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Search for: Retinal vessels; Retinal perforations; Laser surgery; Vitreous hemorrhage
Abstract
OBJETIVOS: Comparar as taxas de sucesso anatômico da vitrectomia e tamponamento de gás SF6 na cirurgia de buraco macular com e sem a postura pronada pós-operatória.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional, longitudinal e retrospectivo de séries de casos. O estudo incluiu 52 olhos de 52 pacientes submetidos à vitrectomia posterior via pars-plana com peeling de membrana limitante interna auxiliada por azul trypan e tamponamento com gás SF6 a 25% para os estágios 2, 3 e 4 dos buracos maculares. Após a cirurgia, todos os pacientes foram orientados a manter um regime postural pós-operatório: 31 pacientes foram orientados a não realizar posição pronada de cabeça, enquanto 21 foram orientados a manter uma pronada pós-operatória por 7 dias. O objetivo principal foi a análise da taxa de fechamento do buraco macular. A análise estatística foi realizada usando Epi-Info 7.1.
RESULTADOS: Um total de 47 (90,3%) pacientes obtiveram fechamento do buraco macular. O grupo de postura não pronada e o grupo de postura pronada obtiveram taxas de fechamento de 90,3%, e 90,4%, respectivamente; essas taxas não foram significativamente diferentes. A análise estatística revelou que não houve diferenças significativas relacionadas ao gênero, idade, duração do buraco macular, estágio do buraco macular, acuidade visual corrigida pré e pós-operatória entre os dois grupos.
CONCLUSÃO: Nossos resultados sugerem que a cirurgia para buraco macular com o uso de gás de curta duração (SF6) é segura e eficaz e que a manutenção de uma orientação pós-operatória de não-pronada também é segura. No entanto, essas recomendações devem ser avaliadas em um estudo prospectivo e randomizado para delinear de forma abrangente os riscos e benefícios associados.
Keywords: Perfurações retinianas; Vitrectomia; Cirurgia vitreorretiniana; Hexafluoreto de enxofre/administração & dosagem; Fluorocarbonetos/administração & dosagem; Decúbito dorsal; Cuidados pós-operatórios
Abstract
Objetivo: Avaliar os segmentos anterior e posterior em recém-nascidos a termo durante um período de 1,5 anos.
Métodos: Foram analisados recém-nascidos a termo que tiveram os olhos examinados entre junho de 2019 e dezembro de 2020, e os resultados foram registrados retrospectivamente.
Resultados: O estudo foi composto por 2.972 recém-nascidos com média de uma semana de nascimento de 38,7 ± 1,2 semanas e um peso médio ao nascer de 3235 ± 464 g. Os recém-nascidos foram examinados em média pós-natal de 49,3 ± 18,9 dias. Dos recém-nascidos, 185 (6,2%) apresentaram resultados oculares anormais. Os achados oculares anormais mais prevalentes foram hemorragia da retina em 2,3% (n=68) e alterações brancas na retina periférica em 1,9% (n=55) dos recém-nascidos. Casos de patologias de disco óptico (n=20), nevo de coroide (n=10), coloboma iris-coroide (n=5), hemorragia subconjuntival (n=6), alteração pigmentar da retina não específica (n=4), catarata congênita (n=3), Sinequia posterior (n=3), nevo da íris (n=3), opacidade da córnea (n=1), coloboma de coroide (n=1), coloboma de íris (n=1), buftalmos (n=1), anoftalmia (n=1), microftalmia (n=1), hemangioma de pálpebra (n=1) e hemorragia vítrea (n=1) contabilizaram coletivamente cerca de 2% dos recém-nascidos. As patologias que potencialmente prejudicam a visão, detectadas por exame ocular, representaram 1,2% dos recém-nascidos (n=37).
Conclusão: O achado mais prevalente de exames oculares de recém-nascidos neste estudo foi hemorragia da retina. Exames oftalmológicos em recém-nascidos podem ser úteis na identificação de doenças que podem impactar a visão deles, podendo ser curáveis ou levar à ambliopia no longo prazo.
Keywords: Anormalidades do olho/diagnóstico; Hemorragia retiniana; Triagem neonatal; Seleção visual; Humanos; Recém-nascido.
Abstract
OBJETIVO: Pode ocorrer redução da espessura da camada de células ganglionares em pacientes diabéticos sem retinopatia. As relações desse achado pré-clínico com a espessura da retina ou a densidade reduzida de vasos parafoveais não foram estabelecidas. Este estudo investigou as relações da espessura da camada de células ganglionares com a espessura da retina e densidade dos vasos parafoveais em pacientes com e sem diabetes.
MÉTODOS: Estudo prospectivo, observacional, transversal que utilizou angiotomografia de coerência óptica para comparar pacientes não diabéticos (grupo 1) com pacientes diabéticos sem retinopatia (grupo 2). As médias da espessura da camada de células ganglionares, espessura macular e densidade dos vasos parafoveais (central, interno e completo) foram comparadas entre os grupos (teste U de Mann-Whitney) e suas relações foram avaliadas em cada grupo (Teste de Spearman Rho).
RESULTADOS: No total, 68 olhos foram incluídos neste estudo: 34 no grupo 1 e 34 no grupo 2. A espessura da camada de células ganglionares não diferiu entre os grupos em nenhum setor. Houve fortes correlações positivas entre os campos 2 (parafoveal superior), 3 (parafoveal temporal) e 4 (parafoveal inferior) do mapa da espessura macular da tomografia de coerência óptica e a espessura da camada de células ganglionares em todos os setores dos dois grupos. A média da densidade central dos vasos foi menor nos pacientes diabéticos. Somente no grupo 1, as alterações de espessura da camada de células ganglionares nos setores inferior e nasal inferior foram parcialmente explicadas pela densidade do vaso interno (r2=0,32 e r2=0,27).
CONCLUSÕES: A média da espessura da camada de células ganglionares não foi menor em pacientes diabéticos sem retinopatia do que em pacientes não diabéticos. Além disso, exibiu uma correlação substancial com a espessura macular total. A densidade dos vasos parafoveais diminui antes do desbaste da camada de células ganglionares.
Keywords: Diabetes Mellitus; Células ganglionares da retina; Vasos retinianos; Angiofluoresceínografia; Mácula lútea; Tomografia de coerência óptica; Tonometria ocular
Abstract
Objetivo: Determinar os efeitos da deficiência de vitamina D nos microvasos da retina usando angiotomografia de coerência óptica.
Métodos: Este estudo foi planejado para ser do tipo caso-controle observacional. Foram avaliados 98 olhos de pacientes com deficiência de vitamina D e 96 olhos de participantes saudáveis com nível sérico de vitamina D superior a 30 ng/mL. Foram adquiridas imagens de varredura centralizadas na mácula, com um tamanho de 6,00 × 6,00 mm. Mediram-se a densidade dos vasos nos plexos capilares superficial e profundo da retina, a área da zona avascular foveal e a área do fluxo coriocapilar.
Resultados: Os grupos mostraram-se semelhantes em relação à melhor acuidade visual corrigida, ao gênero, ao comprimento axial, ao erro refrativo, à idade e à pressão intraocular ajustada. O nível médio de vitamina D foi significativamente menor no grupo de estudo (p=0,021). As densidades total, parafoveal e perifoveal do plexo capilar profundo foram significativamente maiores no grupo de estudo que no grupo controle (respectivamente, p=0,012, p=0,014 e p=0,023). As áreas da zona avascular foveal e do fluxo coriocapilar foram semelhantes nos dois grupos (respectivamente, p=0,37 e p=0,27). Além disso, houve uma forte correlação negativa do nível sérico de vitamina D com as densidades vasculares medidas em toda a imagem e nas regiões parafoveais e perifoveais do plexo capilar profundo no grupo de estudo (respectivamente, ρ de Spearman = -0,71, p=0,043; ρ de Spearman = -0,79, p=0,011; e ρ de Spearman = -0,74, p=0,032).
Conclusão: Pode ocorrer um aumento na densidade vascular da retina devido a alterações estruturais dos vasos causadas pela deficiência de vitamina D. O aumento da densidade vascular, especialmente no plexo capilar profundo, pode ser usado para o diagnóstico precoce da vasculopatia associada à deficiência de vitamina D.
Keywords: Deficiência de vitamina D; Vasos retinianos/fisiopatologia; Doenças vasculares/ prevenção & controle; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: investigar os efeitos vasculares da fotobiomodulação com diodo emissor de luz utilizando membrana embrionária corioalantóide de ovos de galinhas em grupos com diferentes tempos de exposição e detectar as alterações morfológicas por meio de métricas quantitativas promovidas pela luz na arquitetura da rede vascular.
Métodos: Um aparelho de fototerapia com diodo emissor de luz no comprimento de onda de 670 nm foi usado como fonte de fotobiomodulação. A luz vermelha foi aplicada a uma distância de 2,5 cm da superfície da membrana embrionária corioalantóide em 2, 4 ou 8 sessões de 90 s a arquitetura da rede vascular foi analisada por meio do software AngioTool (National Cancer Institute, USA). Usamos um grupo controle negativo tratado com 50 µL de solução salina tamponada com fosfato (PBS) pH 7,4 e um grupo controle positivo (Beva) tratado com 50 µL de solução de bevacizumabe (Avastin, Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A., Brasil).
Resultados: Uma diminuição no comprimento total do vaso foi detectada para o grupo Beva (24,96 ± 12,85%), e para todos os grupos que receberam terapia de luz vermelha de 670 nm, 34,66 ± 8,66% (2x), 42,42 ± 5,26% (4x) e 38,48 ± 6,96% (8x) em comparação ao grupo controle. A incidência de 5,4 J/cm2 em 4 sessões (4x) mostrou vasos mais regulares. A redução foi mais intensa nos grupos que receberam maior incidência de luz vermelha de 670 nm (4x e 8x).
Conclusão: A fotobiomodulação contribui para a redução da vascularização nos vasos da membrana embrionária corioalantóide de ovos de galinhas e mudanças na arquitetura da rede. Os achados deste experimento abrem a possibilidade de considerar um estudo clínico usando esta terapia em pacientes com doenças retinais com componentes neovasculares, especialmente degeneração macular relacionada à idade.
Keywords: Fotobiomodulação; Membrana corioalantoica; Terapia com luz vermelha; Angiogênese; Degeneração macular relacionada à idade; Vasos retinais
Abstract
PURPOSE: The volume of the vitreous chamber varies with the size of the eye. The space created in the vitreous cavity by a vitrectomy is called the vitrectomized space. The volume of the vitrectomized space is strongly correlated with the axial length of the eye. This study aims to present guidelines for estimating the using participants stratified by axial length, sex, and history of cataract surgery.
METHODS: This retrospective, observational, cross-sectional study included 144 randomly selected participants who underwent vitrectomies between 2013 and 2023. Before surgery, the axial lengths of participants' eyes were measured using optical biometrics. The axial lengths of the eyes in our sample were between 20-32 mm. In all cases, a complete vitrectomy was performed, followed by complete fluid-air exchange and injection of a balanced saline solution. The volume infused was recorded.
RESULTS: The median (interquartile range; range) volume of the vitrectomized space was 6.1 (3.8; 3.1-11.3) mL in men and 6.1 (3.3; 3.2-11.2) mL in women (p=0.811). The median volume of the vitrectomized space was 5.9 (3.6; 3.1-11.2) mL in patients with phakic lenses and 6.25 (3.6; 3.3-11.3) mL in those with pseudophakic lenses (p=0.533). A positive correlation was found between the axial length and the volume of the vitrectomized space in this sample (r=0.968; p<0.001). In a cubic polynomial regression, the coefficient of determination was 0.948. Similar results were observed in both sexes and in both phakic and pseudophakic patients. The estimated cubic polynomial regression equation for this sample was VVS = 0.000589052857847605 × AL3 - 0.025114926401582700 × AL2 + 0.685961117595624000 × AL - 5.088226672620790000.
CONCLUSION: We developed this axial length estimation of the volume of vitrectomized space as a guideline for the determination of vitrectomized space volume using axial length.
Keywords: Cataract extraction; Retinal perforations/surgery; Epiretinal membrane/surgery; Vitreous body; Axial length, eye; Vitrectomy; Biometry/methods; Diagnostic techniques, ophthalmological; Guidelines as topic.
Abstract
Objetivo: Avaliar a densidade vascular do plexo capilar superficial e profundo da retina, usando angiografia por tomografia de coerência óptica em pacientes com oclusão de ramo da veia central da retina, comparando o olho afetado com o contralateral do mesmo paciente e ambos com olhos normais.
Métodos: Estudo transversal. Incluídos dezesseis pacientes com oclusão de ramo da veia central da retina sem tratamento prévio. Pacientes com exames de baixa qualidade, altas ametropias, outras patologias de retina ou coróide foram excluídos. Para comparação, trinta e um pacientes sem doença ocular foram selecionados. Todos foram submetidos a cinco exames angiografia por tomografia de coerência óptica, apenas aqueles com pelo menos dois exames de boa qualidade permaneceram no estudo. Os testes Kruskal-Wallis, Wilcoxon, e Mann-Whitney foram utilizados.
Resultados: Densidades vasculares mais baixas do plexo capilar superficial e plexo capilar profundo foram observadas quando olhos com oclusão de ramo da veia central da retina foram comparados com os contralaterais: densidade total (p=0,02 para plexo capilar superficial, p=0,049 para plexo capilar profundo), densidade parafoveal (p=0,02 para plexo capilar superficial, p=0,011 para plexo capilar profundo). Comparando olhos acometidos com olhos normais, também foram observadas densidades vasculares mais baixas de plexo capilar superficial e plexo capilar profundo: densidade total (ambos com p<0,001) e densidade parafoveal (ambos com p<0,001). Quando os olhos contralaterais foram comparados aos normais, tanto a densidade total do plexo capilar superficial e plexo capilar profundo (ambos com p=0,001) quanto a densidade parafoveal (plexo capilar superficial com p=0,001, plexo capilar profundo com p<0,001) foram menores. Ao se realizar uma subanálise, minimizando o fator hipertensão arterial, esta diferença não se manteve.
Conclusões: Densidades vasculares mais baixas do plexo capilar superficial e do plexo capilar profundo foram observadas em olhos com oclusão de ramo da veia central da retina. Além disso, a presença de densidades vasculares mais baixas nos olhos contralaterais mostra que já existem alterações nesses olhos antes das alterações clínicas, devido a alterações inicias da retinopatia hipertensiva.
Keywords: Oclusão de veia retiniana; Capilares/patologia; Vasos retinianos/fisiopatologia; Fóvea central; Tomografia de coerência óptica; Angiofluoresceinografia
Abstract
Objetivo: Determinar as taxas de fechamento de buracos maculares idiopáticos grandes tratados com vitrectomia posterior e técnica de flap invertido 360 graus pediculado de membrana limitante interna, sem posicionamento de cabeça pós-operatório e definir melhora visual, tipos de fechamento do buraco macular e integridade das camadas retinianas externas como objetivo secundário.
Métodos: Este estudo foi uma série retrospectiva de casos. Todos os pacientes foram submetidos a vitrectomia com flap invertido 360 graus pediculado de membrana limitante interna e tamponamento com gás, sem posição de cabeça no pós-operatório. Idade, gênero, tempo de redução da acuidade visual, outras patologias oculares e status do cristalino foram compilados. Medida de melhor acuidade visual corrigida e tomografia de coerência óptica foram registradas durante as visitas de pré e pós-operatório (15 dias e 2 meses após cirurgia).
Resultados: Vinte olhos de 19 pacientes foram incluídos neste estudo. A idade média foi de sessenta e seis anos. Um total de 19 olhos (95%) atingiu fechamento do buraco, observado através das imagens de tomografia de coerência óptica após 2 meses de cirurgia. Melhor acuidade visual corrigida média aumentou +1,08 pré-operatória para +0,66 LogMAR em 2 meses de cirurgia (p<0,001), com média de 20 letras de melhora visual (0,4 LogMAR) na tabela do Early Treatment Diabetic Retinopathy Study. Dois tipos de fechamento do buraco foram observados: V (47,36%) e U (52,63%).
Conclusão: A técnica de flap invertido 360 graus pediculado de membrana limitante interna, sem posicionamento de cabeça no pós-operatório promoveu elevada taxa de fechamento (95%), reestabelecimento das camadas retinianas externas, fechamento com contorno foveal dos tipos V e U, além de melhora visual na maioria dos casos de BMI grandes (mesmo nos buracos maiores que 650 μm). Esta técnica pode representar uma alternativa para o tratamento de buracos maculares grandes em pacientes impossibilitados de cumprir o tradicional posicionamento de cabeça pós-operatório.
Keywords: Perfurações retinianas; Cuidados pós-operatórios; Vitrectomia; Cirurgia vitreorretiniana
Abstract
PURPOSE: To assess whether low-concentration brimonidine (0.025%) improves early postoperative signs and symptoms following femtosecond laser-assisted in situ keratomileusis and photorefractive keratectomy without affecting pupil diameter or flap safety.
METHODS: This prospective, randomized, double-masked, contralateral-eye, single-center study was conducted between January and September 2024. In each patient, one eye received 0.025% brimonidine 15–30 min before surgery (mean: 21.3 ± 2.4 min), whereas the fellow eye received 0.15% sodium hyaluronate (control). Primary outcomes on postoperative Day 1 included subconjunctival hemorrhage laser-assisted in situ keratomileusis and patient-reported symptoms (0–10 scale; composite score). Pupil diameter was measured pre-ablation. Statistical analyses included McNemar and paired t tests, with a significant threshold of α=0.05.
RESULTS: A total of 124 patients were included (54 laser-assisted in situ keratomileusis and 70 photorefractive keratectomy). Pupil diameter did not differ significantly between brimonidine-treated and control eyes (laser-assisted in situ keratomileusis: 2.63 ± 0.47 vs. 2.69 ± 0.42 mm, p=0.273; photorefractive keratectomy: 2.56 ± 0.44 vs. 2.61 ± 0.39 mm, p=0.116). In laser-assisted in situ keratomileusis, subconjunctival hemorrhage occurred less frequently in brimonidine-treated eyes both intraoperatively (9.3% vs. 46.3%, p<0.001) and on postoperative Day 1 (9.3% vs. 50.0%, p<0.001). Composite symptom scores were significantly lower in brimonidine-treated eyes in both laser-assisted in situ keratomileusis and photorefractive keratectomy groups (p=0.001 for both).
CONCLUSIONS: Preoperative administration of low-concentration brimonidine (0.025%) significantly reduced subconjunctival hemorrhage in laser-assisted in situ keratomileusis without comprising flap integrity. It also improved early postoperative symptoms in laser-assisted in situ keratomileusis and photorefractive keratectomy, without affecting pupil diameter. These findings support the use of dilute brimonidine as a safe and effective adjunct to enhance the immediate postoperative experience in refractive surgery.
Keywords: Brimonidine tartrate; Postoperative pain; Subconjunctival hemorrhage; Refractive surgery; Hemorrhage; Keratomileusis, laser in situ; Photorefractive keratectomy
Abstract
Objetivos: Avaliar a segurança e eficácia a longo prazo da vitreólise com Nd:YAG laser para moscas volantes sintomáticas, uma vez que permanece como um procedimento controverso devido a falta de evidência científica robusta sobre a manutenção dos resultados e ocorrência de efeitos adversos.
Métodos: Este estudo é uma extensão observacional de um ensaio clínico prospectivo, randomizado, duplo cego, previamente publicado. Oito de treze pacientes que foram submetidos a vitreólise com YAG laser foram acompanhados para uma reavaliação tardia, dezoito meses após o procedimento, para avaliar a eficácia e segurança do procedimento.
Resultados: Todos os pacientes mantiveram a melhora na sintomatologia notada ao final do procedimento original, com 25% dos casos apresentando melhora completa, e uma proporção semelhante (37,5%) demonstrando melhora significativa ou parcial. A melhora objetiva na opacidade foi similar ao achado no seguimento original de 6 meses. O questionário de qualidade de vida NEI-VFQ 25 não demonstrou diferença estatisticamente significativa nas respostas entre o sexto e o décimo oitavo mês de acompanhamento. Nenhum efeito adverso foi notado no exame clínico ou reportado pelos pacientes.
Conclusão: A eficácia da vitreólise observada ao sexto mês do acompanhamento foi mantida até o décimo oitavo mês, com todos os pacientes notando algum grau de melhora quando comparado ao estado pré procedimento. Nenhum efeito adverso tardio foi notado. Um ensaio clínico randomizado maior é necessário para confirmar a segurança do procedimento.
Keywords: Terapia a laser; Lasers de estado sólido; Vitrectomia; Corpo vítreo; Cirurgia vitreorretiniana; Acuidade visual; Doenças oculares; Qualidade de vida; Inquéritos e questionários
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the efficacy and clinical outcomes of a one-way fluid-air exchange procedure for the treatment of postvitrectomy diabetic vitreous hemorrhage in patients with proliferative diabetic retinopathy.
METHODS: This retrospective study included 233 patients with proliferative diabetic retinopathy, who underwent vitrectomy. A one-way fluid-air exchange procedure was performed in 24 eyes of 24 (10.30%) patients with persistent vitreous cavity rebleeding after the operation. Preprocedural and postprocedural best-corrected visual acuity values were achieved. Complications occurring during and after the procedure were analyzed.
RESULTS: Significant visual improvement was observed 1 month after the one-way fluid-air exchange procedure (2.62 ± 0.60 LogMAR at baseline vs. 0.85 ± 0.94 LogMAR at postprocedure, p<0.0001). Moreover, 19 (79.17%) eyes needed the procedure once, and 5 (20.83%) eyed had the procedure more than twice. In 3 (12.50%) eyes, reoperation was eventually required because of persistent rebleeding despite several fluid-air exchanges. No complication was observed during the follow-up.
CONCLUSIONS: The one-way fluid-air exchange procedure can be an excellent alternative to re-vitrectomy for patients with proliferative diabetic retinopathy suffering from postvitrectomy diabetic vitreous hemorrhage by removing the hemorrhagic contents directly and achieving fast recovery of visual function without apparent complications.
Keywords: Diabetic retinopathy; Vitrectomy; Vitreous body; Vitreous hemorrhage; Hemostatic techniques
Abstract
PURPOSE: To compare the injection of small amounts of undiluted C3F8 with the traditional gas injection in vitrectomy for macular hole treatment.
METHODS: This clinical trial included 26 individuals divided into two groups. Group 1 received an intravitreal injection of 0.9-1.0 mL of 100% C3F8, and Group 2 received 15-20 mL of 20% C3F8.
RESULTS: The median intraocular gas duration was 31 days in Group 1 and 34 in Group 2. The median letter gains in corrected distance visual acuity for the 26th postoperative week were 20 letters in Group 1 and 12.5 in Group 2. The median intraocular pressure was normal in both groups. Primary anatomical success was 11/13 in both groups.
CONCLUSIONS: The use of C3F8 gas in a small undiluted volume is an alternative that slightly reduces the duration of the gas without negatively affecting the anatomical and visual response.
Keywords: Retinal perforations/surgery; Vitrectomy; Sulfur hexafluoride/administration & dosage; Fluorocarbons/administration & dosage; Gases; Tomography, optical coherence
Abstract
Relatamos o caso de uma jovem com diminuição da visão do olho direito. Um mês antes do primeiro atendimento, a paciente desenvolveu pré-eclâmpsia grave com 22 semanas de gestação e interrompeu a gravidez. O exame de fundo revelou manchas algodonosas e exsudatos duros na mácula em ambos os olhos, com uma mancha amarela no centro da fóvea do olho direito. A tomografia de coerência óptica mostrou um buraco macular de espessura total com bordas cistoides elevadas no olho direito. A paciente foi diagnosticada com buraco macular secundário a pré-eclâmpsia e acompanhada para fechamento espontâneo. Um mês após a primeira visita, foi-lhe sugerida a intervenção cirúrgica, devido a um declínio em sua visão. Três meses depois, o paciente aprovou a cirurgia e foi submetida a uma vitrectomia via pars plana com retalho invertido de membrana limitante interna e tampão interno C3F8, o que proporcionou uma melhora anatômica e visual.
Keywords: Perfurações retinianas; Vitrectomia; Cirurgia vitreorretiniana; Pré-eclampsia; Tomografia de coerência óptica.
Abstract
Este é o relato do caso de um homem de 68 anos que procurou nosso ambulatório para exames de rotina. Quinze meses antes, ele havia se submetido a uma cirurgia conjunta de catarata e buraco macular idiopático de espessura total em seu olho direito, em outra instituição. Durante a consulta em nosso ambulatório, a melhor acuidade visual corrigida no olho direito era de contagem de dedos. O exame do fundo evidenciou um buraco macular idiopático de espessura total naquele olho, o que foi confirmado por uma tomografia de coerência óptica de domínio espectral. Uma nova cirurgia foi oferecida, mas o paciente recusou. Vinte e um meses após sua primeira consulta (36 meses após a cirurgia), a tomografia de coerência óptica de domínio espectral revelou o fechamento espontâneo do buraco macular idiopático de espessura total, com uma lacuna na zona elipsoide foveal. Na última consulta, 22 meses após o fechamento do buraco macular idiopático de espessura total, a melhor acuidade visual corrigida foi de 20/25 e a lacuna na zona elipsoide havia diminuído.
Keywords: Perfurações retinianas/cirurgia; Cirurgia vitreorretiniana; Falha de tratamento; Fatores de tempo; Remissão espontânea; Humanos; Relato de caso
Abstract
Neonato de 7 semanas, do sexo masculino, nascido de parto cesárea, apresentou sorologia positiva para dengue com hemorragias retinianas e pré-retinianas, opacidades vítreas e manchas algodonosas. O paciente e sua mãe haviam apresentado sorologias positivas para Non Structural Protein 1 através de ELISA. Achados na retina e no vítreo melhoraram em um período de dezesseis semanas. O exame de tomografia de coerência óptica de domínio espectral demonstrou arquitetura macular preservada. Neste relato de caso, sugerimos que alterações na retina e no vítreo podem ser os achados oculares aparentes em neonatos com infecção vertical por dengue, e que estes podem se resolver sem maiores sequelas estruturais.
Keywords: Dengue; Complicações infecciosas na gravidez; Transmissão vertical de doenças infecciosas; Manifestações oculares; Hemorragia retiniana; Hemorragia vítrea; Humanos; Doenças do recém-nascido; Relatos de casos
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