnea/métodos; Pressão intraocular; Estudo comparativo.
Abstract
PURPOSE: Access to cataract treatment and diagnostic tools continues to be hindered by financial and logistical barriers. Thus, photography-based cataract analysis via portable devices offers a promising solution for the detection of cataracts in remote regions. In this study, the accuracy of a portable device that is based on the Lens Opacities Classification III System for diagnosing cataracts was analyzed.
METHODS: Photographs of the anterior segment of the eye were taken in a low-light environment, and the pupillary region markings were automatically delineated using infrared photography. The captured images were automatically analyzed using a convolutional neural network. The study group included patients with cataracts, and the control group included patients without cataracts.
RESULTS:A total of 270 eyes were analyzed, which included 143 eyes with cataracts and 127 control eyes. A total of 599 photos were analyzed. The isolated nuclear cataract was the most frequently detected subtype (37.5%), followed by a nuclear cataract associated with a cortical cataract (30.3%). The device's accuracy was 88.5% (Confidence intervals (CI), 83.19%–94.69%), specificity was 84.62% (CI 71.79%–97.30%), positive predictive value was 91.78% (CI 74.36%–97.30%), and negative predictive value was 82.50% (CI 74.36%–97.30%).
CONCLUSION: The portable device is a simplified user-friendly cataract screening technique that can interpret results in remote regions. This innovation could mitigate the occurrence of cataract-induced blindness and prevent premature surgical interventions in early-stage cataracts.
Keywords: Cataract/diagnosis; Diagnostic techniques ophthalmological/instrumentation; Optical devices; Equipment and supplies; Eye-tracking technology
Abstract
Objetivo: Este estudo comparou o colírio de soro autólogo manipulado com metilcelulose a 0,5% com solução salina 0,9%. Critérios subjetivos de melhora dos sintomas e critérios clínicos objetivos para resposta à terapia foram avaliados.
Métodos: Este estudo prospectivo longitudinal envolveu 23 pacientes (42 olhos) com defeitos epiteliais persistentes ou doença de olho seco grave refratária à terapia convencional que usavam colírio de soro autólogo 20% preparado com metilcelulose por mais de 6 meses e iniciaram soro autólogo diluído em solução salina 0,9%. Os grupos controle e intervenção consistiam dos mesmos pacientes sob tratamentos alternados. Os critérios subjetivos para o alívio dos sintomas foram avaliados usando o Salisbury Eye Evaluation Questionnaire. Os critérios objetivos foram avaliados por meio de exame em lâmpada de fenda incluindo: tempo de ruptura da lágrima, coloração da córnea com fluoresceína, teste de Schirmer, coloração com rosa bengala e altura do menisco lacrimal. Esses critérios foram avaliados antes da troca do diluente e após 30, 90 e 180 dias.
Resultados: Um total de 42 olhos foram analisados antes e após 6 meses usando soro autólogo diluído com solução salina 0,9%. Nenhuma diferença significativa foi encontrada nos critérios subjetivos, tempo de ruptura da lágrima, menisco lacrimal, coloração com fluoresceína ou rosa bengala. Os resultados dos testes de Schirmer pioraram significativamente
em 30 e 90 dias (p=0,008). Não foram observadas complicações ou efeitos adversos.
Conclusões: Este estudo reforça o uso do colírio de soro autólogo 20% como um tratamento de sucesso para a doença do olho seco grave resistente à terapia convencional.
O soro autólogo diluído em solução salina a 0,9% não foi inferior à formulação de metilcelulose.
Keywords: Síndromes do olho seco; Ceratoconjuntivite seca; Síndrome de Sjögren; Solução salina; Soluções oftálmicas; Metilcelulose
Abstract
OJETIVOS: O olho seco é uma doença multifatorial, muito comum na prática clínica oftalmológica. A utilização de questionários validados de sintomas de olho seco permite rastrear de maneira mais objetiva essa doença na população geral, avaliar a prevalência dos sintomas e frequência de diagnóstico, permitindo o tratamento precoce e adequado dessa condição. O 5-Item Dry Eye Questionnaire (DEQ-5) é um questionário em inglês que avalia a frequência e a intensidade do desconforto e ressecamento ocular e a frequência do lacrimejamento, já validado no inglês e espanhol, porém não no português até o presente momento. O objetivo deste estudo foi traduzir e validar o questionário DEQ-5 para a língua portuguesa.
MÉTODOS: Foi utilizado o questionário DEQ-5, composto por 5 perguntas simples e diretas - 2 relacionadas ao desconforto ocular, 2 ao ressecamento ocular e 1 ao lacrimejamento. Foi realizada a tradução inicial da versão em inglês para o português por dois tradutores de língua materna portuguesa, seguido de uma avaliação e compilação de uma versão única por um comitê interdisciplinar das versões traduzidas. Em seguida, tal versão foi traduzida de volta para o inglês por 2 indivíduos que possuíam o inglês como primeira língua, seguido de avaliação e comparação com a versão original em língua inglesa pelo mesmo comitê interdisciplinar. Após, a versão final do questionário foi aplicada em 31 voluntários em dois momentos diferentes.
RESULTADOS: A confiabilidade interobservador das 5 perguntas variou de 0,584-0,813 e a correlação de Pearson de 0.755-0.935, sendo o p-valor <0,0001 em todas elas. A consistência interna foi α=0,887. Todas as perguntas apresentaram concordância de moderada a alta.
CONCLUSÕES: A análise estatística dos dados coletados encontrou ótimos índices de concordância - moderada a alta para todas as questões analisadas -, permitindo o uso do DEQ-5 na língua portuguesa em pesquisas e também como forma de triagem para doença de olho seco e acompanhamento dos sintomas.
Keywords: Síndromes do olho seco; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Inquéritos e questionários; Traduções
Abstract
Objetivo: A possível variabilidade nos resultados de testes diagnósticos é uma característica estatística dos pacientes com síndrome do olho seco. O médico deve considerar as variações do filme lacrimal ao longo do tempo, pois o momento em que o filme lacrimal é medido pode ser crítico para o diagnóstico adequado. O objetivo deste estudo foi analisar a variação semanal da osmolaridade do filme lacrimal em participantes saudáveis e em outros com síndrome do olho seco.
Métodos: Com base nos critérios da metodologia de diagnóstico do relatório da Dry Eye Workshop II (DEWSII), foi aplicada uma bateria de testes (questionário do índice de doença da superfície ocular [OSDI], tempo de ruptura do filme lacrimal e coloração da córnea) para descartar a presença de síndrome do olho seco. Um total de 40 voluntários qualificados foi recrutado e distribuído em dois grupos de 20 participantes saudáveis e 20 participantes com síndrome do olho seco. A variação da osmolaridade entre semanas foi medida com um osmômetro TearLab em duas sessões com uma semana de intervalo nos dois grupos. As diferenças entre os resultados foram então calculadas.
Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas na osmolaridade entre as medidas obtidas nas duas sessões, nem no grupo de participantes saudáveis (teste de t pareado; p=0,085), nem no de participantes com síndrome do olho seco (teste de t pareado; p=0,093). Não foi detectada nenhuma correlação significativa entre as médias e diferenças entre as duas sessões entre participantes saudáveis (correlação de Pearson: r=0,020, p=0,935) e aqueles com síndrome do olho seco (correlação Pearson: r=-0,022, p=0,928). Foi encontrada uma diferença significativa nos valores de osmolaridade entre os dois grupos na primeira sessão (teste de t não pareado; p=0,001), mas nenhuma diferença foi encontrada na segunda sessão (teste de t não pareado; p=0,292).
Conclusões: O presente estudo não encontrou variação entre semanas consecutivas na osmolaridade do filme lacrimal em participantes saudáveis e com síndrome do olho seco, classificados com base nos critérios do DEWSII.
Keywords: Concentração osmolar; Lágrimas; Síndromes do olho seco; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
É apresentado um caso raro de ceratomalácia paracentral aguda estéril e perfuração da córnea em uma paciente de 86 anos, uma semana após cirurgia para catarata sem intercorrências. Também são discutidos possíveis mecanismos de patogênese e a literatura relevante é revisada. Esses distúrbios da superfície ocular ocorreram devido à irradiação da pálpebra inferior e da bochecha em um tratamento de câncer e a uma artrite reumatoide não diagnosticada anteriormente. A paciente submeteu-se a um tratamento cirúrgico com um flap conjuntival de Gundersen sobre a perfuração existente, devido às suas baixas expectativas visuais e à relutância em submeter-se a uma ceratoplastia da córnea, considerando o risco de rejeição do enxerto corneano. Deve-se sempre considerar o risco de ocorrência de ceratomalácia aguda após cirurgias de catarata sem complicações em olhos apresentando distúrbios da superfície ocular.
Keywords: Perfuração da córnea; Radiação; Artrite reumatoide; Extracão de catarata
Abstract
A cicloplegia é crucial para um exame oftalmológico pediátrico acurado. Este documento visa a fornecer uma recomendação para cicloplegia e midríase pediátrica para oftalmologistas brasileiros. Foi desenvolvido com base em revisão literária, na experiência clínica de especialistas brasileiros, por meio de questionários, e no consenso do comitê de especialistas da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP). De acordo com as melhores evidências, este comitê recomenda o uso de uma gota de ciclopentolato 1%, mais uma gota de tropicamida 1% em crianças maiores de 6 meses e duas gotas de tropicamida 1% com intervalo de 0-5 minutos para menores de 6 meses. A midríase pode ser potencializada por uma gota de fenilefrina 2,5%. Para o rastreamento da retinopatia da prematuridade, a recomendação é tropicamida 0,5 ou 1%, duas ou três vezes, com 5 minutos de intervalo, e 2,5% de fenilefrina, preferencialmente uma vez. O uso prévio de proxymetacaína 0,5% é sempre recomendado.
Keywords: Midríase; Refração ocular; Recém-nascido; Criança; Técnicas de diagnóstico oftalmológico.
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