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Search for: Birefringence; Corneal stroma; Anisotropy; Stem cells; Limbus corneae; Glycosaminoglycans
Abstract
OBJETIVO: Investigar o efeito do uso de uma substância viscoelástica na ruptura da membrana de Descemet em casos de ceratoplastia lamelar anterior profunda em “bolha dupla”.
MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente prontuários e vídeos de cirurgias de 40 pacientes operados entre janeiro de 2014 e julho de 2015. Os pacientes foram divididos em dois grupos: 20 pacientes nos quais a parede posterior do estroma foi puncionada sem a colocação de nenhuma substância viscoelástica (grupo 1) e 20 pacientes nos quais uma substância viscoelástica foi aplicada sobre o estroma posterior ao ser puncionada a parede posterior do estroma (grupo 2). A taxa de perfuração da membrana de Descemet foi comparada entre os grupos.
RESULTADOS: Observou-se perfuração da membrana de Descemet em 12 casos (60,0%) no grupo 1 e em apenas 3 casos (15,0%) no grupo 2. Essa diferença foi estatisticamente significativa (p=0,003). Apenas um caso (5%) no grupo 2 teve macroperfuração durante o procedimento, sendo a cirurgia então convertida em uma ceratoplastia penetrante. Onze casos (55,0%) no grupo 1 tiveram macroperfuração da membrana de Descemet e essas cirurgias foram convertidas em ceratoplastias penetrantes. Essa diferença entre os grupos foi estatisticamente significativa (p=0,001).
CONCLUSÕES: A aplicação de substância viscoelástica sobre o lado posterior do estroma logo antes da punção é um método eficaz para diminuir o risco de perfuração da membrana de Descemet na ceratoplastia lamelar anterior profunda.
Keywords: Lâmina limitante posterior/cirurgia; Substâncias viscoelásticas; Transplante de córnea; Substância propria; Ceratoplastia penetrante
Abstract
Objetivo: Descrição de um método simples, acessível e confiável para a medida das disfunções dos músculos oblíquos, utilizando-se smartphone.
Métodos: Foi utilizado o recurso de rotação de fotografias do aplicativo FOTOS do iPhone®; 75 examinadores avaliaram 22 fotos de 9 pacientes, obtidas em infra e supra dextroversão, infra e supra levoversão (nem todos os pacientes foram fotografados nas 4 posições citadas). Conferiu-se aos pacientes uma pontuação para a função do músculo oblíquo superior e músculo oblíquo inferior, que variou de -4 (negativo para hipofunção) a +4 (positivo para hiperfunção), ou 0 (normofuncionantes), antes e depois da edição das fotografias. Esses valores foram comparados à avaliação prévia atribuída pelos assistentes do estrabismo. Computou-se a diferença da pontuação entre eles em números naturais (inteiros e não negativos); foram calculadas média e desvio padrão dessas medidas.
Resultado: A medida da maioria das fotos editadas apresentou média inferior as não editadas, à exceção de um paciente com hiperfunção de oblíquo superior esquerdo. Pacientes sem disfunção de oblíquos demonstraram, após edição das fotos, maior similaridade com o valor inicialmente determinado (p<0,05), assim como os pacientes com oblíquo superior direito hiperfuncionantes (p<0,01). Os mesmos resultados são encontrados nos pacientes com hipofunção dos oblíquos e hiperfunção de oblíquo inferior direito (p<0,01).
Conclusão: O método utilizado para medida das funções musculares nos estrabismos verticais é reprodutível, acessível, simples, confiável, e confere maior uniformidade à aferição.
Keywords: Estrabismo; Músculo oculomotor; Anisotropia; Smartphone; Telefone celular
Abstract
PURPOSE: To assess the reliability and penetration depth of an automated micropuncture system using a tattoo machine.
METHODS: Twenty human corneas were obtained and subjected to intrastromal micropuncture using a tattoo machine. Each cornea was divided into two halves: one received pigment, while the other received saline solution as a control. The Cheyenne tattoo machine was operated at 60 Hz, with standardized needle exposure (six passes per application). The machine used cartridges containing five microneedles. The study was registered with Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA (numbers 80281110015, 80281110016, and 80281110019). The pigment used was Electric Ink black ink, with a density of 1,271,460 μg/mL. Puncture depth was measured before and after the procedure using both anterior segment optical coherence tomography and histopathological analysis. Puncture depth measurements were analyzed using ImageJ software. Each cornea was measured thrice, and the results were subsequently compared.
RESULTS: No corneal perforations were observed with the use of the tattoo machine, and puncture depth measurements ranged from 107 to 486 µm.
CONCLUSIONS: The use of a tattoo machine represents a viable and accessible approach for keratopigmentation, with potential for both cosmetic and therapeutic applications. Its adaptation for controlled intrastromal drug delivery may enable the targeted treatment of deep infectious keratitis, corneal neovascularization, and stromal inflammatory disorders, representing a promising approach for corneal stromal diseases. Further research is needed to optimize techniques and evaluate long-term safety and efficacy, particularly for the delivery of antimicrobial, anti-inflammatory, and anti-vascular endothelial growth factor agents.
Keywords: Eye banks; Cadaver; Cornea; Corneal stroma; Drug delivery systems; Tissue donors; Tattooing/instrumentation; Punctures
Abstract
Objetivo: Examinar a eficácia da ceratectomia fototerapêutica para o tratamento de patologias variáveis que apresentarem opacidades anteriores da córnea, e avaliar a distribuição das indicações de ceratectomia fototerapêutica nos últimos 10 anos.
Métodos: Foram revisados retrospectivamente os prontuários de 276 pacientes, com 334 olhos tratados com ceratectomia fototerapêutica entre março de 2010 e o ano de 2020. As etiologias dos pacientes submetidos à ceratectomia fototerapêutica foram anotadas e suas alterações foram examinadas. Os resultados refrativos e de acuidade visual antes e após a operação foram registrados e analisados de acordo com a etiologia.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 40,7 ± 16,2 anos (faixa: 19-84). O tempo médio de acompanhamento foi de 25,5 ± 19,1 meses (faixa: 3-96). A ceratectomia fototerapêutica foi aplicada com mais frequência para distrofias estromais corneanas (44%, 151 olhos de 111 pacientes); entre as distrofias corneanas como um todo, a distrofia granular foi a indicação terapêutica mais comum desse procedimento. Ao contrário de outras indicações, nos últimos 10 anos houve um aumento na aplicação de ceratectomia fototerapêutica em casos de opacidade subepitelial persistente causada por conjuntivite adenoviral. Houve um aumento significativo na acuidade visual em todos os grupos, exceto para o grupo com defeito epitelial recorrente (p<0,05). A maior melhora na acuidade visual foi detectada em casos de distrofia estromal, no subgrupo das distrofias granulares.
Conclusão: Apesar das mudanças nas tendências de indicação, a ceratectomia fototerapêutica continua sendo uma abordagem terapêutica eficaz e confiável para tratar lesões da córnea anterior.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Opacidade da córnea; Lesões da córnea; Distrofias da córnea; Fototerapia.
Abstract
Objetivo: Avaliar o perfil clínico e epidemiológico dos transplantes de córnea realizados em um centro de referência oftalmológica de Recife no estado de Pernambuco, localizado no nordeste do Brasil.
Métodos: Esse estudo transversal coletou através de prontuários médicos dados clínicos e epidemiológicos de pacientes submetidos a ceratoplastia na Fundação Altino Ventura, de janeiro a dezembro de 2017.
Resultados: Um total de 356 procedimentos foram realizados em 327 pacientes dos quais 165 (50.5%) eram mulheres. A média de idade na cirurgia foi de 50.9 ± 22.6 anos (variação, 10 - 89 anos). A maioria dos pacientes (n=152 [46.5%]) era da capital e região metropolitana. A média de tempo de espera na fila para o transplante de córnea foi de 52.4 ± 58.9 dias (variação, 0 - 460 dias). As principais indicações de transplante foram ceratite infecciosa (n=88 [24.7%]), ceratocone (n=80 [22.5%]) e falência de transplante prévio (n=75 [21.1%]). Transplante penetrante foi a técnica mais realizada (n=213 [59.9%]) e foi mais comum em homens (n=132 [76.7%]), enquanto os transplantes lamelares posteriores (n=143 [41.1%]) foram mais realizados nas mulheres (p<0.001).
Conclusão: Ceratites infecciosas foram a causa mais comum de transplante, com prevalência similar em adultos economicamente ativos de ambos os sexos. Transplante penetrantes foram os prevalentes em homens e os transplantes lamelares em mulheres.
Keywords: Doença da córnea/epidemiologia; Transplante de córnea; Ceratoplastia penetrante; Brasil/epidemiologia
Abstract
PURPOSE: Using advanced imaging techniques, this study aimed to evaluate corneal stability, epithelial remodeling, and tear film changes over a one-year period in first-time soft-contact lens wearers.
METHODS: A retrospective study was conducted on 100 eyes of 50 first-time daily soft-contact lens users aged 21–65 years with no prior rigid gas-permeable lens wear. The Sirius Scheimpflug imaging system was used to assess corneal topography, epithelial thickness, and non-invasive tear break-up time at baseline, 3, 6, and 12 months. Corneal warpage was evaluated using symmetry indices and Baiocchi Calossi Versaci indices. We performed statistical analysis using repeated-measures analyses of variance with Greenhouse-Geisser correction.
RESULTS: The mean baseline central corneal thickness was 537.83 (±7.92) µm, with no significant thinning after one year. The average simulated keratometry values remained stable, indicating no progressive corneal steepening or flattening. There were no significant changes in warpage indices over time, suggesting corneal shape preservation. Higher-order aberrations (coma, trefoil, and spherical aberrations) and non-invasive tear break-up time remained unchanged throughout the study period.
CONCLUSIONS: Modern silicone hydrogel soft-contact lenses do not induce significant corneal warpage, epithelial remodeling, or optical aberrations over a one-year period. We found that corneal morphology and tear film stability were preserved, supporting the safety of soft-contact lens use. These findings provide clinically relevant insights into the long-term impact of contact lens wear. They may facilitate improved lens fitting strategies and preoperative refractive surgery assessments.
Keywords: Contact lenses, hydrophilic; Cornea/surgery; Corneal diseases; Corneal topography; Adaptation, ocular/physiology; Endothelium, corneal/pathology; Refractive errors; Tears/metabolism.
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the influence of intrastromal corneal ring segment implants on the intraocular pressure measurements using Goldmann applanation tonometry, rebound tonometry, and noncontact tonometry in keratoconic corneas and analyze the intertonometer agreement.
METHODS: We enrolled 74 eyes in this observational and prospective study. Each participant had a complete eye examination, corneal analysis with Scheimpflug Tomography (Pentacam®), and intraocular pressure evaluation with Goldmann applanation tonometry, rebound tonometry, and noncontact tonometry, before and after intrastromal corneal ring segment implantation (on postoperative days 1, 7, 45, and 90). Intertonometer agreement was assessed using Bland-Altman analysis.
RESULTS: The mean age was 29.9 ± 10.2 years, and 47 (63.5%) eyes had keratoconus grade II. Intraocular pressures were higher for noncontact tonometry preoperatively and on 90 postoperative day (mean ± SD: 12.4 ± and 12.1 ± 2.2 mmHg, respectively), followed by Goldmann applanation tonometry (11.1 ± 3.0 and 11.2 ± 2.7 mmHg, respectively), and were lower for rebound tonometry (9.7 ± and 9.4 ± 3.2 mmHg, respectively). The variation from the Goldmann tonometry on 7 postoperative day to the baseline (p=0.022) and that of noncontact tonometry on 90 postoperative day to the baseline (p=0.021) were statistically significant. The rebound tonometry underestimated intraocular pressure when compared with the Goldmann applanation tonometry by a mean of 1.47 ± 5.19 mmHg. Noncontact tonometry, when compared with Goldmann applanation tonometry, overesti-mated intraocular pressure by a mean of 1.23 ± 4.15 mmHg.
CONCLUSION: Despite statistically significant differences between some postoperative periods, the intraocular pressure measurement differences may not be clinically relevant.
Keywords: Keratoconus; Intraocular pressure; Cornea; Corneal stroma; Postoperative period; Tonometry ocular; Prostheses and implants
Abstract
Objetivo: Relatar um experimento projetado para determinar alterações anatômicas em córneas porcinas após a colocação de um novo implante depolímero na córnea.
Métodos: Foi utilizado olho de porco ex vivo. Um novo agente modelador biocompatível, de colágeno tipo 1, com 6mm de diâmetro foi moldado com excimer laser em sua face posterior, para criar três formatos planocôncavos. Os implantes foram inseridos dentro de um bolsão, dissecado manualmente, a 200 micrômetros (µm). Foram definidos três grupos de tratamento: grupo A (n=3), teve a profundidade máxima de ablação de70 µm; o grupo B (n=3), profundidade máxima de ablação de 64 µm; e o grupo C (n=3), profundidade máxima de ablação de 104 µm, com buraco central. O grupo controle, D (n=3), foi incluído, com a criação do bolsão estromal, porém sem inserir o material. A avaliação desses olhos foi realizada por tomografia de coerência óptica (OCT) e por tomografia corneana.
Resultados: A tomografia corneana mostrou uma tendência para diminuição da ceratometria média em todos os 4 grupos. A tomografia de coerência óptica mostrou córneas com implantes localizados no estroma anterior e aplanamento visível, enquanto as córneas não mudaram qualitativamente o formato no grupo controle.
Conclusões: O novo implante de biomaterial planocôncavo descrito aqui foi capaz de remodelar a córnea em modelo de animal ex vivo, resultando no aplanamento corneano. Novos estudos são necessários usando modelos animais in vivo para confirmar tais achados.
Keywords: Córnea; Cirurgia da córnea a laser; Substância própria; Proteses e implantes; Lasers de excimer; Materiais biocompatíveis; Animais; Suínos
Abstract
PURPOSES: This study aims to assess and compare the postoperative visual and topographic outcomes, complications, and graft survival rates following deep anterior lamellar keratoplasty and penetrating keratoplasty in patients with macular corneal dystrophy.
METHODS: In this study we enrolled 59 patients (23 male; and 36 female) with macular corneal dystrophy comprising 81 eyes. Out of these, 64 eyes underwent penetrating keratoplasty, while 17 eyes underwent deep anterior lamellar keratoplasty. The two groups were analyzed and compared based on best-corrected visual acuity, corneal tomography parameters, pachymetry, complication rates, and graft survival rates.
RESULTS: After 12 months, 70.6% of the patients who underwent deep anterior lamellar keratoplasty (DALK) and 75% of those who had penetrating keratoplasty (PK) achieved a best-corrected visual acuity of 20/40 or better (p=0.712). Following surgery, DALK group showed lower front Kmean (p=0.037), and Q values (p<0.01) compared to the PK group. Postoperative interface opacity was observed in seven eyes (41.2%) in the DALK group. Other topography values and other complications (graft rejection, graft failure, cataract, glaucoma, microbial keratitis, optic atrophy) did not show significant differences between the two groups. The need for regrafting was 9.4% and 11.8% in the PK and DALK groups, respectively (p=0.769). Graft survival rates were 87.5% and 88.2% for PK and DALK; respectively (p=0.88 by Log-rank test).
CONCLUSION: Both PK and DALK are equally effective in treating macular corneal dystrophy, showing similar visual, topographic, and survival outcomes. Although interface opacity occurs more frequently after DALK the visual results were comparable in both groups. Therefore, DALK emerges as a viable surgical choice for patients with macular corneal dystrophy without Descemet membrane involvement is absent.
Keywords: Macular corneal dystrophy; Corneal dystrophies; Hereditary; Keratoplasty; Penetrating; Corneal transplantation
Abstract
PURPOSE: To assess the outcomes of deep anterior lamellar keratoplasty or penetrating keratoplasty at the scar and the edema stages.
METHODS: Forty-five patients (45 eyes) with keratoconus scar stage (scar group, n=26; penetrating keratoplasty a subgroup, n=7; deep anterior lamellar keratoplasty b subgroup, n=19) and keratoconus edema stage (edema group, n=19; penetrating keratoplasty c subgroup, n=12; deep anterior lamellar keratoplasty d group, n=7) who received penetrating keratoplasty or deep anterior lamellar keratoplasty from 2000 to 2022 were retrospectively studied. At 1, 6, and 12 months after surgery, the best-corrected visual acuity, astigmatism, spherical equivalent, corneal endothelial cell density, and complications were analyzed.
RESULTS: The best-corrected visual acuity and average corneal endothelial cell loss rate were not significantly different between the scar and edema groups (p>0.05). At 6 and 12 months after surgery, the astigmatism and spherical equivalent in the scar group were significantly lower than those in the edema group (p<0.05). The spherical equivalent of the deep anterior lamellar keratoplasty b subgroup was lower than that of the penetrating keratoplasty a subgroup in the scar group 6 months after surgery (p<0.05). In the edema group, there was no significant difference in spherical equivalent between subgroups (p>0.05). There were no significant differences in best-corrected visual acuity and astigmatism between subgroups within the two groups (p>0.05). In comparison to the scar group, the edema group experienced more complications. According to a survival analysis, there was no statistically significant difference between the scar group and the edema group regarding the progression of vision.
CONCLUSIONS: In terms of the outcomes and prognosis for vision after keratoplasty with edema stage and scar stage, deep anterior lamellar keratoplasty may be as effective as penetrating keratoplasty.
Keywords: keratoconus; Edema; Cicatrix; keratoplasty, penetrating; Corneal transplantation; Astigmatism; Corneal endothelial cell loss; Endothelial cells
Abstract
OBJETIVOS: Foram estudadas cinco técnicas de cultivo primário de células epiteliais de córnea humana para se determinar o melhor protocolo para a obtenção do maior rendimento de meio de cultivo condicionado para ser utilizado na diferenciação de células tronco mesenquimais para células epiteliais de córnea.
MÉTODOS: As técnicas de cultivo estudadas foram: explantes em frascos de cultivo com e sem tratamento hidrofílico de superfície, sobre membrana amniótica, com digestão enzimática e por raspado de córnea. O meio de cultivo condicionado foi coletado e as células tronco mesenquimais induzidas a se diferenciarem em células epiteliais da córnea utilizando o meio de cultivo condicionado. As células foram caracterizadas por citometria de fluxo com pan-citoqueratina e com os marcadores específicos da córnea, citoqueratina 3 e citoqueratina 12.
RESULTADOS: A técnica utilizando frascos com o tratamento de superfície apresentou o maior rendimento de meio de cultivo condicionado. Os frascos sem tratamento de superfície levaram a uma taxa de sucesso muito baixa. A digestão enzimática e a raspagem da córnea mostraram contaminação das culturas com fibroblastos de córnea. A cultura sobre membranas amnióticas só permitiu a coleta do meio de cultivo condicionado durante a 1ª confluência celular. A análise de citometria de fluxo confirmou o sucesso da diferenciação celular utilizando o meio de cultivo condicionado coletado, demonstrada pela expressão de citoqueratina 3 (95,3%), citoqueratina 12 (93,4%) e pan-citoqueratina (95,3%).
CONCLUSÃO: O cultivo de explantes de células tronco mesenquimais em frascos com tratamento hidrofílico de superfície é a melhor técnica para a obtenção de um alto rendimento de meio de cultivo condicionado.
Keywords: Cultivo de células; Células tronco mesenquimais; Diferenciação celular; Células epiteliais; Córnea; Meio de cultivo condicionado; Técnicas de cultivo
Abstract
Este é o relato de um caso de hidropisia aguda seguida de perfuração corneana cinco anos após reticulação corneana para ceratocone. Uma paciente saudável de 24 anos foi submetida a reticulação corneana no olho esquerdo pelo protocolo de Dresden, devido a um ceratocone avançado. Após cinco anos com a córnea estável, a paciente retornou com epífora, visão turva e amolecimento do olho esquerdo. Foram diagnosticadas hidropisia aguda e perfuração corneana. A paciente não tinha história de gravidez, atopia, fricção ocular, trauma ou uso de lentes de contato. Foram aplicados um antibiótico local e um tampão oftalmológico. Três meses após a resolução do episódio agudo, ela manteve uma acuidade visual útil, sem necessidade de novas cirurgias. Embora a reticulação interrompa de forma eficiente o ceratocone, pode ocorrer progressão, levando a hidropisia e perfuração da córnea, mesmo na ausência de fatores de risco.
Keywords: Lesão da córnea; Perfuração da córnea; Ceratocone; Hidropsia.
Abstract
O presente trabalho traz uma revisão das abordagens terapêuticas para a cegueira da córnea. O estudo detalha as etapas e os elementos envolvidos na cicatrização da córnea. Ele mostra as limitações das estratégias cirúrgicas e farmacológicas usadas para restaurar e manter a transparência da córnea em termos de sobrevida a longo prazo e alcance geográfico. As perspectivas dos agentes anabólicos, incluindo vitamina A, hormônios, fatores de crescimento e novos moduladores pró-mitóticos e anti-inflamatórios para auxiliar a cicatrização da ferida na córnea, são revisadas criticamente. Aqui, apresentamos estudos envolvendo nanotecnologia, terapia gênica e reengenharia de tecidos como possíveis estratégias futuras para atuar de maneira isolada ou combinada com a cirurgia da córnea para prevenir ou reverter a cegueira corneana.
Keywords: Cegueira; Doenças da córnea; Transplante de córnea; Terapia genética; Terapia baseada em transplante de células e tecidos; Células-tronco
Abstract
This study aimed to evaluate the efficacy and safety of topical losartan for treating corneal injuries and stromal fibrosis based on preclinical and clinical evidence. A systematic search was conducted in October 2024 following PRISMA guidelines across Embase, PubMed, Web of Science, and the Cochrane Library. Studies assessing topical losartan use in animal models or human patients with corneal injury were included. No randomized clinical trials were identified. Of 750 articles screened, 12 met the inclusion criteria – seven preclinical studies and five case reports. Preclinical evidence indicated that topical losartan at 0.2-0.8 mg/dL reduced stromal opacity and myofibroblast differentiation. Higher concentrations (8-80 mg/dL) offered no additional benefit and were associated with ocular surface irritation. The five case reports included 11 patients (12 eyes); eight eyes showed visual improvement, and no adverse effects were observed at a dose of 0.8 mg/dL. Topical losartan demonstrates potential as an antifibrotic agent for corneal injuries. However, variability in outcomes and dose-related toxicity at higher concentrations highlight the need for controlled clinical trials to confirm efficacy, establish optimal dosing, and ensure safety.
Keywords: Cornea; Epithelial cells; Myofibroblasts; Corneal opacity; Losartan
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