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Search for: Dacryocystocele; Dacryocystitis; Lacrimal duct obstruction; Marsupialization; Postoperative complication; Gestational age
Abstract
OBJETIVO: Portadores de catarata podem apresentar concomitantemente obstrução do ducto lacrimo-nasal (DLN), com risco de desenvolver endoftalmite no pós-operatório da facectomia. O objetivo do presente estudo é apresentar as percepções dos cirurgiões de catarata sobre a propedêutica e a conduta frente a pacientes com obstrução do ducto lacrimo-nasal concomitante com catarata.
MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa baseada em um questionário envolvendo cirurgiões brasileiros de catarata, realizado no período de março a abril de 2018. Foram levantados dados sobre o perfil dos participantes, o tempo e a experiencia da prática oftalmológica, o treinamento prévio para diagnóstico e tratamento da obstrução do ducto lacrimo-nasal e os conhecimentos de endoftalmite após cirurgia de catarata. Todos os dados foram inseridos em planilha Excel e analisados de acordo com a frequência de ocorrência.
RESULTADOS: Noventa e um oftalmologistas responderam ao questionário. A maioria (63,7%) deles realiza cirurgias de catarata há mais de 10 anos e a maioria (84,6%) recebeu treinamento para diagnóstico e tratamento da obstrução do ducto lacrimo-nasal durante o curso de residência médica. A pesquisa da obstrução crônica do ducto lacrimo-nasal no pré-operatório da catarata é feita pelo teste do refluxo de secreção pelos pontos lacrimais (53,8%) ou por irrigação das vias lacrimais (23,1%). A obstrução do ducto lacrimo-nasal é tratada com colírios antibióticos por 47,2% dos respondentes. Para os portadores de obstrução do ducto lacrimo-nasal , 78% indicam a desobstrução das vias lacrimais previamente à facectoma, aguardando de 4 a 6 semanas para tal. O procedimento de escolha para tratar a obstrução do ducto lacrimo-nasal antes da facectomia é a dacriocistorrinostomia (88,4%). A necessidade de um protocolo para auxiliar na detecção e tratamento da obstrução do ducto lacrimo-nasal em portadores de catarata é reconhecida pela maioria dos participantes deste estudo.
CONLUSÃO: É necessário melhorar a propedêutica e o manejo da catarata em portador de obstrução do ducto lacrimo-nasal porque esse é um fator de risco para endoftalmite.
Keywords: Catarata; Extração de catarata; Endoftalmite; Obstrução dos ductos lacrimais; Dacriocistite; Intervenção baseada em internet; Inquéritos e questionários
Abstract
Objetivos: O objetivo deste estudo é comparar as curvas de aprendizagem dos especialistas em dois campos diferentes sem experiência prévia de dacriocistorrinostomia endonasal endoscópica e revelar as complicações com as taxas de sucesso cirúrgico.
Métodos: Foram investigados retrospectivamente 90 pacientes que receberam dacriocistorrinostomia endonasal endoscópica consecutiva com preservação da mucosa realizada por um oftalmologista (Grupo 1, n=45) e realizada por um otorrinolaringologista (Grupo 2, n=45) entre outubro de 2017 e outubro de 2019. Foram incluídos no estudo pacientes admitidos com epífora e diagnosticados com obstrução primária do ducto nasolacrimal adquirido como resultado do teste de irrigação lacrimal, com idade superior a 18 anos e com, pelo menos, 6 meses de acompanhamento. Em todos os casos, patologias adicionais, como o desvio do septo, foram avaliadas por meio da realização de imagens maxilofaciais. Os prontuários dos pacientes foram avaliados quanto à duração da cirurgia, complicações e desempenho funcional.
Resultados: A média de duração cirúrgica dos pacientes no Grupo-2 foi de 36,27 ± 11,61 minutos, enquanto no Grupo-1 foi de 43,62 ± 16,89 minutos, sendo a diferença estatisticamente significativa (p=0,018). O desempenho funcional no Grupo 1 foi de 84,4% (73,3% nos primeiros 15 casos, 93,3% nos últimos 15 casos) no Grupo 2, essa taxa foi de 88,9% (80% nos primeiros 15 casos, 93,3% nos últimos 15 casos) e a diferença não foi estatisticamente significativa (p=0,53). A intervenção do septo além da cirurgia endoscópica em ambos os grupos (p=0,03, p=0,005, respectivamente) e sangramento intenso durante a cirurgia (para ambos os grupos, p<0,0001) diminuiu significativamente o sucesso funcional.
Conclusão: A dacriocistorrinostomia endonasal endoscópica, realizada após o treinamento necessário, pode ser realizada com alto sucesso e com baixas taxas de complicações por oftalmologistas que não estão familiarizados com a cirurgia endoscópica após adquirirem experiência com trinta casos.
Keywords: Obstrução dos ductos lacrimais; Ducto nasolacrimal/cirurgia; Dacriocistorinostomia/métodos; Endoscopia; Oftalmologia/educação
Abstract
PURPOSE: Congenital epiphora can be related to anomalies of the nasolacrimal duct. This study aimed to assess the distal end of the nasolacrimal duct and the outcomes of endoscopic treatment in children older than 12 months with congenital epiphora.
METHODS: This retrospective analysis describes the clinical characteristics, management, and outcomes of symptomatic congenital lacrimal obstruction in 32 lacrimal systems of 23 children. Data was collected on the preoperative symptoms, age at the time of surgery, intraoperative findings, treatment modalities, and outcomes of the children in our cohort. All patients underwent a standard endoscopic lacrimal examination, including irrigation and diagnostic probing, viewed via the inferior meatus. Cases with complex anomalies characterized by obstructions in the canaliculi, nasolacrimal junction, or nasolacrimal duct were excluded.
RESULTS: The mean age at the time of surgery was 48.03 (±27.99) months. Four different types of distal nasolacrimal duct obstruction were diagnosed. These were obstructions by a membrane (n=12), ostium stenosis (n=15), impacted turbinate (n=3), and membranous residual flaps (n=2). They were all managed with inferior meatus microsurgery and nasal endoscopic probing without silicone intubation. After a mean follow-up period of 14.75 (±11.93) months, successful outcomes were achieved in all cases.
CONCLUSION. Microsurgery to the inferior meatus, performed under nasal endoscopy, is a safe and effective treatment for isolated anomalies of the distal end of the nasolacrimal duct in children older than 12 months. We do not recommend silicone intubation in the absence of complex lacrimal system anomalies.
Keywords: Lacrimal duct obstruction; Nasolacrimal duct; Silicone; Microsurgery; Endoscopy; Epiphora; Intubation; Child
Abstract
Objetivo: Comparar a viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior com o implante de válvula de glaucoma de Ahmed para glaucoma secundário após remoção de óleo de silicone.
Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo de 43 olhos pseudofácicos vitrectomizados com glaucoma persistente após a remoção de óleo de silicone. Os pacientes foram randomizados para viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior ou implante de válvula de Ahmed. Todos os pacientes foram examinados no primeiro dia, na primeira semana e 1, 3, 6, 9, 12, 18 e 24 meses após a cirurgia. Observaram-se complicações pós-operatórias. O sucesso foi definido como uma pressão intraocular entre 6 e 20 mmHg e uma redução da pressão intraocular >30% em comparação com a pressão intraocular pré-operatória.
Resultados: Foram designados 22 olhos para o grupo da viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior e 21 olhos para o grupo do implante de válvula de Ahmed. A pressão intraocular média pré-operatória foi de 35,5 ± 2,6 mmHg para o grupo da viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior e pós- e de 35,5 ± 2,4 mmHg no grupo do implante de válvula de Ahmed. e Os valores pós-operatórios foram de 16,9 ± 0,7 mmHg e 17,9 ± 0,9 mmHg para esses mesmos grupos, respectivamente (p<0,0001). Ambos os grupos tiveram uma redução estatisticamente significativa da pressão intraocular em relação aos valores pré-operatórios (p<0,0001) em todos os momentos do acompanhamento. A taxa de sucesso não qualificado nos grupos da viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior e do implante de válvula de Ahmed foi de 72,73% e 61,9%, respectivamente. A complicação mais comum foi o hifema, autolimitado e mínimo.
Conclusões: Tanto a viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior quanto o implante de válvula de Ahmed são eficazes na redução da pressão intraocular no glaucoma após injeção de óleo de silicone, mas a viscotrabeculotomia com irrigação em câmara anterior proporcionou maior redução da pressão intraocular e maiores taxas de sucesso, com complicações mínimas.
Keywords: Implante para drenagem de glaucoma; Glaucoma; Descolamento retiniano; Óleo de silicone; Trabeculectomia; Injeção intravítrea; Pressão intraocular; Complicação pós-operatória; Solução oftálmica; Dexametasona; Ofloxacino.
Abstract
Objetivo: Descrever a frequência, as características clínicas, as complicações e o manejo do glaucoma em olhos submetidos a implantes de ceratoprótese.
Métodos: Pacientes submetidos à cirurgia de ceratoprótese entre junho de 2010 e janeiro de 2020 foram avaliados retrospectivamente em termos de glaucoma associado e prognóstico.
Resultados: Dos 17 pacientes submetidos à cirurgia de ceratoprótese, em 9 (52,9%) foi constatado glaucoma subjacente ou induzido por ceratoprótese. Cinco olhos (29,4%) tinham glaucoma subjacente e receberam a implantação de um dispositivo de drenagem de glaucoma pelo menos 6 meses antes da cirurgia de ceratoprótese. Um olho (5,9%) com pressão intraocular normal teve implantado um dispositivo de drenagem de glaucoma na mesma sessão da cirurgia de ceratoprótese, devido às características de “alto risco” das estruturas do segmento anterior. Quatro dos olhos com glaucoma preexistente apresentaram progressão após a cirurgia de ceratoprótese. Foi iniciado um tratamento antiglaucomatoso adicional em 2 olhos, enquanto outros 2 olhos receberam o implante de um segundo dispositivo de drenagem de glaucoma. Foram observadas complicações pós-operatórias em 3 olhos (100%) com dispositivo de drenagem de glaucoma implantado 6 meses antes ou na mesma sessão da cirurgia de ceratoprótese tipo afácica com vitrectomia parcial, incluindo descolamento de retina regmatogênico em 2 olhos e endoftalmite bacteriana em 1 olho. Em 1 olho observou-se migração do óleo de silicone para a área subconjuntival através do tubo após vitrectomia via pars plana. Nenhum dos 3 olhos (0%) implantados com dispositivo de drenagem de glaucoma anos antes da cirurgia de ceratoprótese apresentou complicações do segmento posterior, exceto progressão glaucomatosa. Dos 11 olhos sem história prévia de glaucoma, 3 (27,3%) apresentaram alta pressão intraocular e alterações do disco glaucomatoso após cirurgia de ceratoprótese, condições que podem ser controladas clinicamente.
Conclusões: Nesta coorte, os olhos com glaucoma pré-existente foram mais difíceis de manejar, comparados àqueles que desenvolveram glaucoma após a cirurgia de ceratoprótese. Apareceram mais complicações retinianas quando o implante do dispositivo de drenagem de glaucoma foi realizado no máximo 6 meses antes da cirurgia de ceratoprótese do tipo afácico com vitrectomia parcial.
Keywords: Glaucoma/cirurgia; Pressão intraocular; Complicação pós-operatória; Implantação de prótese; Implante para drenagem de glaucoma
Abstract
Objetivo: Uma das desvantagens mais importantes do uso de stents Mini Monoka no reparo de lacerações canaliculares pediátricas é a perda prematura do stent. Neste estudo, objetivamos comparar os resultados clínicos dos stents monocanaliculares Mini Monoka e Masterka em crianças e discutir as possíveis causas da perda prematura do stent.
Métodos: Foram incluídos nesta revisão retrospectiva 36 pacientes <18 anos de idade que se submeteram ao reparo cirúrgico de uma laceração canalicular com um stent Mini Monoka ou Masterka e tiveram pelo menos 6 meses de acompanhamento após a remoção do stent. Foram analisados os dados demográficos, o mecanismo da lesão, o tipo de stent utilizado, a ocorrência de perda prematura de stent e o sucesso da intervenção. O sucesso foi definido como a ausência de epífora após a remoção do stent, sem a perda prematura deste.
Resultados: Vinte e sete pacientes preencheram os critérios do presente estudo e foram incluídos nas análises. O stent Mini Monoka foi usado em 14 pacientes (51,9%), enquanto o Masterka foi usado em 13 pacientes (48,1%). As características clínicas pré-operatórias, incluindo idade, sexo e mecanismo de lesão, foram semelhantes entre os dois grupos. A média de idade foi de 8,3 ± 5,5 anos no grupo Mini Monoka e de 7,8 ± 5,9 anos no grupo Masterka (p=0,61). Três pacientes do grupo Mini-Monoka (21,4%) tiveram que ser operados novamente por perda prematura do stent. Nenhuma perda prematura do stent foi observada no grupo Masterka. Como resultado, a taxa de sucesso foi de 78,6% no grupo Mini Monoka e de 100% no grupo Masterka (p=0,22).
Conclusões: Embora nenhuma diferença estatisticamente significativa tenha sido detectada entre os dois grupos em termos de taxas de sucesso, não observamos nenhuma perda prematura de stent no grupo Masterka. São necessários mais estudos, com séries maiores e randomizadas, para chegar a maiores conclusões sobre esses achados.
Keywords: Traumatismos oculares; Aparelho lacrimal/lesões; Ducto nasolacrimal; Lacerações; Stents; Microcirurgia; Intubação/métodos; Laceração canalicular; Criança; Estudo comparativo
Abstract
Objetivo: Comparar os achados oculares em longo prazo de crianças que se submeteram à cirurgia de catarata congênita antes dos dois anos de idade e receberam uma injeção intracameral de triancinolona no intraoperatório ou usaram prednisolona oral no pós-operatório para modular a inflamação ocular.
Métodos: Neste estudo prospectivo de coorte, todos os pacientes que participaram de um ensaio clínico anterior, que analisou os resultados cirúrgicos de 1 ano da cirurgia de catarata congênita usando triancinolona intracameral (Grupo de Estudo) ou prednisolona oral (Grupo Controle), eram elegíveis para participar. Os prontuários médicos dos pacientes foram revisados e as crianças foram submetidas a um exame oftalmológico completo no acompanhamento final. As principais medidas de desfecho foram: achados biomicroscópicos, pressão intraocular, espessura central da córnea, a necessidade de intervenções cirúrgicas adicionais e achados compatíveis com glaucoma.
Resultados: Vinte e seis olhos (26 pacientes) foram incluídos (Grupo de Estudo = 11 olhos; Grupo de Controle = 15 olhos). O seguimento médio foi de 8,2 ± 1,2 anos e 8,1 ± 1,7 anos nos Grupos de Estudo e Controle, respectivamente (p=0,82). Todos os olhos apresentavam lente intraocular centrada. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos com relação à presença de sinéquia posterior (p=0,56), pressão intraocular (p=0,49) ou espessura central da córnea (p=0,21). Nenhum dos olhos preencheu os critérios diagnósticos para glaucoma, apresentou opacificação secundária do eixo visual ou foi reoperado.
Conclusão: Os achados oculares em longo prazo de crianças que se submeteram à cirurgia de catarata congênita e receberam uma injeção intracameral de triancinolona no intraoperatório foram semelhantes aos que usaram prednisolona oral no pós-operatório para modular a inflamação ocular, sugerindo que a triancinolona intracameral pode substituir a prednisolona oral na cirurgia de catarata congênita, facilitando o tratamento pós-operatório e a adesão ao mesmo.
Keywords: Catarata congênita; Triancinolona; Prednisolona; Esteroides; Complicações pós-operatórias; Criança
Abstract
PURPOSE: Posterior capsule rupture is defined as an intraoperative posterior capsule tear resulting in vitreous loss. This study aimed to analyze the clinical characteristics, preoperative risk factors, intraoperative management strategies, and postoperative complications associated with posterior capsule rupture during phacoemulsification surgery.
METHODS: This was a retrospective observational cohort study of the medical records for 25,224 phacoemulsification surgeries performed at our tertiary eye care center between 2017 and 2022. We collected and collated the demographic characteristics and clinical findings of the patients in our cohort. Intraoperative management strategies and postoperative outcomes over a 1-year followup period were also recorded.
RESULTS: Posterior capsule rupture occurred in 351 eyes (351 patients), giving an overall posterior capsule rupture rate of 1.3%. The mean patient age was 68.6 ± 10.8 years. Pseudoexfoliation syndrome, mature cataracts, brown cataracts, and surgery performed by a resident were identified as risk factors for posterior capsule rupture (p<0.05 for each; the risk ratios were 2.70, 2.15, 2.44, 1.34, respectively). The most common intraoperative complications were dislocated lens fragments in the vitreous (8%) and iris damage (7.1%). The mean best-corrected visual acuity improved from 1.31 ± 0.84 (logMAR) postoperatively to 0.51 ± 0.56 at the end of the 1-year follow-up period (p<0.001). Corneal edema (55.6%) and elevated intraocular pressure (33.3%) were the most common early postoperative complications. Persistently elevated intraocular pressure (11.1%) and cystoid macular edema (5.1%) were the most common late postoperative complications.
CONCLUSION: Posterior capsule rupture is a common complication of phacoemulsification surgery that requires prolonged postoperative follow-up and a multidisciplinary approach. Despite the increased incidence of complications when rupture occurs, appropriate intraoperative and postoperative management can lead to satisfactory visual outcomes.
Keywords: Cataract extraction; Phacoemulsification; Posterior capsule rupture; Corneal edema; Risk factors; Postoperative complications; Intraoperative complications
Abstract
PURPOSE: The purpose of this study is to assess the long-term outcomes of modified transcanalicular diode laser dacryocys torhinostomy in a large cohort of patients affected by primary acquired nasolacrimal duct obstruction.
METHODS: This study, conducted from January 17 to June 2022, encompassed 141 patients (159 procedures) who underwent modified transcanalicular diode laser dacryocystorhinostomy (MT-DCR). The procedure employed an 810-nm diode laser. Patients were monitored for at least a year after the intervention. Anatomical success was determined by ostium patency upon irrigation, while functional success referred to epiphora resolution. Parameters studied included patient demographics, procedure duration, complications, and both anatomical and functional success. Statistical analysis was performed using the Statistical Package for the Social Sciences software, with results considered significant at a 95% confidence interval (p≤0.05).
RESULTS: A total of 159 lacrimal drainage systems (141 patients: 112 women and 29 men) were included in this study. Among them, 18 underwent bilateral procedures. The average patient age was 58 years (range: 34-91 years), and the average surgical duration was 24 minutes (range: 18-35 minutes). One year after the surgery, MT-DCR exhibited anatomical and functional success rates of 84.9% (135/159) and 83% (132/159), respectively.
CONCLUSION: MT-DCR achieved an anatomical success rate of 84.9%, reflecting an excellent outcome. However, further extensive studies with larger sample sizes and longer follow-up periods are necessary to substantiate these findings.
Keywords: Lacrimal duct obstruction; Nasolacrimal duct/surgery; Dacryocystorhinostomy; Lacrimal apparatus diseases; Laser therapy/methods; Lasers, semiconductor/therapeutic use; Regeneration
Abstract
Apesar dos recentes avanços na cirurgia moderna de catarata e da aplicação de uma ampla gama de novos dispositivos, o deslocamento tardio de uma lente intraocular dentro do saco capsular continua a ser uma complicação devastadora, ainda que rara. Várias técnicas cirúrgicas e não cirúrgicas têm sido usadas para tratar esta complicação. Este é o relato de um caso de reposicionamento espontâneo de uma lente intraocular sub-luxada anteriormente dentro do saco capsular do olho esquerdo. Este reposicionamento pode ter sido causado pelos efeitos opostos da aplicação tópica simultânea de brimonidina e prednisolona. O deslocamento foi tratado sem manipulação agressiva ou intervenção cirúrgica.
Keywords: Midríase; Miose; Lentes intraoculares; Subluxação do cristalino/induzido quimicamente; Subluxação do cristalino/cirurgia; Complicações pós-operatórias
Abstract
A dacriocistocele é uma anormalidade facial benigna rara do sistema nasolacrimal, que pode ser detectada na rotina pré-natal durante o terceiro trimestre da gravidez. O ultrassom é o método de escolha, mas a ressonância magnética também pode ser usada em casos específicos. Na maioria das vezes, a dacriocistocele é um achado temporário, que pode se resolver espontâneamente ainda no útero ou após o nascimento. Quando a anormalidade é bilateral e persiste na vida neonatal, pode levar a complicações respiratórias. Este é o relato do caso de um feto com dacriocistocele bilateral diagnosticada por ultrassom pré-natal no início do terceiro trimestre da gravidez, com reabsorção espontânea após o nascimento.
Keywords: Dacriocistite/congênito; Dacriocistite/diagnóstico por imagem; Obstrução dos ductos lacrimais/congênito; Obstrução dos ductos lacrimais/diagnóstico por imagem; Ultranosografia pré-natal
Abstract
A dacriocistite aguda de retenção é uma entidade incomum, o que contribui para que o diagnóstico e o tratamento não sejam corretos. Estamos descrevendo um caso de dacriocistite aguda de retenção ocorrendo em um homem diabético de 61 anos que apresentou dor intensa, edema e sinais inflamatórios acima do tendão cantal medial esquerdo. Ele não tinha histórico anterior de epífora. A tomografia computadorizada indicou dacriocistite aguda. O tratamento clínico resultou na resolução completa da condição. A irrigação, um mês após o episódio agudo, indicou sistema excretor lacrimal pérvio. A obstrução temporária que evoluiu para uma dacriocistite aguda de retenção foi provavelmente secundária a alteração nasal ou supostos dacriolitos. O tratamento clínico conservador pode levar à resolução completa da dacriocistite aguda de retenção, sem necessidade de outros tratamentos.
Keywords: Dacriocistite; Obstrução dos ductos lacrimais; Doenças do aparelho lacrimal; Ducto nasolacrimal
Abstract
O lacrimejamento é um sinal comum na prática oftalmológica, porém frequentemente negligenciado. Os autores descrevem um caso de um paciente com epífora unilateral direita com 8 anos de história que só após evoluir com dacriocistite foi submetido a semiologia de vias lacrimais. Após o diagnóstico de obstrução baixa da via lacrimal foi submetido a cirurgia de dacriocistorrinostomia, onde o saco lacrimal de aparência atípica foi biopsiado e identificado como carcinoma espinocelular. O paciente foi submetido a ressecção oncológica do tumor seguido de radioterapia adjuvante, permanecendo livre de recidiva por 2 anos. Este caso ressalta a importância de investigar causas da epífora, especialmente quando unilateral, dada sua maior associação com a obstrução de via lacrimal. Uma semiologia oportuna das vias lacrimais podem evitar atrasos no diagnóstico de obstrução secundárias a neoplasia, que apesar de incomuns, são potencialmente fatais.
Keywords: Obstrução dos ductos lacrimais; Doenças do aparelho lacrimal; Neoplasias oculares; Carcinoma de células escamosas; Imagem por ressonância magnética; Tomografia computadorizada por raios X; Humano; Relato de casos
Abstract
OBJETIVO: A sondagem lacrimal tem sido o tratamento de escolha para a obstrução lacrimonasal congênita que não apresenta resolução espontânea. Contudo, não há consenso sobre qual é a melhor época para a realização da sondagem e se ela é melhor do que outras terapias. O objetivo foi avaliar a efetividade da sondagem lacrimal no tratamento da obstrução lacrimonasal congênita.
MÉTODO: Uma revisão sistemática da literatura foi realizada usando as plataformas eletrônicas PubMed, EMBASE, CENTRAL, clinicaltrials.gov e LILACS até o período de dezembro de 2019. Foram considerados ensaios clínicos randomizados envolvendo crianças com obstrução lacrimonasal congênita submetidas a sondagem lacrimal. A extração dos dados e avaliação do risco de viés foram feitas por dois autores independentemente. A análise da qualidade da evidência para cada desfecho foi realizada por meio do sistema GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation).
RESULTADOS: Quatro ensaios clínicos randomizados foram incluídos, envolvendo 423 participantes. A metanálise mostrou que não houve diferença estatística na resolução da obstrução lacrimonasal congênita entre o grupo submetido à sondagem lacrimal precoce e o submetido à observação/sondagem tardia (2 estudos; risco médio 1.00 [intervalo de confiança de 95% 0.76, 1.33] p=0,99, I2=79%, baixa certeza de evidência). Um estudo evidenciou melhores resultados da intubação bicanalicular com silicone em comparação a sondagem tardia no subgrupo das obstruções lacrimonasais congênitas complexas, (1 estudo; risco médio 0.56 [intervalo de confiança de 95% 0.34, 0.92] p=0,02, moderada certeza de evidência).
CONCLUSÕES: Há evidências de baixa qualidade de que a sondagem precoce tem a mesma taxa de sucesso que a sondagem tardia. Evidências de moderada certeza sugerem que a sondagem tardia tem menor chance de sucesso do que a intubação bicanalicular com silicone em casos de obstruções lacrimonasais congênitas complexas.
Keywords: Obstrução dos ductos lacrimais/congênito; Obstrução dos ductos lacrimais/terapia; Lactente
Abstract
The creation of a scleral flap during trabeculectomy can be complicated by a buttonhole, partial amputation at the limbus, and extensive thinning. In some cases, the procedure must be aborted to prevent more serious postoperative complications. This report describes a technique of converting complicated trabeculectomy into ab externo cyclodialysis. A 41-year-old patient with congenital glaucoma presented with a perforated scleral wall with the choroidal tissue exposed during the dissection of the partial-thickness scleral flap. By using a Barraquer cyclodialysis spatula through the scleral perforation, the choroid was separated from the sclera up to the scleral spur over 30º into the anterior chamber. The sclera and conjunctiva/Tenon were sutured with 10-0 nylon single sutures. Two months later, the intraocular pressure was reduced to 16 mmHg with no hypotensive topical medications. This case illustrates an alternative approach to managing a flap-related perioperative complication in trabeculectomy, which yielded good early results.
Keywords: Glaucoma/surgery; Trabeculectomy; Ophthalmologic surgical procedures /adverse effects; Cyclodialisys; Postoperative complications
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