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Abstract
OBJETIVO: Descrever o caso de uma paciente portadora de orbitopatia de Graves com baixa visual no olho esquerdo há 9 meses e amaurose no direito há 20 dias secundária à neuropatia óptica. MÉTODOS: Foi realizada descompressão orbitária bilateral ínfero-medial por via transconjuntival. RESULTADOS: Após a cirurgia a paciente evoluiu lentamente com melhora progressiva da acuidade visual, obtendo 20/20 em ambos os olhos ao cabo de 10 meses. CONCLUSÕES: A descompressão orbitária é eficaz em restabelecer a visão em casos de amaurose por neuropatia óptica da orbitopatia de Graves com até 20 dias de instalação.
Keywords: Doenças do nervo óptico; Descompressão cirúrgica; Doença de Graves; Acuidade visual; Cegueira; Adulto; Feminino; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: A proposta deste estudo é descrever e analisar o comportamento palpebral após escuridão abrupta em indivíduos normais. MÉTODOS: Foram captadas imagens das pálpebras em ambiente claro e após escurecimento total. Os grupos foram crianças com idades entre 2 a 11 meses, 22 a 36 meses e adultos entre 19 e 61 anos. A distância entre o centro pupilar e a margem palpebral superior foi medida nas duas imagens. RESULTADOS: Houve elevação da pálpebra superior após privação de luz em todos os indivíduos, sendo que nas crianças houve maior amplitude. CONCLUSÕES: A privação de luz provoca elevação transitória da pálpebra superior em crianças e adultos.
Keywords: Escuridão; Pálpebras; Grupos etários; Lactente; Pré-escolar
Abstract
Os autores relatam 2 casos de pacientes com melanoma em cavidade anoftálmica secundária a eviscerações ocorridas há 30 e 60 anos. Em ambos os casos a análise histopatológica mostrou que o tumor estava aderido a remanescentes esclerais. A implicação desses casos foi discutida no contexto das indicações de evisceração e enucleação.
Keywords: Melanoma; Neoplasias uveais; Exenteração orbitária; Anoftalmia; Adulto; Relato de caso; Revisão
Abstract
A dacriocistite aguda comumente evolui para infecção pré-septal. Raramente a infecção localizada no saco lacrimal pode estender-se ao conteúdo orbitário resultando em celulite orbitária. Apresentamos um caso de abscesso orbitário intraconal secundário à dacriocistite aguda e uma revisão de literatura de celulite orbitária causada por infecção aguda do saco lacrimal.
Keywords: Doenças do aparelho lacrimal; Dacriocistite; Doenças orbitárias; Celulite; Abscesso; Infecções bacterianas; Relatos de casos
Abstract
Os estreptococos beta-hemolíticos do grupo A são os agentes mais comumente envolvidos na glomerulonefrite aguda pós-infecciosa. Relatamos um caso de glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda associada a um abscesso orbitário secundário à sinusite, em menino de 11 anos de idade, o qual foi tratado com ceftriaxona e clindamicina endovenosas e drenagem cirúrgica. Doze dias após tratamento de suporte, a função renal se normalizou. Também discutimos a importância desta grave e potencial complicação não supurativa das celulites orbitárias causadas pelos estreptococos beta-hemolíticos do grupo A.
Keywords: Celulite; Órbita; Glomerulonefrite; Infecções estreptocócicas; Infecções oculares bacterianas; Sinusite; Humanos; Crianças; Relatos de casos
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Objetivo: Avaliar os fatores epidemiológicos do tracoma no povoado de Simão. Métodos: Através de um trabalho de campo, examinou-se 412 indivíduos (178 homens e 234 mulheres) em um povoado da chapada do Araripe, vertente cearense. A mediana das idades foi de 34 anos para ambos os sexos. Coletaram-se dados relativos à epidemiologia do tracoma, realizando o diagnóstico de tracoma com lupa de 2,5x. Resultados: 304 (73,8%) indivíduos eram normais e 108 (26,2%) tracomatosos (5 TF, 98 TS, 3 TT e 2 CO). Quanto aos fatores socioeconômicos referentes aos indivíduos, os analfabetos apresentaram 1,9 vezes mais chances de terem tracoma (p<0,0001), mas os de maior poder aquisitivo foram mais acometidos (p<0,0001). Quanto ao aspecto da face, houve maior prevalência da doença nos que a apresentaram suja (p=0,432). Nos fatores socioeconômicos referentes à moradia, foi percebida diferença na análise multivariada apenas na variável número de pessoas por cômodo, que foi maior no grupo dos normais (p=0,010). Conclusões: A boa infraestrutura encontrada no povoado de Simão, principalmente a quantidade de casas com água encanada, associada ao bom hábito de higiene pessoal, favoreceram o encontro de baixa quantidade de formas infecciosas.
Keywords: Tracoma; Higiene pessoal; Infraestrutura sanitária; Doenças endêmicas; Brasil; Conglomerados espaço-temporais; Cuidadores
Abstract
A formação de granuloma tuberculoso na esclera posterior é um evento extremamente raro. Os poucos relatos de acometimento escleral na tuberculose referem-se a casos de esclerite anterior. No presente trabalho é descrito um caso de granuloma escleral posterior em um paciente portador de artrite reumatóide. A lesão provocou descolamento da retina e perda visual e só foi diagnosticada após enucleação por suspeita de melanoma de coróide.
Keywords: Tuberculose ocular; Tuberculose ocular; Mycobacterium tuberculosis; Esclera; Melanoma; Tuberculoma; Imunossupressores; Humano; Feminino; Idoso; Relatos de casos
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OBJETIVOS: A dacriocistorrinostomia externa é classicamente realizada por meio de incisão cutânea nasal. Há poucos relatos sobre a incisão transpalpebral, posicionada no sulco infraciliar da pálpebra inferior. O presente estudo tem por objetivo relatar os aspectos cosméticos e funcionais utilizando a técnica transpalpebral. MÉTODOS: Série de casos, intervencional e prospectivo. Foram incluídos 25 pacientes consecutivos (17 mulheres) com idades variando de 3 a 85 anos (média ± dp= 44,84 ± 23,67), que apresentavam dacriocistite crônica. A dacriocistorrinostomia foi unilateral em 24 casos e bilateral em 1 caso. A incisão transpalpebral foi posicionada no sulco infraciliar medial, com extensão de 10 a 15 mm. Foram realizadas fotografias digitais do canto interno (Nikon D70S, lente macro, resolução de 3008 x 2000 pixels) nos tempos pós-operatórios 1, 3 e 6 meses. A visibilidade da cicatriz foi avaliada por 3 observadores (oftalmologista, cirurgião plástico e cirurgião de cabeça e pescoço) utilizando a seguinte escala: 1= imperceptível, 2= minimamente visível, 3= moderadamente visível, 4= muito visível. RESULTADOS: A DCR foi realizada sem dificuldades e com sucesso funcional em 90,48% dos casos. A pontuação média para visibilidade da cicatriz foi de 2,19 (1º mês), 1,65 (3º mês) e 1,44 (6º mês). Houve 3 casos de ectrópio leve do ponto lacrimal que foram tratados conservadoramente. Um paciente apresentou piscar espontâneo incompleto, com resolução no primeiro mês de pós-operatório. CONCLUSÃO: A incisão transpalpebral é uma excelente via de acesso para realização da dacriocistorrinostomia. A cicatriz é pouco visível desde o primeiro mês após a cirurgia, mesmo em pacientes mais jovens. Os resultados funcionais são semelhantes ao das outras técnicas. Em pacientes mais idosos é necessário avaliação cuidadosa da frouxidão palpebral a fim de evitar a indução de ectrópio lacrimal.
Keywords: Dacriocistorrinostomia; Pálpebras; Cicatriz; Aparelho lacrimal; Humanos
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OBJETIVOS: Avaliar a posição da margem palpebral superior e a superfície ocular no tracoma cicatricial sem triquíase (TS). MÉTODOS: A localização da transição mucocutânea da pálpebra superior foi avaliada com lâmpada de fenda em 156 olhos de 78 pacientes com triquíase e de 130 olhos de 65 controles. A posição da transição mucocutânea foi classificada em relação à linha das glândulas de Meibômio em três categorias: a) anterior, b) sobre a linha e c) posterior a linha. A superfície ocular de todos os olhos foi avaliada com verde de lissamina. Todos os participantes responderam ao questionário sobre a presença e intensidade dos sintomas relacionados ao olho seco. RESULTADOS: Nos olhos com triquíase a localização da transição mucocutânea foi posterior à linha das glândulas de Meibômio em 55 (35,3%), sobre a linha em 77 (49,4%) e anterior à linha em somente 24 (15,4%). No grupo controle essa distribuição foi 5 (3,8%); 42 (42%) e 83 (63,8%). A positividade ao corante de lissamina e sintomas de olho seco também foram associados à triquíase. CONCLUSÃO: Diferentes graus de entrópio de pálpebra superior estão presentes no tracoma cicatricial mesmo na ausência de triquíase. Triquíase está associada à positividade ao corante verde lissamine e sintomas de olho seco. A conjuntivalização da margem palpebral pode ser um fator no desenvolvimento do olho seco tracomatoso.
Keywords: Tracoma; Cicatriz; Síndromes do olho seco; Entrópio; Pálpebras; Corantes verdes de lissamina; Questionários
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Objetivo: Descrever uma técnica de rotação marginal superior para a correção do entrópio cicatricial combinando incisão via sulco palpebral, tarsotomia e tração na lamela anterior sem o emprego de suturas externas. Métodos: Técnica cirúrgica. Os passos críticos da cirurgia incluem exposição completa da superfície anterior do tarso até a linha dos cílios e tarsotomia horizontal a 3 mm da margem palpebral, produzindo dois segmentos tarsais, marginal e distal. O fragmento distal é avançado sobre o marginal por meio de 3 suturas biagulhadas absorvíveis 6.0 passadas entre a margem do segmento tarsal distal e o músculo orbicular marginal. Dessa maneira, além da superposição tarsal as suturas tracionam o orbicular marginal evertendo simultaneamente a margem palpebral e a linha ciliar. Nenhum fio é exteriorizado. O retalho pretarsal miocutâneo era fechado com suturas de catugt 6,0. Resultados: Resultados: A técnica descrita foi utilizada em hospital terciário na Arábia Saudita, em 2013 e 2014. Sessenta pálpebras superiores de 40 pacientes (23 mulheres e 17 homens) foram operadas. A idade dos pacientes variou de 44 a 99 anos (média= 70,9 ± 13,01 anos). A cirurgia foi bilateral em 21 pacientes. O seguimento variou de 1 a 12 meses (média= 3,0 ± 2,71 meses). Em 24 pálpebras (40%) o seguimento foi superior a 3 meses. A posição da margem palpebral foi considerada boa em todos os casos. Somente 1 paciente com entrópio unilateral apresentou recidiva da triquíase (2 cílios). Conclusão: A margem palpebral de pacientes com entrópio cicatricial pode ser evertida utilizando-se incisão no sulco palpebral e suturas internas. A técnica descrita combina os princípios das cirurgias de Wies e Trabut e tem como principais vantagens incisão cosmética no sulco palpebral e o não uso de suturas externas. Adicionalmente, o acesso pelo sulco palpebral permite a correção de condições associadas, como dermatocálase, ptose ou retração palpebral.
Keywords: Cicatriz; Entrópio/cirurgias; Pálpebras/cirurgia; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Técnicas de sutura
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Objetivo: O aumento do TPS (porção pretarsal visível) e a diminuição do BFS (porção preseptal visível) estão associados com resultados favoráveis em mulheres submetidas a blefaroplastia estética. Os autores avaliaram a eficácia da cirurgia de blefaroplastia superior associada ou não à técnica (sutura de brassiere) em aumentar o TPS e diminuir o BFS.
Métodos: Estudo prospectivo, comparativo, randomizado de uma série de casos de 100 pálpebras (50 pacientes mulheres) tratados com blefaroplastia superior por um único cirurgião. Os pacientes foram randomizados para ser submetidos a tradicional blefaroplastia superior (com sutura única da pele) ou para realizarem sutura de fixação do músculo orbicular no periósteo (sutura de brassiere) antes da sutura de pele. Foi analisado idade do paciente, tempo de acompanhamento, complicações e tratamento. A média do TPS, BFS e relação TPS/BFS foram medidas antes e depois da cirurgia em três pontos anatômicos.
Resultados: Cinquenta e seis pálpebras (28 pacientes) foram submetidas à tradicional blefaroplastia e 44 pálpebras (22 pacientes) fizeram a blefaroplastia superior associado com sutura de brassiere. Em ambos os grupos, os testes t pareados indicam diferenças significativas entre as avaliações pré-operatórias e pós-operatórias (p<0,05) para os parâmetros da pálpebra nos três pontos anatômicos estudados. Contudo, ao comparar os resultados da relação TPS, BFS e TPS/BFS entre os grupos (usando ANOVA bidirecional), não há diferença estatisticamente significante (p>0,05).
Conclusão: Suturas de brassiere com blefaroplastia superior e blefaroplastia tradicional foram associadas com um aumento no pós-operatório do TPS, diminuição do BFS, e aumento da relação TPS/BFS, contudo sem diferença estatisticamente significativa entre essas cirurgias.
Keywords: Blefaroplastia/cirurgia; Blefaroplastia/métodos; Pálpebras/cirurgia; Técnicas de sutura
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Objetivos: Avaliar a biocompatibilidade das esferas produzidas por impressora tridimensional em evisceração.
Pacientes e métodos: Evisceração por olho cego doloroso foi realizada em 10 pacientes consecutivos (8 mulheres, idade média: 46.8 ± 14.2 anos). Os implantes esféricos foram produzidos pelo sistema de prototipagem rápida utilizando dados tridimensionais computadorizados. O material utilizado para produção dos implantes foi a resina fotocurável Fullcure®. A avaliação da toxicidade sistêmica do material foi realizada por meio da dosagem de marcadores bioquímicos (creatina fosfoquinase, aspartato aminotransferase, alanina aminotransferase, albumina, creatinina, ureia, fosfatase alcalina, e proteína C-reactiva) antes da cirurgia e aos 12 meses de pós-operatorio. A avaliação da toxicidade local foi realizada por meio do registro qualitativo dos sinais inflamatórios no lado operado durante o primeiro mês de pós-operatório. O tamanho dos implantes foi medido em tomografias computadorizadas (CT) aos 2 e 12 meses de pós-operatório.
Resultados: A avaliação bioquímica mostrou que os marcadores estudados não sofreram alterações significativas após a cirurgia. Nenhum paciente apresentou sinais de inflamação atípica, infecção, exposição ou extrusão. A avaliação tomográfica não demonstrou mudanças nos tamanhos dos implantes.
Conclusão: O presente trabalho é o primeiro estudo clínico realizado para atestar a biocompatibilidade dos implantes orbitais de resina fotocurável Fullcure. A produção dos implantes pela técnica de impressão tridimensional, utilizando essa resina, permite a disponibilização rápida e acurada do produto final
Keywords: Exenteração orbitária; Doenças orbitárias/reabilitação; Órbita/cirurgia; Impressão tridimensional; Resinas acrílicas/uso terapêutico; Materiais biocompatíveis; Implantes orbitários
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Objetivo: O objetivo do presente estudo é mensurar a simetria interocular do contorno da pálpebra superior por meio de um novo método de quantificação de contorno palpebral com curvas de Bézier.
Métodos: A ferramenta de curva de Bézier do software ImageJ foi utilizada para extrair os contornos palpebrais direito e esquerdo de 75 sujeitos normais. A variabilidade interobservador de 29 contornos palpebrais do olho direito obtidos por dois observadores diferentes foi estimada pelo coeficiente de superposição de duas curvas e pela análise das diferenças das posições do pico do contorno. Análise de variância de dois fatores foi empregada para testar a média do coeficiente de superposição entre os contornos direito e esquerdo quanto ao sexo e segmento palpebral. A mesma análise foi utilizada para comparar a localização do pico do contorno dos olhos direito e esquerdo.
Resultados: O coeficiente de superposição obtidos por observadores independentes variou ente 93,5% e 98,8% com média de 96,1% ± 1,6 DP. A diferença das médias da localização do pico do contorno palpebral foi de 0,02 mm. A simetria entre os contornos dos olhos direito e esquerdo não diferiu entre o sexo feminino e masculino e esteve na faixa de variabilidade do método para o coeficiente de superposição e localização do pico do contorno.
Conclusões: O contorno da pálpebra superior é altamente simétrico. As linhas Bézier permitem uma rápida e prática quantificação do contorno palpebral com uma média de variabilidade interobservador de 3,9%.
Keywords: Pálpebras/anatomia & histologia; Assimetria facial; Curva de Bézier; Valores de referência; Processamento de imagem assistida por computador
Abstract
Objetivo: Avaliar a prática e tratamento da ptose da pálpebra superior por membros das sociedades latino-americanas e espanhola de Cirurgia Plástica Ocular.
Métodos: Os membros das referidas sociedades foram convidados por e-mail para responder a um questionário eletrônico garantindo o anonimato. O questionário constou de dados demográficos do cirurgião e outras quatro seções: avaliação pré-operatória da ptose da pálpebra superior, preferências cirúrgicas, conduta pós-operatória e complicações. Estatística descritiva foi utilizada para análise da frequência e proporções percentuais.
Resultados: Trezentos e cinquenta e quatro experientes cirurgiões oculoplásticos dos quais 47,7% realizam mais de 20 cirurgias de ptose da pálpebra superior por ano responderam ao questionário. Na avaliação pré-operatória, 68,9% realizam testes para olho seco, mas o teste da fenilefrina é feito por menos da metade dos entrevistados (47,4%). A ptose da pálpebra superior leve geralmente é corrigida por conjuntivo-mullerectomia (43,6%), a ptose da pálpebra superior grave por cirurgia do músculo frontal (57%) ou ressecção da aponeurose do levantador via anterior, principalmente usando a supramáxima (17,5%). O principal motivo para operar a ptose congênita grave é o risco de ambliopia (37,3%). A ptose involucional associada à dermatocálase costuma ser corrigida pela via anterior (63,3%). Hipocorreção é complicação comum após a ressecção da aponeurose do levantador (40%) ou suspensão ao frontal (27,5%).
Conclusões: As práticas atuais dos cirurgiões oculoplásticos espanhóis e latino-americanos para diagnóstico e tratamento de ptose da pálpebra superior foram relatadas. Os dados apresentados podem ser usados para comparar a abordagem dos cirurgiões com a de seus pares.
Keywords: Blefaroptose/diagnóstico; Ambliopia; Fenillefrina; Inquéritos e questionários; Demografia; Cirurgiões.
Abstract
Objetivo: A mitomicina C tem sido usada em cirurgia oftálmica para reduzir cicatrizes pós-operatórias. Entretanto, os resultados da sondagem endoscópica assistida para o tratamento da obstrução congênita do ducto nasolacrimal com mitomicina C adjuvante em crianças permanecem desconhecidos. Nosso estudo teve como objetivo avaliar a eficácia e a segurança da aplicação da mitomicina C após a sondagem endoscópica assistida para o tratamento da obstrução congênita do ducto nasolacrimal em crianças.
Métodos: Trata-se de uma revisão retrospectiva de prontuários, realizads em um hospital terciário de oftalmologia, envolvendo crianças com obstrução congênita do ducto nasolacrimal, submetidas à sondagem endoscópica de Outubro de 2013 a Agosto de 2015. Comparamos crianças submetidas à sondagem endoscópica com mitomicina C (grupo mitomicina C) versus outros que foram submetidos à sondagem endoscópica sem mitomicina C (grupo de sondagem endoscópica). O grupo mitomicina C recebeu 0,2 mg/ml em 4 min para o óstio do ducto nasolacrimal usando um aplicador de ponta de algodão imediatamente após a sondagem. A sondagem foi considerada bem-sucedida quando as queixas de lacrimejamento dos pacientes foram reduzidas ou os resultados do teste de desaparecimento do corante foram normais. Dados demográficos, sinais clínicos, variáveis intra e pós-operatórias foram correlacionados com a taxa de sucesso.
Resultados: A amostra do estudo foi composta por 68 vias lacrimais. A maioria das crianças apresentava obstrução bilateral e sem histórico prévio de sondagem. A média de idade dos pacientes era de aproximadamente 4 anos. A maioria das obstruções foi considerada complexa. As taxas de sucesso foram altas nos dois grupos (p>0.05). Não houve efeitos adversos relacionados ao uso da mitomicina C (p>0.05). Conclusões: Apesar a mitomicina C não tenha efeitos adversos quando aplicada à abertura do ducto nasolacrimal, seu uso após sondagem lacrimal no tratamento da obstrução congênita do ducto nasolacrimal não melhora a chance de sucesso.
Keywords: Mitomicina/uso terapêutico; Endoscopia; Obstrução do ducto lacrimal/congênito; Ducto nasolacrimal/efeito dos fármacos
Abstract
Apresentamos dois pacientes com dacriolitíase e drenagem lacrimal patente com lacrimejamento intermitente, sem infecção. Os dacriolitos podem estar presentes no saco lacrimal ou duto lacrimal, sem inflamação aguda ou crônica. Neste caso nós acreditamos que a dacriolitíase foi um fator causador da epífora intermitente mesmo com sistema de drenagem patente e propomos que dacriolitíase e até mesmo a colonização fúngica pode ser o primeiro evento antes dacriocistite, e deve ser adicionada como uma das causas de epífora.
Keywords: Doenças do aparelho lacrimal; Dacriocistite
Abstract
A remoção acidental da glândula lacrimal é uma complicação rara da cirurgia de ptose. Relatamos duas crianças que foram submetidas à grandes ressecções unilaterais do músculo levantador da pálpebra superior que desenvolveram olho seco após a cirurgia. No pós-operatório, os pais notaram ausência de secreção lacrimal durante o choro no olho operado. Tomografia computadorizada de órbitas comprovou ausência da glândula lacrimal no olho submetido à cirurgia, em ambos os casos. Cirurgiões oculoplásticos devem estar atentos à anatomia do músculo levantador e estruturas relacionadas para evitar lesões em importantes estruturas orbitais como as da glândula lacrimal que podem induzir permanente olho seco.
Keywords: Síndromes do olho seco; Aparelho lacrimal; Blefaroptose/cirurgia; Blefaroplastia/efeitos adversos; Músculos oculomotores/cirurgia; Complicações pós-operatórias
Abstract
O objetivo deste relato é apresentar o caso de uma paciente de 97 anos com início agudo e espontâneo de hiperemia e edema palpebral. Estes sinais não levaram a uma suspeita diagnóstica de fístula carótido-cavernosa até um segundo momento, quando a paciente apresentou progressão importante do quadro clínico. Apesar da realização de tratamento efetivo com embolização da fístula, a paciente manteve alterações oculares como edema de córnea, coágulos e turvação no humor aquoso, e manteve perda visual definitiva.
Keywords: Fístula carótidocavernosa; Celulite orbitária; Doença orbitária, Perda visual; Procedimentos endovasculares; Humanos; Relatos de casos
Abstract
Keywords:
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