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Search for: Glaucoma, neovascular/diagnosis; Glaucoma, neovascular/physiopathology; Glaucoma neovascular/drug therapy; Glaucoma drainage implants; Angiogenesis inhibitors/therapeutic use; Vascular endothelial growth factor A; Light coagulation; Neuroprotection; Revie
Abstract
Objetivo:Analisar os resultados a longo prazo obtidos com o implante de Schocket modificado. Métodos: Os prontuários de 45 pacientes (45 cirurgias) submetidas ao implante de Schocket modificado com pelo menos um ano de acompanhamento foram analisados. Estudou-se as taxas de sucesso (sucesso=Po<22 mmHg), tempo de sobrevida, diagnóstico, acompanhamento pós-operatório, Po inicial e final, redução percentual pós-operatória da pressão intra-ocular (Po) e complicações. Resultados: Após um acompanhamento médio de 31,9 ± 19,9 meses 28 casos (62,2%) foram considerados sucesso. O tempo médio de sobrevida foi de 38,9 meses com probabilidade de sucesso de 0,74 por volta dos 30 meses. A Po inicial foi de 37,2 ± 11,3 e a final de 16,3 ± 9,3 mmHg, com redução de 49,6 ± 32,6 %. A análise das taxas de sucesso e sobrevida entre os diferentes grupos diagnósticos (glaucoma e afacia, neovascular, congênito e pós-ceratoplastia) não revelou diferença estatisticamente significante. Conclusão: Os resultados sugerem que o implante de Schocket modificado propicia um controle satisfatório de glaucomas refratários a longo prazo.
Keywords: Glaucoma; Implantes oculares
Abstract
Objetivo: Comparar as alterações nos parâmetros do segmento anterior após a cirurgia ExPRESS Mini Glaucoma Shunt vs. trabeculectomia usando a câmera Scheimpflug Pentacam rotativa.
Métodos: Neste estudo comparativo prospectivo, 27 pacientes com glaucoma tratados no Centro Médico Rabin de 2009 a 2013 foram incluídos neste estudo comparativo prospectivo: 19 participantes (19 olhos) foram submetidos ao implante de derivação ExPRESS e 12 (13 olhos) foram submetidos à trabeculectomia. Alterações nos parâmetros da câmara anterior no dia 1 e em 3 meses de pós-operatório foram avaliadas pelas imagens de Scheimpflug.
Resultados: A pressão intraocular diminuiu significativamente em relação aos valores iniciais nos dois grupos. A diminuição nos dois grupos foi semelhante no 3º mês pós-operatório (p=0,82). A cirurgia com ExPRESS causou um aumento temporário do astigmatismo posterior da córnea (p=0,008) e uma diminuição temporária da profundidade da câmara anterior (p=0,016) e do volume (p=0,006) no primeiro dia do pós-operatório. Ao final de três meses, esses parâmetros não foram mais estatisticamente significativos (p=0,065, p=0,51 e p=0,57, respectivamente). A trabeculectomia causou um aumento temporário do astigmatismo anterior e posterior da córnea no primeiro dia do pós-operatório (p=0,003 e p=0,005, respectivamente), mas isso não foi observado ao final de 3 meses (p=1,0 e p=1,0, respectivamente). Após 3 meses, tanto o EXPRESS quanto a trabeculectomia mostraram alterações semelhantes nos parâmetros da câmara anterior.
Conclusões: O implante ExPRESS Mini para glaucoma e a trabeculectomia diminuíram significativamente a pressão intraocular e tiveram efeitos temporários nos parâmetros do segmento anterior, com pequenas diferenças entre os métodos.
Keywords: Glaucoma/cirurgia; Implantes para drenagem de glaucoma; Trabeculectomia/métodos; Pressão intraocular
Abstract
Objetivo: Comparar a viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior com o implante de válvula de glaucoma de Ahmed para glaucoma secundário após remoção de óleo de silicone.
Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo de 43 olhos pseudofácicos vitrectomizados com glaucoma persistente após a remoção de óleo de silicone. Os pacientes foram randomizados para viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior ou implante de válvula de Ahmed. Todos os pacientes foram examinados no primeiro dia, na primeira semana e 1, 3, 6, 9, 12, 18 e 24 meses após a cirurgia. Observaram-se complicações pós-operatórias. O sucesso foi definido como uma pressão intraocular entre 6 e 20 mmHg e uma redução da pressão intraocular >30% em comparação com a pressão intraocular pré-operatória.
Resultados: Foram designados 22 olhos para o grupo da viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior e 21 olhos para o grupo do implante de válvula de Ahmed. A pressão intraocular média pré-operatória foi de 35,5 ± 2,6 mmHg para o grupo da viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior e pós- e de 35,5 ± 2,4 mmHg no grupo do implante de válvula de Ahmed. e Os valores pós-operatórios foram de 16,9 ± 0,7 mmHg e 17,9 ± 0,9 mmHg para esses mesmos grupos, respectivamente (p<0,0001). Ambos os grupos tiveram uma redução estatisticamente significativa da pressão intraocular em relação aos valores pré-operatórios (p<0,0001) em todos os momentos do acompanhamento. A taxa de sucesso não qualificado nos grupos da viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior e do implante de válvula de Ahmed foi de 72,73% e 61,9%, respectivamente. A complicação mais comum foi o hifema, autolimitado e mínimo.
Conclusões: Tanto a viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior quanto o implante de válvula de Ahmed são eficazes na redução da pressão intraocular no glaucoma após injeção de óleo de silicone, mas a viscotrabeculotomia com irrigação em câmara anterior proporcionou maior redução da pressão intraocular e maiores taxas de sucesso, com complicações mínimas.
Keywords: Implante para drenagem de glaucoma; Glaucoma; Descolamento retiniano; Óleo de silicone; Trabeculectomia; Injeção intravítrea; Pressão intraocular; Complicação pós-operatória; Solução oftálmica; Dexametasona; Ofloxacino.
Abstract
Objetivos: Avaliar a sensibilidade ao contraste em pacientes virgens de tratamento com retinopatia diabética proliferativa de não alto risco, submetidos a panfotocoagulação retiniana com injeções intravítreas de ranibizumabe versus panfotocoagulação isolada.
Métodos: Sessenta olhos de 30 pacientes foram randomizados em dois grupos: um submetido a panfotocoagulação com injeções de ranibizumabe (grupo estudo), e o outro submetimedo a panfotocoagulação isolada (grupo controle). Todos olhos foram tratados em 3 sessões de laser, seguindo recomendação do Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (ETDRS). Avaliação da sensibilidade ao contraste foi realizada sob condições fotópicas (85 cd/m2) com tabela Visual Contrast Test Sensitivity 6500, permitindo avaliação de cinco frequências espaciais medidas com redes senoidais: 1.5, 3.0, 6.0, 12.0 e 18.0 ciclos por grau de ângulo visual (cpd). Foram realizadas medidas dos limiares de sensibilidade ao contraste intra e entre grupos na visita inicial, no 1º, 3º, e 6º mês de seguimento.
Resultados: Cinquenta e oito olhos, 28 do grupo estudo e 30 do grupo controle, atingiram o término do estudo. Análise comparativa da SC entre os grupos mostrou diferença estatisticamente significante, nas baixas frequências espaciais, no 1º mês em 1.5 cpd (p=0,001) e 3.0 cpd (p=0,04), no 3º mês em 1.5 cpd (p=0,016) e no 6º mês em 3.0 cpd (p=0,026) a favor do grupo estudo.
Conclusão: O tratamento com panfotocoagulação associada a injeção de ranibizumabe parece causar menos danos a sensibilidade ao contraste quando comparada com panfotocoagulação isolada em olhos com retinopatia diabética proliferativa de não alto risco. Dessa forma, os resultados apresentados podem justificar a associação do ranibizumabe à panfotocoagulação nestes pacientes.
Keywords: Retinopatia diabética; Fotocoagulação; Ranibizumab; Bevacizumab; Sensibilidade de contraste; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Injeção intravítrea.
Abstract
Objetivo: Descrever a frequência, as características clínicas, as complicações e o manejo do glaucoma em olhos submetidos a implantes de ceratoprótese.
Métodos: Pacientes submetidos à cirurgia de ceratoprótese entre junho de 2010 e janeiro de 2020 foram avaliados retrospectivamente em termos de glaucoma associado e prognóstico.
Resultados: Dos 17 pacientes submetidos à cirurgia de ceratoprótese, em 9 (52,9%) foi constatado glaucoma subjacente ou induzido por ceratoprótese. Cinco olhos (29,4%) tinham glaucoma subjacente e receberam a implantação de um dispositivo de drenagem de glaucoma pelo menos 6 meses antes da cirurgia de ceratoprótese. Um olho (5,9%) com pressão intraocular normal teve implantado um dispositivo de drenagem de glaucoma na mesma sessão da cirurgia de ceratoprótese, devido às características de “alto risco” das estruturas do segmento anterior. Quatro dos olhos com glaucoma preexistente apresentaram progressão após a cirurgia de ceratoprótese. Foi iniciado um tratamento antiglaucomatoso adicional em 2 olhos, enquanto outros 2 olhos receberam o implante de um segundo dispositivo de drenagem de glaucoma. Foram observadas complicações pós-operatórias em 3 olhos (100%) com dispositivo de drenagem de glaucoma implantado 6 meses antes ou na mesma sessão da cirurgia de ceratoprótese tipo afácica com vitrectomia parcial, incluindo descolamento de retina regmatogênico em 2 olhos e endoftalmite bacteriana em 1 olho. Em 1 olho observou-se migração do óleo de silicone para a área subconjuntival através do tubo após vitrectomia via pars plana. Nenhum dos 3 olhos (0%) implantados com dispositivo de drenagem de glaucoma anos antes da cirurgia de ceratoprótese apresentou complicações do segmento posterior, exceto progressão glaucomatosa. Dos 11 olhos sem história prévia de glaucoma, 3 (27,3%) apresentaram alta pressão intraocular e alterações do disco glaucomatoso após cirurgia de ceratoprótese, condições que podem ser controladas clinicamente.
Conclusões: Nesta coorte, os olhos com glaucoma pré-existente foram mais difíceis de manejar, comparados àqueles que desenvolveram glaucoma após a cirurgia de ceratoprótese. Apareceram mais complicações retinianas quando o implante do dispositivo de drenagem de glaucoma foi realizado no máximo 6 meses antes da cirurgia de ceratoprótese do tipo afácico com vitrectomia parcial.
Keywords: Glaucoma/cirurgia; Pressão intraocular; Complicação pós-operatória; Implantação de prótese; Implante para drenagem de glaucoma
Abstract
Purpose: To assess the outcomes of the trabecular bypass as replacement therapy for medications in pharmacologically controlled vs. pharmacologically uncontrolled open-angle glaucoma patients.
Methods: This was a retrospective study of eyes treated with first- (iStent) or second-generation (iStent inject) trabecular bypass. Group 1 consisted of eyes with pharmacologically controlled intraocular pressure <18 mmHg and Group 2 consisted of eyes with pharmacologically controlled intraocular pressure ≥18 mmHg. The main outcomes measured were qualified (with or without medications) and unqualified or complete (without medications) success rates at different target intraocular pressures, mean reduction (%) in medication use, and proportion of medication-free eyes.
Results: The mean age was 70.4 years in Group 1 (n=105) and 68.1 years in Group 2 (n=65). Qualified success rates for intraocular pressure <18 mmHg, intraocular pressure <15 mmHg, and intraocular pressure <12 mmHg were similar between the groups (Group 1: 96.2%, 88.6%, and 32.4%, respectively; Group 2: 93.8%, 78.5%, and 21.5%, respectively; all p>0.05). Complete success rates were significantly higher in Group 1 than in Group 2: for intraocular pressure <18 mmHg (76.2% vs. 47.7%), intraocular pressure <15 mmHg (73.3% vs. 40.0%), and intraocular pressure <12 mmHg (14.3% vs. 4.6%). The mean reduction in medication use was higher in Group 1 than in Group 2. At the end of follow-up, 79.0% of eyes in Group 1 and 47.7% of eyes in Group 2 became medication-free.
Conclusions: Both groups showed high qualified success rates, but eyes with baseline pharmacologically controlled intraocular pressure <18 mmHg showed higher complete success rates and greater chances of achieving no need for medications.
Keywords: Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Extração de catarata; Glaucoma, ângulo aberto; Glaucoma/terapia; Glaucoma/cirurgia
Abstract
Objetivo: Apresentar nossos resultados de longo período de vitrectomia pars plana combinada com fotocoagulação panretiniana com endolaser, implantação da válvula Ahmed para glaucoma e/ou facoemulsificação em pacientes com glaucoma neovascular complicado. Métodos: Foram incluídos no estudo 15 olhos de 15 pacientes com glaucoma neovascular como complicação da retinopatia diabética e devido à oclusão isquêmica da veia central da retina. Todos os casos tiveram hemorragia vítrea. Além disso, 8 dos casos apresentaram diferentes graus de hifema. A injeção intravítrea de bevacizumabe foi administrada em todos os casos 3 dias antes da cirurgia. Facoemulsificação, vitrectomia pars plana e implantação da válvula Ahmed para glaucoma foram realizadas em 12 pacientes fáquicos. A vitrectomia pars plana e a implantação da válvula Ahmed para glaucoma foram realizadas em 3 pacientes pseudofáquicos. Complicações perioperatórias e pós-operatórias, valores de pressão intraocular e valores de melhor acuidade visual corrigida pré-operatório e pós-operatório foram registrados.
Resultados: O acompanhamento médio foi de 24,4 ± 14,56 meses. A média da pressão intraocular pré-operatória foi de 50,06 ± 7,6 mmHg. Em 1 dia, 7 dias e 1,3,6,12 meses, e última visita após cirurgia, a média da pressão intraocular foi de 11,06 ± 8,22, 12,66 ± 7,27, 13,8 ± 7,73, 18,64 ± 7,05, 19,28 ± 4,61, 16,28 ± 1,68 e 16,92 ± 2,12 mmHg, respectivamente (p=0,001 para cada visita de acompanhamento). A média da acuidade visual na última visita foi de 1,18 ± 0,42 logMar (p=0,001 para cada visita de acompanhamento). Vários graus de reações de hifema e fibrina foram registrados como complicações precoces pós-operatórias. Phthisis bulbi foi desenvolvido em um caso durante o acompanhamento. A cirurgia de revisão da válvula Ahmed para glaucoma foi necessária em 4 casos.
Conclusões: Os procedimentos cirúrgicos combinados que realizamos são seguros, eficazes e preferenciais, tanto em termos de controle da alta pressão intraocular quanto fornecimento de habilidades visuais razoáveis em pacientes com glaucoma neovascular complicado.
Keywords: Glaucoma neovascular/complicações; Vitrectomia; Implantes para drenagem de glaucoma; Facoemulsificação
Abstract
PURPOSE: This study aimed to report the surgical outcomes and success predictors of micropulse transscleral cyclophotocoagulation in eyes with refractory glaucoma.
METHODS: This was a noncomparative, interventional case series. Patients with refractory glaucomas, defined as eyes with prior incisional glaucoma surgery failure and uncontrolled intraocular pressure, who underwent micropulse transscleral cyclophotocoagulation between March 2017 and June 2021 were enrolled. A minimum follow-up period of 6 months was required. Preoperative and postoperative intraocular pressure, number of hypotensive medications, surgical complications, and any subsequent related events were recorded. Success criteria were as follows: 1) intraocular pressure reduction ≥20% and intraocular pressure ≤18 mmHg; 2) intraocular pressure reduction ≥30% and intraocular pressure ≤15 mmHg. The need for topical hypotensive medications was not considered a failure.
RESULTS: Seventy-nine (79) eyes (79 patients; mean age, 57.5 ± 20.6 years) were included. Overall, the median follow-up duration was 12.0 (interquartile interval, 6–24) months, and the mean intraocular pressure was reduced from 22.8 ± 6.8 mmHg to 15.5 ± 5.6 mmHg at the last follow-up visit (p<0.001). The mean number of medications was reduced from 2.8 ± 0.7 to 2.0 ± 1.0 (p<0.01). At 12 months postoperatively, the success rates for criteria 1 and 2 were 54.9% and 49.7%, respectively. Aside from one case of corneal ulcer, which fully resolved with clinical treatment, and two cases of persistent hypotony (with no visual acuity loss during follow-up), no other vision-threatening complications were observed during the postoperative period. The magnitude of intraocular pressure reduction at 1 month (adjusted to preoperative intraocular pressure; HR=1.01; p=0.002).
CONCLUSION: Our findings suggest that micropulse transscleral cyclophotocoagulation is a relatively effective alternative for managing refractory glaucomas, with minor postoperative complications. In addition, the initial intraocular pressure reduction was a statistically significant predictor of 1-year success in patients undergoing micropulse transscleral cyclophotocoagulation.
Keywords: Intraocular pressure/physiology; Glaucoma, open-angle/surgery; Trabeculectomy; Laser coagulation/methods; Tonometry, ocular/methods; Postoperative complications; Antihypertensive agents/therapeutic use.
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações precoces após a primeira injeção de anticorpos antifator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF) em casos de edema macular secundário à retinopatia diabética e oclusão da veia da retina e a relação entre essas alterações e o resultado a longo prazo.
MÉTODOS: Foram incluídos no estudo pacientes que receberam uma injeção de antifator de crescimento endotelial vascular para edema macular, virgem de tratamento e devido à oclusão da veia retiniana ou a retinopatia diabética. A espessura macular central foi medida no início do tratamento e no 1º dia, 2ª semana e 1º mês após a injeção, bem como na última visita, através de tomografia de coerência óptica de domínio espectral. Definiu-se uma “boa resposta” como uma redução ≥10% na espessura macular central no 1º dia após a injeção. Os pacientes foram reavaliados na última visita com relação à resposta ao tratamento no 1º dia após a injeção, com base em um resultado anatômico favorável, definido como uma espessura macular central <350 µm.
RESULTADO: Foram registrados 26 (44,8%) pacientes com edema macular e oclusão da veia da retina e 32 (55,2%) com edema macular e retinopatia diabética. O tempo médio de acompanhamento foi de 24,0 meses (desvio-padrão de 8,5 meses). Foi observada uma diminuição estatisticamente significativa da espessura macular central após o tratamento antifator de crescimento endotelial vascular tanto em pacientes com edema macular e oclusão da veia retiniana quanto naqueles com edema macular e retinopatia diabética (p<0,001 para ambos). Todos os pacientes com edema macular e oclusão da veia retiniana responderam bem no 1º dia pós-injeção. Todos os que responderam mal no 1º dia pós-injeção pertenciam ao grupo com edema macular e retinopatia diabética (n=16,50%). A presença de manchas hiperrefletivas foi maior nos pacientes que responderam mal do que naqueles que tiveram boa resposta no grupo com edema macular e retinopatia diabética (p=0,03). Um dos 42 (2,4%) pacientes com boa resposta total teve espessura macular central >350 µm, enquanto 5 (31,2%) do total de 16 pacientes com resposta ruim apresentaram espessura macular central >350 µm na última visita (p=0,003).
CONCLUSÃO: O resultado anatômico de longo prazo do edema macular secundário à oclusão da veia retiniana e à retinopatia diabética pode ser previsto pela resposta ao tratamento no 1º dia após a injeção de antifator de crescimento endotelial vascular.
Keywords: Edema macular; Retinopatia diabética; Diabetes mellitus; Oclusão da veia retiniana; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Inibidores da angiogênese; Resultado do tratamento
Abstract
PURPOSE:To evaluate the short-term safety and efficacy of bovine pericardium as a patch graft in glaucoma drainage implant surgery.
METHODS: We included 10 eyes from 10 patients with glaucoma. All patients underwent glaucoma drainage implant surgery using a bovine pericardial patch graft. The pericardial membrane was trimmed to 5 × 7 mm and used to cover the tube’s scleral track. Intraocular pressure, best-corrected visual acuity, and the number of antiglaucoma medications were assessed preoperatively and postoperatively on Days 1, 7, 14, 28, 45, 60, 75, and 90. Conjunctival hyperemia and intraocular inflammation were clinically graded postoperatively. Symptoms, including foreign body sensation, itching, and tearing, as well as postoperative complications, were recorded. Surgical failure was defined as tube exposure resulting from erosion of the overlying patch graft and conjunctiva.
RESULTS: The mean patient age was 63.4±15.6 years (range, 45–87 years). The most common postoperative symptom was foreign body sensation. During follow-up, three eyes developed asymptomatic thinning of the pericardial graft overlying the tube; in one of these eyes,
the thinning progressed to tube exposure (10.0%; 95% CI, 0.3–44.5). No cases of endophthalmitis were observed.
CONCLUSIONS: In this short-term follow-up study, bovine pericardium may be a viable alternative for coverage of glaucoma drainage implants. Larger studies with longer follow-up periods are warranted to confirm these findings.
Keywords: Glaucoma; Drainage; Glaucoma drainage implants; Foreign body; Visual acuity; Intraocular pressure; Antiglaucoma agents; Conjunctiva; Pericardium; Bovine
Abstract
PURPOSE: This study aims to compare the initial ocular discomfort symptoms resulting from trabeculectomy and Ahmed glaucoma valve implantation surgeries.
METHODS: A prospective comparative study was conducted. The evaluation of ocular discomfort employed a questionnaire designed to identify the frequency and severity of distinct symptoms: ocular pain, general discomfort, tearing, foreign body sensation, and burning. This questionnaire was administered prior to surgery as a baseline, and subsequently at 7, 30, and 90 days post-surgery. Simultaneously, the Ocular Surface Disease Index (OSDI) was applied at these same time intervals.
RESULTS: The study encompassed a total of 17 patients (9 undergoing trabeculectomy and 8 undergoing Ahmed glaucoma valve implantation). The Ahmed glaucoma valve implantation group exhibited higher tearing levels at baseline (p=0.038). However, no statistically significant differences in symptoms were observed between the two surgeries at 7 and 30 days post-surgery. At the 90-day mark following surgery, patients who had undergone trabeculectomy reported a significantly higher foreign body sensation (p=0.004). Although OSDI scores did not differ between groups at baseline, the trabeculectomy group showed significantly higher OSDI scores than the Ahmed glaucoma valve implantation group at 7, 30, and 90 days after surgery (p<0.05).
CONCLUSION: Post-surgery, patients who had undergone trabeculectomy experienced increased foreign body sensation. Trabeculectomy appears to cause greater early postoperative ocular discomfort compared to the Ahmed glaucoma valve implantation group.
Keywords: Glaucoma/surgery; Paresthesia; Trabeculectomy; Glaucoma drainage implants; Postoperative care
Abstract
PURPOSE: As superotemporal implantation of the Ahmed glaucoma valve is not always feasible in cases of refractory glaucoma, this study examined the characteristics and surgical outcomes of cases in which the valve was implanted in a nonsuperotemporal quadrant using a modified long scleral tunnel technique.
METHODS: This retrospective case-control study included 37 eyes with nonsuperotemporal quadrant-Ahmed glaucoma valve implantation in Group 1 and 69 eyes with superotemporal Ahmed glaucoma valve implantation in Group 2. The demographic characteristics of these groups, surgical outcomes, including complications, further surgical interventions, and surgical success rates were compared. Surgical success was defined as an intraocular pressure not exceeding 21 mmHg, accompanied by a minimum reduction of 20% in intraocular pressure from the baseline without any additional intraocular pressure-lowering procedures, and the absence of light perception loss or phthisis bulbi.
RESULTS: Group 1 had significantly higher numbers of eyes with secondary glaucoma and preoperative surgical procedures than Group 2 (p<0.05). Both groups had mean preoperative intraocular pressure values, and mean intraocular pressure values at the last visit of 34.2 and 27.9 months, 35.5 ± 1.5 and 35.8 ± 1.2 mmHg, and 14.5 ± 5 and 14.9 mmHg, respectively. Although both groups had 70.2% and 75.8% as their five-year cumulative probability of success, respectively, the rates of complications, revisional surgery, and additional surgical procedures did not differ significantly (p>0.05).
CONCLUSION: The modified long scleral tunnel technique for Ahmed glaucoma valve implantation in nonsuperotemporal quadrants achieves intraocular pressure control and complication rates comparable to superotemporal implantation.
Keywords: Glaucoma/surgery; Sclera/surgery; Glaucoma drainage implant; Intraocular pressure; Tenon capsule
Abstract
Relato de caso de paciente 56 anos, sexo masculino, com histórico de vitrectomia via pars plana por descolamento de retina em olho direito e posterior implante de dispositivo de drenagem por glaucoma secundário. Dois anos após o procedimento foi encaminhado ao serviço por baixa de acuidade visual (AV) de 20/200 (1.00 LogMAR). À fundoscopia, observou-se uma elevação amelanótica temporal no equador com hipótese diagnóstica de melanoma de coroide amelanótico. O exame de ultrassom mostrou implante de dispositivo de drenagem justabulbar temporal superior com comunicação transescleral para espaço subcoroidal (fístula), sugerindo bolsão focal de descolamento de coroide em equador temporal superior simulando melanoma de coroide amelanótico. O paciente foi abordado cirurgicamente devido membrana epirretiniana com nova vitrectomia via pars plana para peeling de membrana limitante interna, sem repercussões no local da fístula, evoluindo bem com acuidade visual de 20/70 (0.55 LogMAR). Ao nosso conhecimento, este é o primeiro caso relatado nessa condição.
Keywords: Descolamento retiniano; Desprendimento da retina; Glaucoma; Implantes para drenagem de glaucoma; Neoplasias da coroide; Melanoma; Angiofluoresceínografia; Dexametasona; Humanos; Relatos de casos.
Abstract
Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a principal causa de perda de visão em pessoas idosas. É também um desafio médico e socioeconômico. O tratamento da degeneração macular relacionada à idade seca baseia-se na suplementação vitamínica. Novos tratamentos estão focados na prevenção da progressão da degeneração e tentativas de repovoar a mácula atrófica. A degeneração macular relacionada à idade neovascular experimentou um grande avanço com o advento dos inibidores do fator de crescimento endotelial anti-vascular (anti-VEGF); no entanto, apesar do ranibizumab, aflibercept e bevacizumab serem eficazes na redução do comprometimento visual grave, os pacientes geralmente perdem visão ao longo do tempo. Portanto, a busca por novas terapias, tratamentos e diagnósticos é de fundamental importância. Os estudos estão focados em novos fármacos sobre fator de crescimento endotelial anti-vascular, inibidores nucleosideos da transcriptase reversa, anticorpos contra esfingosina-1-fosfato, fator de crescimento derivado de plaquetas, terapia genética e RNA de interferência. A terapia para degeneração macular relacionada à idade está prestes a melhorar como resultado desses estudos clínicos em andamento.
Keywords: Degeneração macular; Inibidores da angiogenese; Tratamento farmcalológico; Neovascularização de coroide; Fator A de crescimento do endotélio vascular
Abstract
O implante de dispositivos de drenagem para glaucoma (DDGs) é uma opção terapêutica valiosa, principalmente em crianças com glaucoma refratário ao tratamento cirúrgico primário. Os dispositivos de drenagem para glaucoma têm sido utilizados principalmente quando a cicatrização conjuntival dificulta a cirurgia fistulizante ou procedimentos angulares prévios não foram eficazes no controle da pressão intraocular. Apesar das complicações conhecidas, o uso de dispositivos de drenagem para glaucoma em crianças tem aumentado nos últimos anos, inclusive como opção cirúrgica primária. Nesta revisão, atualizamos os resultados de estudos recentes envolvendo o implante de dispositivos de drenagem para glaucoma em crianças, discutindo novos avanços e comparando diferentes dispositivos, taxas de sucesso e complicações.
Keywords: Glaucoma congênito; Implantes para drenagem de glaucoma; Tonometria ocular; Drenagem; Pressão intraocular
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