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Abstract
Objetivo: Descrever uma técnica de rotação marginal superior para a correção do entrópio cicatricial combinando incisão via sulco palpebral, tarsotomia e tração na lamela anterior sem o emprego de suturas externas. Métodos: Técnica cirúrgica. Os passos críticos da cirurgia incluem exposição completa da superfície anterior do tarso até a linha dos cílios e tarsotomia horizontal a 3 mm da margem palpebral, produzindo dois segmentos tarsais, marginal e distal. O fragmento distal é avançado sobre o marginal por meio de 3 suturas biagulhadas absorvíveis 6.0 passadas entre a margem do segmento tarsal distal e o músculo orbicular marginal. Dessa maneira, além da superposição tarsal as suturas tracionam o orbicular marginal evertendo simultaneamente a margem palpebral e a linha ciliar. Nenhum fio é exteriorizado. O retalho pretarsal miocutâneo era fechado com suturas de catugt 6,0. Resultados: Resultados: A técnica descrita foi utilizada em hospital terciário na Arábia Saudita, em 2013 e 2014. Sessenta pálpebras superiores de 40 pacientes (23 mulheres e 17 homens) foram operadas. A idade dos pacientes variou de 44 a 99 anos (média= 70,9 ± 13,01 anos). A cirurgia foi bilateral em 21 pacientes. O seguimento variou de 1 a 12 meses (média= 3,0 ± 2,71 meses). Em 24 pálpebras (40%) o seguimento foi superior a 3 meses. A posição da margem palpebral foi considerada boa em todos os casos. Somente 1 paciente com entrópio unilateral apresentou recidiva da triquíase (2 cílios). Conclusão: A margem palpebral de pacientes com entrópio cicatricial pode ser evertida utilizando-se incisão no sulco palpebral e suturas internas. A técnica descrita combina os princípios das cirurgias de Wies e Trabut e tem como principais vantagens incisão cosmética no sulco palpebral e o não uso de suturas externas. Adicionalmente, o acesso pelo sulco palpebral permite a correção de condições associadas, como dermatocálase, ptose ou retração palpebral.
Keywords: Cicatriz; Entrópio/cirurgias; Pálpebras/cirurgia; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Técnicas de sutura
Abstract
OBJETIVO: Portadores de catarata podem apresentar concomitantemente obstrução do ducto lacrimo-nasal (DLN), com risco de desenvolver endoftalmite no pós-operatório da facectomia. O objetivo do presente estudo é apresentar as percepções dos cirurgiões de catarata sobre a propedêutica e a conduta frente a pacientes com obstrução do ducto lacrimo-nasal concomitante com catarata.
MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa baseada em um questionário envolvendo cirurgiões brasileiros de catarata, realizado no período de março a abril de 2018. Foram levantados dados sobre o perfil dos participantes, o tempo e a experiencia da prática oftalmológica, o treinamento prévio para diagnóstico e tratamento da obstrução do ducto lacrimo-nasal e os conhecimentos de endoftalmite após cirurgia de catarata. Todos os dados foram inseridos em planilha Excel e analisados de acordo com a frequência de ocorrência.
RESULTADOS: Noventa e um oftalmologistas responderam ao questionário. A maioria (63,7%) deles realiza cirurgias de catarata há mais de 10 anos e a maioria (84,6%) recebeu treinamento para diagnóstico e tratamento da obstrução do ducto lacrimo-nasal durante o curso de residência médica. A pesquisa da obstrução crônica do ducto lacrimo-nasal no pré-operatório da catarata é feita pelo teste do refluxo de secreção pelos pontos lacrimais (53,8%) ou por irrigação das vias lacrimais (23,1%). A obstrução do ducto lacrimo-nasal é tratada com colírios antibióticos por 47,2% dos respondentes. Para os portadores de obstrução do ducto lacrimo-nasal , 78% indicam a desobstrução das vias lacrimais previamente à facectoma, aguardando de 4 a 6 semanas para tal. O procedimento de escolha para tratar a obstrução do ducto lacrimo-nasal antes da facectomia é a dacriocistorrinostomia (88,4%). A necessidade de um protocolo para auxiliar na detecção e tratamento da obstrução do ducto lacrimo-nasal em portadores de catarata é reconhecida pela maioria dos participantes deste estudo.
CONLUSÃO: É necessário melhorar a propedêutica e o manejo da catarata em portador de obstrução do ducto lacrimo-nasal porque esse é um fator de risco para endoftalmite.
Keywords: Catarata; Extração de catarata; Endoftalmite; Obstrução dos ductos lacrimais; Dacriocistite; Intervenção baseada em internet; Inquéritos e questionários
Abstract
Objetivo: Avaliar os resultados obtidos com o uso do enxerto dermo-adiposo para reposição de volume em cavidade anoftálmica.
Métodos: Estudo retrospectivo baseado em revisão de prontuários incluindo todas as cirurgias de enxerto dermo-adiposo realizadas nos últimos 10 anos no King Khaled Eye Specialist Hospital, Saudi Arabia. O enxerto dermo-adiposo foi realizado em 62 pacientes no periodo do estudo. Os dados analisados incluíram características dos pacientes, as complicações pós- operatórias e os resultados cosméticos e funcionais, tais como a habilidade de usar prótese externa.
Resultados: A média de idade dos participantes foi de 34,2 ± 9,7 anos. Segundo a classificação das cavidades, 38,7% possuíam cavidade grau 3; 64,5% possuíam cavidade anoftálmica adquirida e o enxerto dermo-adiposo foi realizado como procedimento secundário em 61,3% dos pacientes. Após o procedimento 22,6% dos pacientes permaneceram com lagoftalmo, 17,7% tiveram necrose do enxerto, 12,9% desenvolveram granuloma piogênico, 12,9% tiveram redução do tamanho do enxerto, 3,2% permaneceram com as alterações no posicionamento palpebral e 3,2% continuaram com déficit de volume na órbita. Quarenta e nove pacientes (79%) eram capazes de usar prótese externa antes da cirurgia e depois do enxerto dermo-adiposo 55 (88,7%) puderam utilizar prótese externa.
Conclusão: O enxerto dermo-adiposo é uma ótima opção para tratamento de cavidades anoftálmicas congênitas ou adquiridas, assim como realizado como procedimento primário ou secundário, em cavidades com ou sem contração tecidual. Os resultados são encorajadores e as complicações são pouco frequentes.
Keywords: Anoftalmia/cirurgia; Órbita; Derme; Tecido adiposo/transplantes; Estudo retrospectivo
Abstract
Objetivo: o objetivo deste estudo foi relatar uma série de casos de fibrofoliculoma solitário, uma lesão raramente observada nas pálpebras. Demografia, bem como aspectos clínicos e histológicos da lesão foram avaliados.
Métodos: Trata-se de uma série de casos retrospectivos, com um período de 18 anos. Todos os pacientes incluídos foram diagnosticados com fibrofoliculoma solitário confirmado por exame histológico. Foram coletados dados referentes à demografia, sinais e sintomas dos pacientes, evolução da doença, localização da lesão, diagnóstico clínico e histológico e desfecho.
Resultados: Onze casos de fibrofoliculoma solitário foram diagnosticados no período do estudo. A média de idade dos pacientes de 51 ± 16,3 anos (variação: 27-78 anos). A maioria dos pacientes era do sexo feminino (7/11, 64%). Cinco dos pacientes (45%) eram assintomáticos; quatro (36%) relataram sangramento, um (9%) referiu coceira e um (9%) fricção da lesão. A lesão ocorreu em luma ampla variedade de locais; um deles sendo nas pálpebras. O diagnóstico de todas as lesões foi histológico com base nos achados característicos de um folículo piloso ocasionalmente dilatado e contendo material de queratina, cercado por um manto espesso de tecido fibroso moderadamente bem circunscrito. O epitélio infundibular folicular se estendeu até esse manto fibroso, formando cordões ou cordões epiteliais. Não houve recaídas após exérese.
Conclusão: Fibrofoliculoma solitário é uma lesão rara, mais ainda quando afeta as pálpebras. Relatamos 11 casos, e o terceiro relatado até o momento na literatura que afeta as pálpebras. O diagnóstico pode ser facilmente esquecido devido a sintomas inespecíficos e aparência clínica. Portanto, é necessário realizar biópsia excisional e exame histológico para o reconhecimento dessa lesão.
Keywords: Síndrome de Birt-Hogg-Dubé/patologia; Neoplasias palpebrais; Neoplasias cutâneas
Abstract
Objetivo: Avaliar a prática e tratamento da ptose da pálpebra superior por membros das sociedades latino-americanas e espanhola de Cirurgia Plástica Ocular.
Métodos: Os membros das referidas sociedades foram convidados por e-mail para responder a um questionário eletrônico garantindo o anonimato. O questionário constou de dados demográficos do cirurgião e outras quatro seções: avaliação pré-operatória da ptose da pálpebra superior, preferências cirúrgicas, conduta pós-operatória e complicações. Estatística descritiva foi utilizada para análise da frequência e proporções percentuais.
Resultados: Trezentos e cinquenta e quatro experientes cirurgiões oculoplásticos dos quais 47,7% realizam mais de 20 cirurgias de ptose da pálpebra superior por ano responderam ao questionário. Na avaliação pré-operatória, 68,9% realizam testes para olho seco, mas o teste da fenilefrina é feito por menos da metade dos entrevistados (47,4%). A ptose da pálpebra superior leve geralmente é corrigida por conjuntivo-mullerectomia (43,6%), a ptose da pálpebra superior grave por cirurgia do músculo frontal (57%) ou ressecção da aponeurose do levantador via anterior, principalmente usando a supramáxima (17,5%). O principal motivo para operar a ptose congênita grave é o risco de ambliopia (37,3%). A ptose involucional associada à dermatocálase costuma ser corrigida pela via anterior (63,3%). Hipocorreção é complicação comum após a ressecção da aponeurose do levantador (40%) ou suspensão ao frontal (27,5%).
Conclusões: As práticas atuais dos cirurgiões oculoplásticos espanhóis e latino-americanos para diagnóstico e tratamento de ptose da pálpebra superior foram relatadas. Os dados apresentados podem ser usados para comparar a abordagem dos cirurgiões com a de seus pares.
Keywords: Blefaroptose/diagnóstico; Ambliopia; Fenillefrina; Inquéritos e questionários; Demografia; Cirurgiões.
Abstract
Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar a magnitude e determinantes da cegueira bilateral e deficiência visual (DV) na região sudoeste do estado de São Paulo, Brasil.
Métodos: Trata-se de um estudo transversal do qual participaram pessoas de todas as idades, habitantes de 10 distritos da região sudoeste do estado de São Paulo - Brasil, nos anos de 2013-
2014. Oftalmologistas avaliaram a acuidade visual e realizaram exame oftalmológico usando uma unidade móvel. A acuidade visual foi categorizada seguindo os critérios da Organização Mundial de Saúde. Foi calculada a taxa ajustada por idade-sexo e o intervalo de confiança de 95% para estimar o número de cegos e deficientes visuais na população.
Resultados: Foram examinadas 2.306 pessoas. A frequência de cegueira bilateral ajustada por idade e sexo foi de 0,26% (95% CI: 0,1-0,4). Mulheres (0,35%) e indivíduos ≥50 anos (0,58%) foram os que tiveram maior taxa de cegueira. A taxa de deficiência visual grave foi de 9,1% (95% CI: 8,8-10,6), ocorrendo mais em homens (11,6%), com idade ≥50 anos (12,3%). Estimativas indicaram existência de 880 pessoas com deficiência visual grave bilateral na região. Catarata (63%) e erros refrativos (18%) foram as principais causas de deficiência visual grave.
Conclusão: Deficiência visual grave e cegueira na região estudada foram baixas, sendo as causas mais frequentes a catarata e os erros de refração. Os serviços de saúde precisam implementar iniciativas para reduzir as causas evitáveis de cegueira na região.
Keywords: Deficiência visual; Cegueira; Catarata; Erros de refração; Brasil
Abstract
Objetivo: A mitomicina C tem sido usada em cirurgia oftálmica para reduzir cicatrizes pós-operatórias. Entretanto, os resultados da sondagem endoscópica assistida para o tratamento da obstrução congênita do ducto nasolacrimal com mitomicina C adjuvante em crianças permanecem desconhecidos. Nosso estudo teve como objetivo avaliar a eficácia e a segurança da aplicação da mitomicina C após a sondagem endoscópica assistida para o tratamento da obstrução congênita do ducto nasolacrimal em crianças.
Métodos: Trata-se de uma revisão retrospectiva de prontuários, realizads em um hospital terciário de oftalmologia, envolvendo crianças com obstrução congênita do ducto nasolacrimal, submetidas à sondagem endoscópica de Outubro de 2013 a Agosto de 2015. Comparamos crianças submetidas à sondagem endoscópica com mitomicina C (grupo mitomicina C) versus outros que foram submetidos à sondagem endoscópica sem mitomicina C (grupo de sondagem endoscópica). O grupo mitomicina C recebeu 0,2 mg/ml em 4 min para o óstio do ducto nasolacrimal usando um aplicador de ponta de algodão imediatamente após a sondagem. A sondagem foi considerada bem-sucedida quando as queixas de lacrimejamento dos pacientes foram reduzidas ou os resultados do teste de desaparecimento do corante foram normais. Dados demográficos, sinais clínicos, variáveis intra e pós-operatórias foram correlacionados com a taxa de sucesso.
Resultados: A amostra do estudo foi composta por 68 vias lacrimais. A maioria das crianças apresentava obstrução bilateral e sem histórico prévio de sondagem. A média de idade dos pacientes era de aproximadamente 4 anos. A maioria das obstruções foi considerada complexa. As taxas de sucesso foram altas nos dois grupos (p>0.05). Não houve efeitos adversos relacionados ao uso da mitomicina C (p>0.05). Conclusões: Apesar a mitomicina C não tenha efeitos adversos quando aplicada à abertura do ducto nasolacrimal, seu uso após sondagem lacrimal no tratamento da obstrução congênita do ducto nasolacrimal não melhora a chance de sucesso.
Keywords: Mitomicina/uso terapêutico; Endoscopia; Obstrução do ducto lacrimal/congênito; Ducto nasolacrimal/efeito dos fármacos
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the practices employed by oculoplastic surgeons in the assessment and management of anophthalmic sockets and external ocular prostheses.
METHODS: Oculoplastic surgeons from two countries, who specialized in the management of anophthalmic sockets, participated in a web-based survey. Data collected included demographics, types of surgery, implant use, external ocular prostheses management (including fabrication and cleaning), complications encountered, and follow-up times. The frequencies and distributions of the responses were statistically analyzed.
RESULTS: A total of 177 oculoplastic surgeons participated, 113 (63.8%) from Brazil, the remainder from Spain. Evisceration was the preferred surgical procedure of 149 (84.2%) surgeons. The most commonly reported indication for enucleation was a painful blind eye (n=103, 58.1%; both Brazil and Spain, p<0.001). Brazilian surgeons preferred polymethyl methacrylate implants (n=65, 57.5%), while Spanish surgeons favored porous polyethylene implants (n=53, 82.8%; p<0.001). Discharge was the most frequently observed clinical feature during socket evaluation (n=164, 92.6%; p<0.001). Brazilian surgeons recommended daily (n=53, 46.9%) or weekly (n=41, 36.2%) cleaning of external ocular prostheses, while Spanish surgeons more commonly recommended monthly cleaning (n=31, 48.4%; p<0.001). The majority of Brazilian surgeons (n=83, 73.4%) advised patients to remove their external ocular prostheses at night. Only a small number of Spanish surgeons (n=3, 4.6%) suggested this practice (p<0.001). Overall, the follow-up recommendations varied, with 70 (39.5%) surgeons recommending follow-up based on individual case needs, and 59 (33.3%) suggesting annual visits (p<0.001). The primary indications for external ocular prostheses replacement were edge damage (n=75, 42.3%) and loss of volume (n=68, 38.4%). The replacement intervals given typically ranged from 1 to 5 years (n=92, 51.9%; p<0.001).
CONCLUSION: Oculoplastic surgeons in Brazil and Spain demonstrated similar practices in the management of anophthalmic sockets. However, notable differences were observed in the choice of implant materials, cleaning protocols, and recommendations regarding external ocular prostheses removal during sleep.
Keywords: Anophthalmos; Eye, artificial; Polymethyl methacrylate; Polyethylene; Surgeons; Surveys and questionnaires; Brazil; Spain.
Abstract
Objetivo: Recentemente, o ácido hialurônico foi proposto como promissor no tratamento do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior. No entanto, não foram feitas avaliações quantitativas para confirmar este efeito, motivo que levou a realização do presente estudo que visou avaliar o efeito do ácido hialurônico no tratamento do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior.
Métodos: Oito portadores de ectrópio
cicatricial adquirido da pálpebra inferior (13 pálpebras) foram tratados com uma única dose de 1 mL de ácido hialurônico, injetada na área pré-septal da pálpebra inferior. Os sintomas e o exame biomicroscópico foram realizados antes e 30 dias após a injeção do ácido hialurônico. A análise quantitativa da posição palpebral inferior (com e sem tração palpebral) foi determinada antes e 30 dias após a injeção do ácido hialurônico por meio de fotografias que foram analisadas usando o programa ImageJ.
Resultados: Todos os pacientes apresentaram melhora parcial dos sintomas. A posição da pálpebra inferior foi elevada significativamente após a injeção do ácido hialurônico, com redução significativa dos ângulos medial e lateral, da distância entre o reflexo pupilar e a margem da pálpebra inferior, da área de fissura palpebral total e da área medial. No entanto, sinais de inflamação da margem palpebral e ceratite puntata da córnea persistiram.
Conclusão: O ácido hialurônico injetado na área pré-septal da pálpebra inferior, melhorou os sintomas do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior e elevou significativamente a posição da pálpebra inferior. Estudos com maior número de participantes e período de acompanhamento mais longo são necessários para melhor determinar os efeitos das injeções de ácido hialurônico a longo prazo no tratamento do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior.
Keywords: Ectrópio; Cicatriz; Pálpebras; Anormalidades da pele; Ácido hialurônico; Preenchedores dérmicos; Injeções
Abstract
Apresentamos dois pacientes com dacriolitíase e drenagem lacrimal patente com lacrimejamento intermitente, sem infecção. Os dacriolitos podem estar presentes no saco lacrimal ou duto lacrimal, sem inflamação aguda ou crônica. Neste caso nós acreditamos que a dacriolitíase foi um fator causador da epífora intermitente mesmo com sistema de drenagem patente e propomos que dacriolitíase e até mesmo a colonização fúngica pode ser o primeiro evento antes dacriocistite, e deve ser adicionada como uma das causas de epífora.
Keywords: Doenças do aparelho lacrimal; Dacriocistite
Abstract
A remoção acidental da glândula lacrimal é uma complicação rara da cirurgia de ptose. Relatamos duas crianças que foram submetidas à grandes ressecções unilaterais do músculo levantador da pálpebra superior que desenvolveram olho seco após a cirurgia. No pós-operatório, os pais notaram ausência de secreção lacrimal durante o choro no olho operado. Tomografia computadorizada de órbitas comprovou ausência da glândula lacrimal no olho submetido à cirurgia, em ambos os casos. Cirurgiões oculoplásticos devem estar atentos à anatomia do músculo levantador e estruturas relacionadas para evitar lesões em importantes estruturas orbitais como as da glândula lacrimal que podem induzir permanente olho seco.
Keywords: Síndromes do olho seco; Aparelho lacrimal; Blefaroptose/cirurgia; Blefaroplastia/efeitos adversos; Músculos oculomotores/cirurgia; Complicações pós-operatórias
Abstract
Trata-se de uma mulher de 37 anos apresentando grave apraxia de abertura da pálpebra (AAP) superior direita associada com miotomia congênita de Becker (MC). A paciente há 25 anos apresentava ptose palpebral a direita e há um mês desenvolveu incapacidade de abertura do olho direito. Não havia associação com outro sintoma neurológico ou oftalmológico. A paciente recebeu injeção de botulinum toxin (BoNT-A) no músculo orbicular a direita, na região pretarsal e no canto lateral. A BoNT-A foi efetiva para o tratamento da AAP associada com miotomia congênita de Becker.
Keywords: Miotonia congênita; Toxinas botulínicas, tipo A; Apraxias; Músculos oculomotores; Humanos; Relatos de casos
Abstract
Keywords:
Abstract
Hepatitis C virus infection may be implicated in 12.7% of ocular adnexal marginal zone lymphomas. We present the first case of an orbital-systemic mucosa-associated lymphoid tissue lymphoma that responded to hepatitis C virus medical treatment. A 62-year-old male with a right-sided orbital mass was diagnosed with stage IIA orbital marginal zone lymphoma in addition to hepatitis C virus infection based on clinical, imaging, laboratory, and histological examinations. The systemic and orbital responses were achieved 1 year after undergoing hepatitis C virus treatment with glecaprevir/pibrentasvir. The association between the hepatitis C virus infection and orbital-systemic mucosa-associated lymphoid tissue lymphoma is relevant. Accordingly, patients with orbital mucosa-associated lymphoid tissue lymphoma should be assessed for hepatitis C virus seroreactivity for therapeutic and prognostic purposes.
Keywords: Orbital disease; Orbital neoplasms; Lymphoma, B-cell marginal zone; Hepacivirus; Hepatitis C; Humans; Case reports
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