Showing of 1 until 15 from 230 result(s)
Search for: Polyarteritis nodosa; Polyarteritis nodosa; Adrenal cortex hormones; Eye manifestations; Optic neuropathy ischemic; Retinal vasculitis
Abstract
Objetivo: Identificar manifestações oculares em pacientes na fase crônica da febre Chikungunya e descrever seu perfil sociodemográfico.
Métodos: Estudo transversal com a inclusão de pacientes com confirmação sorológica de febre Chikungunya. Todos os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo, incluindo testes específicos de função lacrimal (teste de ruptura do filme lacrimal, teste de Schirmer e teste da lissamina verde).
Resultados: Foram avaliados 64 olhos de 32 pacientes. A maioria dos pacientes eram do sexo feminino (71,9%) e a idade média foi 50,0 ± 13,7 anos. O intervalo médio entre a confirmação sorológica e o exame oftalmológico foi de 12,7 ± 7,7 meses. Vinte pacientes (62%) apresentaram olho seco. Não houve significância estatística na associação entre olho seco e o tempo de diagnóstico da infecção (p=0,5546), idade (p=0,9120), sexo (p=1,00), raça (p=0,2269), artralgia durante a infecção aguda (p=0,7930), dor retro-orbitária (p=0,3066) e conjuntivite (p=1,00).
Conclusão: A presença de olho seco foi a manifestação mais prevalente observada. Não foram observados sinais de inflamação intraocular ou baixa acuidade visual.
Keywords: Febre Chikungunya; Vírus Chikungunya; Síndromes do olho seco; Infecções oculares virais; Infecção por Arbovírus; Manifestações oculares.
Abstract
Objetivo: Examinar o efeito de infiltrados sub-epiteliais corneanos nas propriedades biomecânicas da córnea após ceratoconjuntivite epidêmica, em comparação com controles saudáveis.
Métodos: Este estudo transversal incluiu pacientes consecutivos com infiltrados sub-epiteliais corneanos bilaterais após ceratoconjuntivite epidêmica e controles saudáveis. Foram medidas a melhor acuidade visual corrigida, uma pontuação do infiltrado sub-epitelial da córnea, a escala de graduação de Fantes e a espessura central da córnea. A histerese da córnea, o fator de resistência da córnea, a pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann e a pressão intraocular compensada da córnea foram avaliados com o Ocular Response Analyzer.
Resultados: Este estudo incluiu 66 olhos de 33 pacientes com infiltrados corneanos sub-epiteliais após ceratoconjuntivite epidêmica e selecionou aleatoriamente 37 olhos de 37 voluntários saudáveis. As pontuações médias da escala de Fantes e dos infiltrados sub-epiteliais corneanos nos primeiros olhos acometidos foram respectivamente de 1,8 ± 0,8 e 2,9 ± 1,3. Nos olhos contralaterais, foram respectivamente de 1,3 ± 1,1 e 1,9 ± 1,7 (p=0,009 e p=0,002, respectivamente). O primeiro e o segundo olhos envolvidos tinham córneas significativamente mais finas (respectivamente 526,1 ± 28,1 µm; p=0,005 e 523,4 ± 38,1 µm; p=0,044) em comparação com os controles saudáveis (557,0 ± 38,1 µm). Embora a acuidade visual melhor corrigida tenha mostrado uma correlação positiva com o fator de resistência da córnea (r=0,363, p=0,045) e com a histerese da córnea (r=0,414, p=0,021), a pontuação dos infiltrados sub-epiteliais corneanos mostrou uma correlação negativa com a pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann (r=-0,479, p=0,006) e com a pressão intraocular compensada da córnea (r=-0,413, p=0,021).
Conclusão: Os olhos com infiltrados corneanos sub-epiteliais tinham córneas significativamente mais finas em comparação com os controles saudáveis. Ao se medirem os valores de pressão intraocular em pacientes com infiltrados sub-epiteliais corneanos, deve-se levar em consideração tanto as correlações positivas do fator de resistência da córnea e da histerese da córnea com a melhor acuidade visual corrigida quanto as correlações negativas da pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann e da pressão intraocular compensada da córnea com a pontuação do infiltrado sub-epitelial da córnea.
Keywords: Ceratoconjuntivite; Pressão intraocular; Epitélio corneano; Corticosteroides; Ciclosporina;Tonometria ocular
Abstract
Objetivo: Avaliar a frequência dos sintomas oftalmológicos, neurológicos e sistêmicos mais comuns em pacientes sintomáticos atendidos no serviço de triagem de COVID-19 do Hospital das Clínicas da UFPE.
Métodos: Cento e quatro pacientes com suspeita clínica de infecção por Sars-Cov-2 foram submetidos a avaliação médica e aplicação de questionário sobre a sintomatologia oftalmológica, neurológica e sistêmica. Todos os participantes do estudo tiveram exame de RT-PCR para COVID-19 solicitado.
Resultados: A média de idade foi de 38,8 anos, com 44,23% entre 31 e 40 anos. Mulheres corresponderam a 68,27% dos atendimentos e homens a 31,73%. Os sintomas mais frequentes nos pacientes com RT-PCR positivo foram: tosse (69,23%), febre (42,3%), mialgia (38,46%), hiposmia (38,46%), e ageusia (30,77%). Neste grupo, os sintomas oftalmológicos estiveram presentes em 34,61%, sendo: ardor (19,23%), dor ocular (11,54%), sensação de corpo estranho (7,7%), hiperemia (7,7%) e lacrimejamento (3,84%) os mais encontrados.
Conclusões: O quadro clínico sistêmico foi característico de infecção respiratória alta, porém os achados neurológicos de hiposmia e anosmia mostraram-se importantes marcadores para a suspeição dos casos de infecção por COVID-19. Os sintomas oftalmológicos dos pacientes com COVID-19 foram semelhantes aos presentes em outros quadros virais, podendo preceder o quadro sistêmico. Houve uma alta taxa de automedicação para os sintomas gerais quando comparado ao quadro oftalmológico.
Keywords: COVID-19; Infecções por coronavírus; SARS-CoV-2; Manifestações oculares; Triagem
Abstract
PURPOSE: To evaluate the efficacy of different corticosteroid eye drop formulations (prednisolone acetate 1.0%, dexamethasone 1.0%, and loteprednol etabonate 0.5%) administered for different treatment durations (10 vs. 28 days) in controlling postoperative inflammation following uncomplicated cataract surgery.
METHODS: This randomized, masked clinical trial was conducted at the Instituto Cearense de Oftalmologia. Eligible participants were aged ≥50 yr and scheduled for routine cataract surgery. Exclusion criteria included preexisting ocular disease (elevated intraocular pressure, retinopathy, maculopathy, or uveitis) or concurrent medication use that could confound results. Patients were randomized to receive prednisolone acetate (1.0%), dexamethasone (1.0%), or loteprednol etabonate (0.5%) four times daily for 28 days (with tapering) or for 10 days. Medication bottles, prescriptions, and examiners were masked. Postoperative assessments included ocular symptoms, visual acuity, intraocular pressure, anterior chamber cell count and flare, pachymetry, endothelial cell density, and macular thickness over a 30-day follow-up.
RESULTS: A total of 140 eyes from 140 patients were analyzed (29 prednisolone acetate 1.0%, 18 dexamethasone 1.0%, and 21 loteprednol etabonate 0.5% for 28 days; 28 prednisolone acetate 1.0%, 22 dexamethasone 1.0%, and 22 loteprednol etabonate 0.5% for 10 days). No significant differences were found among the six groups during follow-up. However, eyes treated with dexamethasone (1.0%) showed greater intraocular pressure fluctuations, particularly on Days 7 and 30, and a higher incidence of rebound inflammation in the 28-day regimen. Structural cystoid macular edema without visual impact was observed in 5.9% of eyes in the 28-day groups and 14.2% of eyes in the 10-day groups, as detected by optical coherence tomography at 30 days.
CONCLUSION: Equivalent postoperative inflammation control can be achieved using different corticosteroid eye drop formulations at varying treatment durations following cataract surgery. Brazilian Registry of Clinical Trials (ReBEC): RBR-2frpntv
Keywords: Adrenal cortex hormones; Cataract; Cystoid macular edema; Corticosteroids; Inflammation; Loteprednol etabonate; Ophthalmic solutions; Postoperative period; Intraocular pressure; Visual acuity
Abstract
PURPOSE: This study evaluated rates of thyroid eye disease-related eyelid surgeries, strabismus surgeries, and orbital decompressions in active thyroid eye disease patients treated with teprotumumab compared to those who were not.
METHODS: In this single-center longitudinal study, we compared patients with active thyroid eye disease evaluated from 02/01/2017 to 01/31/2020 (pre-teprotumumab era) with those seen from 02/01/2020 to 04/30/2023 (teprotumumab era). Patients from the pre-teprotumumab era who received corticosteroids and/or orbital radiation were compared with those in the teprotumumab era treated with teprotumumab, with or without corticosteroids and/or orbital radiation. The primary outcomes were rates of orbital decompressions, strabismus surgery, and eyelid surgery among patients with at least 6 months of follow-up. Orbital decompressions involving two or more walls were classified as severe.
RESULTS: Of 486 records reviewed, 106 patients had active thyroid eye disease. Among them, 33 were from the pre-teprotumumab era; 22 received corticosteroids and/or orbital radiation, and 11 received no treatment. Seventy three patients were from the teprotumumab era; 37 received teprotumumab (with or without corticosteroids and/or orbital radiation), 10 received corticosteroids and/or orbital radiation alone, and 26 received no treatment. Demographics were comparable between groups. Orbital decompression was performed in 11 of 44 eyes (25.0%) in the pre-teprotumumab era treated with corticosteroids and/or orbital radiation (8 one-wall, 3 ≥two-wall), compared to 3 of 74 eyes (4.1%) in the teprotumumab era treated with teprotumumab with or without corticosteroids and/ or orbital radiation (all one-wall). The overall rate of orbital decompressions and the rate of ≥two-wall decompressions were significantly lower in the teprotumumab era (p=0.02 and p=0.0496, respectively). There was no significant difference in one-wall decompressions between era (p=0.07). Rates of strabismus surgeries (27.3% vs. 13.5%, p=0.19) and eyelid surgeries (22.7% vs. 21.6%, p=0.92) did not significantly differ between the era.
CONCLUSIONS: In patients with active thyroid eye disease, treatment with teprotumumab was associated with a significantly lower rate and severity of orbital decompressions compared to treatment with corticosteroids and/or orbital radiation alone. However, the rates of strabismus and eyelid surgeries remained similar between groups.
Keywords: Teprotumumab; Adrenal cortex hormone; Decompression; Graves ophthalmopathy; Strabismus
Abstract
PURPOSE: We aimed to study reported cases of nasopharyngeal carcinoma presenting with ophthalmic manifestations with and without a prior diagnosis of nasopharyngeal carcinoma.
METHODS: We conducted a systematic review following the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). A literature search was conducted using the MEDLINE database in PubMed and Google Scholar. We included patients with a previous diagnosis of nasopharyngeal carcinoma in Group I and those without a prior diagnosis of nasopharyngeal carcinoma in Group II. Data included demographics, clinical presentation, history of nasopharyngeal carcinoma, treatment, histopathological description, World Health Organization classification, and outcome.
RESULTS: Fifty-eight patients (26 in Group I and 32 in Group II) were included. The male-to-female ratio was 3:1. The mean age of the patients (53.3 ± 11.7 years and 54.8 ± 16.2 years, respectively) and gender did not differ significantly between the two groups. The most common ocular presentations were diplopia and proptosis in the first group (each in 34.6%), whereas visual disturbance was most common in the second group (46.9%). Treatment options and World Health Organization grading were comparable. The outcome in 38 patients (after a comparable follow-up period) was significantly better in group II (p=0.003). There was no statistically significant difference in the outcome of 23 patients in correlation with World Health Organization grades II versus III irrespective of group (p=0.094).
CONCLUSIONS: The demographics of patients with nasopharyngeal carcinoma presenting with ophthalmic manifestations were similar between the two study groups, with a wide age range and male predominance. Patients presenting initially to ophthalmologists with no history of nasopharyngeal carcinoma have a more favorable outcome. World Health Organization grading may have less value as a prognostic indicator.
Keywords: Nasopharyngeal carcinoma; Carcinoma; Eye manifestations; Exophthalmos; Diplopia; Systematic review
Abstract
A Neurite óptica é uma importante causa de diminuição da visão devido à inflamação do nervo óptico. Por apresentar diversas etiologias faz-se necessário ampla investigação. A neuropatia óptica autoimune corresponde a uma doença rara que se manifesta com perda visual aguda, indolor e grave. A gravidade está associada a sua fisiopatogenia com componentes inflamatório e isquêmico. A positividade para marcadores de doenças autoimunes, mais comumente a elevação da titulação de anticorpos antinucleares, são fatores determinantes para o diagnóstico da neuropatia óptica autoimune. O tratamento é feito através de imunossupressão, com necessidade de altas doses de corticoide. Neste relato iremos descrever um paciente com neuropatia óptica autoimune. Discutiremos sobre a importância dos parâmetros laboratoriais e os achados de imagem da ressonância magnética para o diagnóstico.
Keywords: Neuropatia óptica autoimune; Neurite óptica; Desordem do espectro; Neuromielite óptica; Imagem de difusão por ressonância magnética; Neurite óptica
Abstract
A angeíte congelada é tipo específico de vasculite retiniana rara e grave. Pode ser idiopática ou secundária à doença sistêmica. Relatamos um incomum caso com associação ao lúpus eritematoso sistêmico, sendo a angeíte congelada uma das manifestações do quadro. Uma jovem de 13 anos, previamente hígida, apresentou queixa de baixa visual importante bilateral. À fundoscopia foi evidenciado o aspecto de angeíte de vasos congelados em ambos os olhos. Extensa investigação etiológica foi realizada com diagnóstico confirmado de lúpus eritematoso sistêmico. Poucos casos foram descritos na literatura.
Keywords: Lupus eritematoso sistêmico/complicações; Vasculite retiniana/etiologia; Vasculite retiniana/tratamento farmacológico; Imunossupressores/uso terapêutico; Relato de casos
Abstract
Trata-se de um relato de caso de um paciente do sexo masculino de 2 anos de idade com atraso cognitivo, anormalidades faciais e microcórnea no olho direito encaminhado para investigação oftalmológica. O exame oftalmológico inicial evidenciou hipertelorismo, epicanto, nistagmo, esotropia e microcórnea no olho direito. O exame sob anestesia revelou microftalmia no olho direito e coloboma de íris, retina e nervo óptico em ambos os olhos. Foi realizado sequenciamento completo do exoma que mostrou uma variante patogênica heterozigótica no PACS1. A variante patogênica no PACS1 em associação com os achados clínicos apresentados confirmou o diagnóstico da síndrome de Schuurs-Hoeijmakers). Acredita-se este seja o estudo a descrever microcórnea e microftalmia como manifestações oculares adicionais da síndrome de Schuurs-Hoeijmakers.
Keywords: Microftalmia; Nervo óptico; Manifestação ocular; Anormalidade múltipla/genética; Fenótipo; Síndrome; Deficiência do desenvolvimento
Abstract
Paciente feminina de 38 anos com queixa de fotopsias e perda visual indolor em seu olho direito 2 semanas após ter recebido a primeira dose de vacina de vírus inativo para COVID-19 (Sinovac/China National Pharmaceutical Group). Ao exame Oftalmológico, apresentava padrão granular macular, múltiplas lesões cinza-esbranquiçadas no polo posterior, associado à reação vítrea inflamatória. O diagnóstico de múltiplos pontos brancos evanescentes foi realizado após análise multimodal. A paciente foi tratada com corticosteroides sistêmico e evoluiu com melhora da acuidade visual e do quadro clínico.
Keywords: Múltiplos pontos brancos/diagnóstico; COVID-19; Infecção por coronavirus; Vacina; Vacinação; Corticosteroides
Abstract
Varíola do Macaco é uma zoonose viral com sintomas semelhantes aos observados no passado em pacientes com Varíola, embora seja clinicamente menos grave. Com a erradicação da varíola em 1980 e a subsequente cessação da vacinação contra a varíola, a varíola dos macacos emergiu como o ortopoxvírus mais importante em saúde pública. O vírus monkeypox ocorre principalmente na África central e ocidental, muitas vezes nas proximidades de florestas tropicais, e tem se manifestado cada vez mais em áreas urbanas. Os hospedeiros animais incluem uma variedade de roedores e primatas não humanos. O presente estudo relata o caso de um paciente com Monkeypox que evoluiu com queixa oftalmológica de desconforto ocular e conjuntivite e, à biomicroscopia e teste da fluoresceína, detecção de lesões conjuntivais. Alterações oftalmológicas da doença são, ainda, pouco conhecidas.
Keywords: Varíola dos macacos; Vírus da varíola dos macacos; Orthopoxvirus, Manifestações oculares; Conjuntivite
Abstract
Esse caso se refere a uma paciente de 69 anos, sexo feminino, com relato de baixa acuidade visual súbita e indolor no olho esquerdo, de início 2 dias após cirurgia de catarata sem complicações. A acuidade visual era de movimento de mãos e a biomicroscopia mostrou reação de câmara anterior moderada, sem hipópio, e lente intraocular posicionada dentro do saco capsular. A fundoscopia evidenciou edema de disco óptico, hemorragias difusas intrarretinianas superficiais e profundas, isquemia retiniana e edema macular. A avaliação cardiológica foi normal e os testes para trombofilia foram negativos. Ao final da cirurgia foi injetado antibioticoprofilaxia com vancomicina (1mg/0,1ml) na câmara anterior. A paciente foi diagnosticada com vasculite hemorrágica oclusiva da retina secundária à hipersensibilidade a vancomicina. O reconhecimento dessa entidade é importante para o tratamento precoce e para evitar o uso de vancomicina intracameral em caso de cirurgia de catarata no olho contralateral.
Keywords: Extração de catarata; Antibioticoprofilaxia; Hipersensibilidade a drogas; Edema macular; Vasculite retiniana
Abstract
Neonato de 7 semanas, do sexo masculino, nascido de parto cesárea, apresentou sorologia positiva para dengue com hemorragias retinianas e pré-retinianas, opacidades vítreas e manchas algodonosas. O paciente e sua mãe haviam apresentado sorologias positivas para Non Structural Protein 1 através de ELISA. Achados na retina e no vítreo melhoraram em um período de dezesseis semanas. O exame de tomografia de coerência óptica de domínio espectral demonstrou arquitetura macular preservada. Neste relato de caso, sugerimos que alterações na retina e no vítreo podem ser os achados oculares aparentes em neonatos com infecção vertical por dengue, e que estes podem se resolver sem maiores sequelas estruturais.
Keywords: Dengue; Complicações infecciosas na gravidez; Transmissão vertical de doenças infecciosas; Manifestações oculares; Hemorragia retiniana; Hemorragia vítrea; Humanos; Doenças do recém-nascido; Relatos de casos
Abstract
Uma mulher de 71 anos de idade apresentou neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica no nervo óptico com fibras nervosas peripapilares mielinizadas previamente registradas. Seu histórico médico foi significativo para hipertensão arterial sistêmica controlada, hiperlipidemia e diabetes mellitus. Em ambos os discos ópticos, a tacícula fisiológica esteve ausente. A neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica afetou principalmente os setores temporal e inferior da camada de fibras nervosas da retina peripapilar, como demonstrado pela tomografia de coerência óptica da camada de fibras nervosas da retina e pela angiotomografia de coerência óptica do disco óptico. Ao contrário de outros relatórios publicados, apenas uma ligeira regressão das fibras nervosas mielinizadas foi observada após um ano de acompanhamento. Isto pode ser explicado pelo fato da isquemia ter afetado principalmente os setores temporal e inferior peripapilares, enquanto as fibras nervosas de mielina eram nasal superior ao disco óptico.
Keywords: Neuropatia óptica isquêmica; Fibras nervosas mielinizadas; Doenças do nervo óptico; Tomografia de coerência óptica; Neovascularização retiniana; Acuidade visual; Humanos; Relato de casos
Abstract
Optic neuritis is an important cause of unilateral and acute visual loss in young adults, but other differential diagnoses should be considered, especially when the disease has an atypical presentation. This report presents the case of a young woman with reduced visual acuity in her right eye, associated with optic disc edema and a relative afferent pupillary defect, that was initially misdiagnosed as optic neuritis and subsequently found to have paracentral acute middle maculopathy, possibly secondary to subtle impending central retinal vein occlusion. This case emphasizes the need to remember that retinal vascular diseases can occasionally mimic optic neuritis. Detailed anamnesis and ophthalmic examination can avoid unnecessary interventions.
Keywords: Optic disc; Papilledema; Optic neuritis; Retinal diseases; Diagnosis, differential; Visual acuity; Diagnostic errors
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000