Showing of 1 until 14 from 228 result(s)
Search for: COVID-19; Coronavirus disease; Microcirculation; Microvascular density; Optic disk; Tomography, optical coherence; Angiography; Health personnel
Abstract
Objetivo: Investigar a densidade dos vasos interoculares da retina e assimetria na espessura na síndrome de pseudoexfoliação unilateral e o seu uso para a detecção precoce de glaucoma.
Métodos: Trinta pacientes com síndrome de pseudoexfoliação unilateral foram incluídos no estudo. As varreduras maculares de angiografia por tomografia de coerência óptica mediram a densidade dos vasos da retina, e as varreduras por tomografia de coerência óptica obtiveram parâmetros de espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e do complexo macular de célula ganglionar. A assimetria interocular foi determinada tomando o valor absoluto da diferença entre o olho da síndrome de pseudoexfoliação e o olho oposto nos parâmetros de densidade e espessura dos vasos.
Resultados: A média de idade foi 64,20 ± 7,05 anos no grupo de estudo. A assimetria interocular na espessura da camada de fibra nervosa da retina peripapilar e as medidas do complexo macular de célula ganglionar foram estatisticamente significativas no grupo de estudo (p=0,03 e p=0,001, respectivamente). Para os olhos com síndrome de pseudoexfoliação, a densidade do vaso da região macular superficial interna foi significativamente menor do que em olhos opostos (p=0,035). No entanto, não houve assimetria interocular estatisticamente significativa na densidade macular dos vasos superficiais da região central e completa entre os olhos da síndrome de pseudoexfoliação e os olhos opostos (p>0,05).
Conclusões: A densidade dos vasos da retina pode ser avaliada por medidas de angiografia por tomografia de coerência óptica. Houve assimetria interocular na densidade macular do vaso superficial da região interna, camada de fibra nervosa da retina peripapilar e espessura do complexo macular de célula ganglionar entre olhos com síndrome de pseudoexfoliação unilateral e olhos opostos. Novos estudos com um número maior de indivíduos podem fornecer a relação entre a assimetria interocular da densidade do vaso da retina e os parâmetros de espessura com detecção precoce de dano glaucomatoso.
Keywords: Síndrome de exfoliação; Glaucoma; Complexo de células ganglionares maculares, Angiofluoresceinografia; Tomografia de coerência óptica; Densidade de vasos retinianos
Abstract
OBJETIVOS: Verificar a influência do campo visual e/ou tomografia de coerência óptica, quando analisados em associação à retinografia colorida, na diferenciação entre indivíduos com glaucoma daqueles com aumento fisiológico de escavação.
MÉTODOS: Oitenta pacientes com glaucoma ou aumento fisiológico de escavação (40 cada) foram randomizados de acordo com o exame testado (GI: retinografia colorida, GII: retinografia colorida + campo visual, GIII: retinografia colorida + tomografia de coerência óptica, GIV: retinografia colorida + campo visual + tomografia de coerência óptica). Vinte oftalmologistas não especialistas em glaucoma diagnosticaram glaucoma através de slides do PowerPoint, sem o exame direto do paciente.
RESULTADOS: A concordância interexaminador foi boa para o GII (ĸ: 0,63; 95%CI, 0,53-0,72), moderada para GIII (ĸ: 0,58; 95%CI, 0,48-0,68) e GIV (ĸ: 0,41; 95%CI, 0,31-0,51), e baixa para o GI (ĸ: 0,30; 95%CI, 0,20-0,39) (p<0,001). Acurácia diagnostica foi maior no GIII (15,8 ± 1,82) em comparação ao GI (12,95 ± 1,46, p<0,001) e o GII (16,25 ± 2,02) maior em comparação ao GI e GIV (14,10 ± 2,24) (para ambos, p<0,001). Para os pacientes com glaucoma, a acurácia diagnostica nos grupos GII e GIII foi superior do que em GI e GIV (ambos p<0,001). Sensibilidade e especificidade foram 59% e 70,5% no GI; 86,5% e 76% no GII, 86,5% e 71,5% no GIII; 68,5% e 72,5% no GIV, respectivamente. A acurácia foi maior no GII (81,3% [95%CI, 77,1-84,8]), seguido pelo GIII (79% [95%CI, 74,7-82,7]), GIV (70,5% [95%CI, 65,9-74,8]), e GI (64,8% [95%CI, 60,0-69,3]).
CONCLUSÕES: A avaliação isolada da retinografia colorida por oftalmologistas não especialistas em glaucoma não pode diferenciar pacientes com glaucoma daqueles com aumento fisiológico de escavação. Houve aumento da acurácia diagnóstica e da concordância interobservador com o acréscimo do campo visual ou da tomografia de coerência óptica. Entretanto, o uso de ambas as modalidades não melhorou a sensibilidade/especificadade.
Keywords: Glaucoma; Tomografia de coerência óptica; Testes de campo visual; Disco óptico; Variações dependentes do observador
Abstract
Objetivo: Numerosos estudos de neuroimagem e oftalmologia sugerem o acometimento do nervo óptico na síndrome de fibromialgia. Para esclarecer a etiopatogenia da síndrome de fibromialgia, comparamos a área de fluxo sanguíneo da cabeça do nervo óptico e a espessura da camada de fibras nervosas da retina entre pacientes e o grupo controle, e examinamos as associações dessas medidas com a severidade da síndrome de fibromialgia.
Métodos: Os participantes foram divididos em três grupos de acordo com a pontuação no Questionário de Impacto da Fibromialgia: síndrome de fibromialgia leve a moderada (Grupo 1, n=47), síndrome de fibromialgia grave (Grupo 2, n=38) e controles saudáveis (Grupo 3, n=38). A área de fluxo sanguíneo da cabeça do nervo óptico e a espessura da camada de fibras nervosas da retina foram medidas por angiotomografia de coerência óptica e comparadas entre os grupos por ANOVA. As associações com a severidade da síndrome de fibromialgia foram avaliadas pela análise de correlação de Spearman.
Resultados: A área de fluxo sanguíneo da cabeça do nervo óptico não diferiu entre os Grupos 1 e 2 da síndrome de fibromialgia (1,61 ± 0,08 contra 1,63 ± 0,09 mm2), mas foi significativamente menor no Grupo 3, de controle (1,49 ± 0,10 mm2, todos com p=0,001). Os valores médios da espessura da camada de fibras nervosas da retina foram significativamente menores no Grupo 2 (101,18 ± 6,03 µm) em comparação com o Grupo 1 (103,21 ± 10,66 µm) e o Grupo 3 (106,51 ± 8,88 µm) (p=0,041, p=0,020). Os valores da espessura da camada de fibras nervosas no quadrante inferotemporal (134,36 ± 12,19 µm) e inferonasal (109,47 ± 16,03 µm) foram significativamente menores no Grupo 2 em comparação com o Grupo 1 (inferotemporal 142,15 ± 17,79 µm, inferonasal 117,94 ± 20,53 µm) e o Grupo 3 (inferotemporal 144,70 ± 16,25 µm, inferonasal 118,63 ± 19,01 µm) Para o quadrante inferotemporal, foram obtidos p=0,017 e p=0,010 para o Grupo 2 em comparação respectivamente com os Grupos 1 e 3, e para o quadrante inferonasal, p=0,047 e p=0,045, respectivamente para os mesmos grupos. A espessura da camada de fibra nervosa da retina no quadrante nasal superior foi maior no Grupo 3 (91,08 ± 12,11 µm) que no Grupo 1 (84,34 ± 13,09 µm) e no Grupo 2 (85,26 ± 13,11 µm); p=0,031 e p=0,038. Houve uma correlação fraca entre a severidade da doença e a área de fluxo sanguíneo na cabeça do nervo óptico.
Conclusão: As estruturas neurais e vasculares do olho estão alteradas na síndrome da fibromialgia, principalmente nos casos graves. Assim, a angiografia por tomografia de coerência óptica pode fornecer informações valiosas para o diagnóstico e elucidação da fisiopatologia da síndrome de fibromialgia.
Keywords: Fibromialgia; Tomografia de coerência óptica; Angiografia; Nervo óptico/irrigação sanguínea; Fibras nervosas; Retina
Abstract
OBJETIVO: Comparar a densidade vascular da cabeça do nervo óptico e a densidade capilar peripapilar radial em olhos em estágios iniciais de glaucoma primário de ângulo aberto e com glaucoma pseudoesfoliativo, bem como em olhos controle.
MÉTODOS: Este é um estudo observacional transversal, no qual foram incluídos 54 olhos com valores de desvio médio do campo visual superiores a -6,0 dB. Os olhos incluídos eram de 37 pacientes, diagnosticados com glaucoma primário de ângulo aberto (n=18), glaucoma pseudoesfoliativo (n=18) e controles saudáveis (n=18). Os valores de densidade vascular da cabeça do nervo óptico e a densidade capilar peripapilar radial foram obtidos a partir de angiografias por tomografia de coerência óptica, analisados de acordo com a distribuição dos dados e submetidos a testes estatísticos apropriados. Também foi avaliada a precisão diagnóstica dos parâmetros de densidade vascular.
RESULTADOS: Os valores para a densidade capilar peripapilar radial e no interior do disco óptico nas imagens inteiras foram significativamente menores no glaucoma primário de ângulo aberto e no glaucoma pseudoesfoliativo do que no grupo controle (p<0,05). A densidade vascular no interior do disco óptico na cabeça do nervo óptico foi significativamente menor no glaucoma primário de ângulo aberto do que no glaucoma pseudoesfoliativo (p<0,05). A densidade vascular no setor temporal inferior da cabeça do nervo óptico foi significativamente menor tanto no glaucoma primário de ângulo aberto quanto no glaucoma pseudoesfoliativo, em comparação com o grupo controle (p=0,009). A área abaixo da curva de ROC para a densidade vascular no interior do disco óptico na cabeça do nervo óptico, foi de 0,855 para a comparação do glaucoma primário de ângulo aberto com o controle (p<0,001) e de 0,731 para a comparação do glaucoma pseudoesfoliativo com o controle (p=0,018). Porém, na comparação do glaucoma primário de ângulo aberto com o glaucoma pseudoesfoliativo, os valores da área abaixo da curva de ROC para a densidade vascular na imagem inteira e no interior do disco óptico na cabeça do nervo óptico foram respectivamente de 0,707 e 0,722 (p=0,034, p=0,023).
CONCLUSÕES: A densidade vascular na cabeça do nervo óptico e a densidade capilar peripapilar radial mostraram-se significativamente diminuídas no glaucoma primário de ângulo aberto e no glaucoma pseudoesfoliativo, em comparação com olhos controle saudáveis. Nos estágios iniciais do glaucoma, a densidade vascular no interior do disco óptico, na cabeça do nervo óptico, pode ser menor em olhos com glaucoma primário de ângulo aberto do que em olhos com glaucoma pseudoesfoliativo.
Keywords: Densidade vascular; Nervo óptico; Glaucoma de ângulo aberto; Síndrome de exfoliação; Glaucoma; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivos: Este estudo teve como objetivo mostrar se há diferença entre os achados da microcirculação retiniana e coroidal entre pacientes com febre mediterrânica familiar e um grupo controle saudável.
Métodos: Trinta e dois pacientes com febre mediterrânica familiar e 30 controles saudáveis foram incluídos neste estudo. Todos os pacientes foram submetidos a um exame oftalmológico completo, incluindo a acuidade visual melhor corrigida e medida da pressão intraocular. O aparelho AngioVue Optical coherence tomography angiography (Optovue, Fremont, CA) com angiografia de correlação de amplitude de espectro dividido foi utilizado para avaliar e examinar a estrutura microvascular da retina. As angiotomografias de coerência ópticas en face tridimensionais foram obtidas examinando o protocolo de varredura macular 3 x 3 mm (modo angio retina) e o nervo óptico com o protocolo de varredura 3 x 3 mm (modo angio-disco). Todos os olhos direitos dos pacientes foram examinados.
Resultados: Foram incluídos neste estudo, 62 sujeitos, dos quais 32 (53,3%) eram do sexo feminino e 30 (46,7%) do sexo masculino. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos quanto à densidade dos vasos da cabeça do nervo óptico ou da densidade dos vasos capilares peripapilares radiais. Durante o exame, os plexos capilares superficiais foram estatisticamente semelhantes entre esses dois grupos, mas a densidade profunda dos vasos do plexo capilar nas areas parafovea, hemi superior, temporal e superior foram significativamente menores nos pacientes com febre mediterrânica familiar.
Conclusões: Verificamos que a densidade dos vasos do plexo capilar foi significativamente menor nas regiões parafovea, hemi superior, temporal e superior em pacientes com febre mediterrânica familiar em comparação com o grupo controle. Portanto, pode ser útil usar a angiotomografia de coerência óptica, por tratar-se de um estudo não invasivo, para melhor compreensão dos efeitos sistêmicos da febre mediterrânica familiar.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Microcirculação retiniana; Febre mediterrânea familiar; Plexo superficial; Densidade dos vasos do plexo capilar
Abstract
Objetivo: Avaliar alterações da coroide através de imagens de tomografia de coerência óptica (OCT) com profundidade realçada na doença por coronavírus de 2019 (COVID-19).
Métodos: Foram incluídos no estudo 32 pacientes com COVID-19 moderada e 34 indivíduos saudáveis. A espessura da coroide foi medida em 3 pontos: subfoveal, a 1500 mm da fóvea na direção nasal e a 1500 mm da fóvea na direção temporal. A área total da coroide, a área luminal, a área estromal e o índice vascular da coroide foram medidos com o programa ImageJ. Todas as medições foram feitas durante a doença ativa e 4 meses após a remissão.
Resultados: No grupo de pacientes, as espessuras subfoveal, nasal e temporal da coroide mostraram-se reduzidas em comparação com os controles. A diferença não foi estatisticamente significativa (respectivamente, p=0,534, p=0,437 e p=0,077). As médias das áreas total da coroide, estromal e luminal, bem como o índice vascular da coroide, mostraram-se diminuídos com significância estatística no grupo de pacientes (respectivamente, p<0,001, p=0,001, p=0,001 e p=0,003). Aos 4 meses após a remissão, os parâmetros estruturais e o índice vascular da coroide revelaram um aumento estatisticamente significativo em pacientes com COVID-19, em comparação com as medidas iniciais (todos os valores de p<0,001 para os parâmetros estruturais e p=0,047 para o índice vascular da coroide).
Conclusão: Os parâmetros vasculares da coroide e do estroma mostraram uma diminuição transitória, mas significativa em pacientes com COVID-19 durante a doença.
Keywords: Coróide; COVID-19; Infecções por coronavirus; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivos: Avaliar a densidade capilar peripapilar radial de pacientes com e sem infecção por Helicobacter pylori (H. pylori) por meio de angiotomografia de coerência óptica.
Métodos: Cinquenta e dois olhos de 52 pacientes com infecção por H. pylori (Grupo 1) e 38 olhos de 38 pacientes sem infecções por H. pylori (Grupo 2) foram incluídos neste estudo prospectivo e transversal. A densidade capilar peripapilar radial (%) e a espessura da camada de fibra nervosa retiniana (μm) em 4 setores iguais e 2 hemisférios iguais foram calculados automaticamente na região peripapilar por angiotomografia de coerência óptica. Os parâmetros da cabeça do nervo óptico dos pacientes também foram avaliados.
Resultados: Os grupos foram semelhantes em relação aos parâmetros: idade, sexo e cabeça do nervo óptico. As densidades capilares peripapilares radiais no hemisfério superior, hemisfério inferior, quadrante superior e quadrante inferior foram significativamente menores no Grupo 1 do que no Grupo 2 (p=0,039, p=0,03, p=0,028 e p=0,017 respectivamente). As densidades capilares peripapilares radiais, tanto no hemisfério superior quanto no quadrante superior, foram correlacionadas positivamente com a espessura da camada de fibra nervosa da retina do hemisfério superior (p<0,001 e p<0,001). As densidades capilares peripapilares radiais no hemisfério inferior e no quadrante inferior foram positivamente correlacionadas com a espessura da camada do nervo retiniano do hemisfério inferior (p<0,001 e p<0,001). A espessura da camada da fibra nervosa retiniana nos quadrantes nasal e temporal diminuiu significativamente no Grupo 1 quando comparado ao Grupo 2 (p=0,013 e p=0,022), e esses valores foram positivamente correlacionados com as densidades capilares peripapilares radiais correspondentes nos quadrantes nasal e temporal (p=0,002 e p=0,022).
Conclusão: A diminuição das densidades capilares peripapilares radiais nos olhos de indivíduos positivos para H. pylori sugere que H. pylori pode desempenhar um papel na etiopatogenia do glaucoma.
Keywords: Glaucoma; Helicobacter pylori; Tomografia de coerência óptica; Densidade capilar; Espessura da camada de fibras nervosas da retina; Nervo óptico/patologia; Fibras nervosas/ patologia
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate early postoperative changes in retinal microvasculature in patients undergoing cardiopulmonary bypass surgery by comparing preoperative and postoperative measurements of superficial capillary plexus and, deep capillary plexus vessel density, foveal avascular zone area using optical coherence tomography angiography (OCT-A).
METHODS: This prospective longitudinal study included 38 patients, undergoing cardiopulmonary bypass surgery. Each patient served as their own control optical coherence tomography angiography imaging was performed at four time points: 3 days preoperatively and at postoperative week 1, week 2, and month 1. Vessel densities in the superficial capillary plexus and deep capillary plexuses and the foveal avascular zone area were measured and analyzed. Depending on data distribution repeated measures analysis of variance or the Friedman test was used for statistical analysis.
RESULTS: Data from all 38 patients were included in the analysis. A significant increase in overall superficial capillary plexus vessel density was observed following cardiopulmonary bypass surgery (p=0.008). In contrast, deep capillary plexus vessel density did not differ significantly between the preoperative and postoperative assessments. The foveal avascular zone area showed a significant increase at postoperative week 2 compared with baseline (p=0.016).
CONCLUSION: Cardiopulmonary bypass surgery may induce early retinal microvascular alterations, particularly in the superficial capillary plexus and foveal avascular zone. Optical coherence tomography angiography is a noninvasive and reproducible imaging modality that enables precise assessment of subtle retinal vascular changes after major cardiovascular surgery. These findings may contribute to postoperative monitoring and risk assessment in patients undergoing cardiopulmonary bypass.
Keywords: Cardiopulmonary bypass surgery; Extracorporeal circulation; Macular vessel density of the retina; Retina/blood supply; Foveal avascular zone; Optical coherence tomography angiography; Retinal microvasculature
Abstract
PURPOSE: To evaluate macular chorioretinal flow changes on optical coherence tomography angiography, in participants who received inactivated and messenger RNA (mRNA) vaccines to prevent coronavirus disease 2019 (COVID-19).
METHODS: In this prospective cohort study, healthy participants who received two doses of an inactivated COVID-19 vaccine (CoronaVac) and then one dose of an mRNA vaccine (BNT162b2) were examined before and after each vaccination. Ophthalmologic examination and imaging with optical coherence tomography angiography were performed during each visit. We evaluated vascular densities in the superficial and deep capillary plexuses in foveal, parafoveal, and perifoveal areas; the foveal avascular zone; and choriocapillaris flows (in 1- and 6-mm-diameter areas).
RESULTS: One eye in each of the 24 participants was assessed. Superficial capillary plexus vascular densities in the parafoveal area were significantly lower after the second dose of the CoronaVac vaccine than after the first dose. In the deep capillary plexus, vascular attenuation was observed only in the parafoveal region after the first CoronaVac dose. However, in all regions, the deep capillary plexus vascular densities and subfoveal choriocapillaris flow were significantly decreased after the second CoronaVac dose. After the BNT162b2 dose, the superficial capillary plexus vascular densities, the deep capillary plexus vascular densities, and subfoveal choriocapillaris flow of most regions were significantly lower than those before vaccinations.
CONCLUSION: Vascular attenuation, observed particularly after the second dose of the CoronaVac vaccine, may explain the pathogenesis of postvaccine ocular ischemic disorders reported in the literature. However, these disorders are extremely rare, and the incidence of thrombotic events caused by COVID-19 itself is higher.
Keywords: Tomography, optical coherence; Angiography; COVID-19 vaccines; COVID-19; Coronavirus infections; SARS-CoV-2; mRNA vaccines; CoronaVac; Incidence
Abstract
O coloboma ocular é o resultado de um fechamento impróprio da fissura embrionária. As drusas da cabeça do nervo óptico são depósitos hialinos localizados anteriormente à lâmina cribosa que crescem e se calcificam com o tempo. A associação de ambos é rara, com apenas dois casos descritos na literatura. Apresentamos um paciente com coloboma irido-coriorretiniano e limites do nervo óptico mal definidos em seu olho direito, e aumento da ramificação vascular papilar e atrofia peripapilar em seu olho esquerdo, sem drusas visíveis. Autofluorescência de fundo, tomografia de coerência óptica de alta resolução e ultrassonografia B-scan foram realizadas confirmando o diagnóstico de drusas enterradas bilaterais da cabeça do nervo óptico. A associação entre colobomas irido-coriorretinianos com drusas do nervo óptico na ausência de doença sistêmica é excepcional. Nosso caso demonstra a importância da imagem multimodal para o diagnóstico correto de drusas enterradas de cabeça do nervo óptico.
Keywords: Coloboma; Retina/anormalidade; Doença do nervo óptico; Drusas do disco óptico; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual; Humano; Relato de caso
Abstract
Relato de caso de mulher jovem, caucasiana, com súbita diminuição de acuidade visual de olho esquerdo, metamorfopsia e escotoma nasal. Apresentava diagnóstico de Miastenia gravis, em tratamento com Azatioprina, Piridostigmina e Prednisona. Fundo de olho demonstrava vítreo límpido e lesões amarelo-esbranquiçadas, perimaculares e isoladas em olho direito, múltiplas e confluentes em mácula e pontilhadas em periferia no olho esquerdo. Exames laboratoriais descartaram doenças infecciosas e inflamatórias. Auto-fluorescência revelou lesões hipoautofluorescentes com margens hiperfluorescentes correspondentes às observadas em ambos os olhos, enquanto angiofluoresceinografia mostrou hiperfluorescência desde as fases iniciais sem vazamento tardio. Tomografia de coerência óptica de domínio espectral revelou áreas de elevações intermitentes do epitélio pigmentar da retina e interrupção da zona elipsóide correspondente. Definiu-se como diagnóstico a coroidopatia interna ponteada, sendo instituído aumento na dose diária de Prednisona, com melhoria progressiva da acuidade visual e do aspecto de fundo de olho da paciente.
Keywords: Coroidite; Imagem multimodal; Tomografia de coerência óptica; Imagem óptica; Angiofluoresceinografia
Abstract
Mutações no gene ABCA4 são causa comum da doença de Stargardt, mas outros fenótipos da retina também foram associados a mutações nesse gene. Apresentamos um relato de caso observacional de um fenótipo clínico incomum da doença de Stargardt. O exame oftalmológico incluiu a acuidade visual com melhor correção, fotografia em cores e com autofluorescência, angiofluoresceinografia, tomografia de coerência óptica e testes de eletrofisiologia. Na paciente em questão, realizou-se o sequenciamento de próxima geração de 99 genes associados a distrofias retinais hereditárias. Tratava-se de uma mulher de 48 anos com melhor acuidade visual corrigida de 20/25 e 20/20. A fundoscopia revelou lesões puntiformes amarelas perifoveais. Os resultados da angiofluoresceinografia e da autofluorescência do fundo de olho foram consistentes com distrofia em padrão. A eletrorretinografia por padrões mostrou diminuição bilateral dos valores de p50. Os testes genéticos revelaram duas mutações missense heterozigóticas, c.428C>T, p. (Pro143Leu) e c.3113C>T, p. (Ala.1038Val), no gene ABCA4. Nossos resultados nos fazem pensar que essas mutações específicas em ABCA4 talvez possam estar associadas a um fenótipo específico da doença, caracterizado por uma aparência fundoscópica semelhante à da distrofia em padrão. Uma caracterização detalhada do fenótipo da retina em pacientes portadores de mutações específicas em ABCA4 é crucial para compreender a expressão da doença e para garantir o tratamento clínico ideal para pacientes com distrofias retinais hereditárias.
Keywords: Doença de Stargardt/diagnóstico; Distrofias retinianas; Membro 4 da Subfamília A de transportadores de cassetes de ligação de ATP; Tomografia de coerência óptica; Eletrorretinografia; Angiofluoresceinografia
Abstract
A avaliação do disco óptico é de suma importância para o diagnostico correto e acompanhamento de neuropatias ópticas, especialmente o glaucoma. Características do disco óptico dependem de uma grande variedade de fatores, incluindo aspectos demográficos e populacionais, e também podem variar de acordo com os métodos usados. Tamanho e formato da rima neurorretiniana junto com a camada de fibras nervosas são importantes ao julgamento clinico a respeito da susceptibilidade do paciente desenvolver glaucoma. Nesse estudo, nós revisamos a literatura para resumir os principais métodos e suas características para a avaliação da cabeça do nervo óptico.
Keywords: Glaucoma; Nervo óptico; Doença do nervo óptico; Disco óptico
Abstract
Uma mulher de 71 anos de idade apresentou neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica no nervo óptico com fibras nervosas peripapilares mielinizadas previamente registradas. Seu histórico médico foi significativo para hipertensão arterial sistêmica controlada, hiperlipidemia e diabetes mellitus. Em ambos os discos ópticos, a tacícula fisiológica esteve ausente. A neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica afetou principalmente os setores temporal e inferior da camada de fibras nervosas da retina peripapilar, como demonstrado pela tomografia de coerência óptica da camada de fibras nervosas da retina e pela angiotomografia de coerência óptica do disco óptico. Ao contrário de outros relatórios publicados, apenas uma ligeira regressão das fibras nervosas mielinizadas foi observada após um ano de acompanhamento. Isto pode ser explicado pelo fato da isquemia ter afetado principalmente os setores temporal e inferior peripapilares, enquanto as fibras nervosas de mielina eram nasal superior ao disco óptico.
Keywords: Neuropatia óptica isquêmica; Fibras nervosas mielinizadas; Doenças do nervo óptico; Tomografia de coerência óptica; Neovascularização retiniana; Acuidade visual; Humanos; Relato de casos
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Arquivos Brasileiros de Oftalmologia
Official publication of Brazilian Council of Ophthalmology - Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2nd floor - Zip Code: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
TEL: +55 11 3266-4000
E-mail: [email protected]